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Carros | testes
Fiat Palio ELX 1.3 Flex
Dezembro 2003

Fiat Palio ELX 1.3 Flex

O Palio 2004 tem qualidades que vão além de um rostinho bonito e equipamentos que eram privilégio de carros de luxo

Por Adriano Griecco | Fotos Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Todo mês a redação recebe uma média de 2000 mensagens. São elogios, críticas, sugestões, dúvidas... Tem de tudo. Agora, quer ver o Mauro Litrenta, responsável pelo atendimento ao leitor, enlouquecer? Basta publicarmos matérias envolvendo carros da Fiat e da Volks, especialmente os testes comparativos. Ora somos acusados de "fiatistas", ora de "volksistas". A Ford e a GM que me desculpem, mas nosso termômetro postal indica que suas torcidas são menos calorosas. Desta vez, não deve ser diferente.

Fato é que, com o lançamento do novo Palio, a Fiat estabelece outro parâmetro na categoria dos compactos. Com a opção de equipamentos até então inéditos na classe, esta é a vez de o Palio carregar a bandeira inovadora que é uma tradição da marca. A prática de incorporar a seus carros novidades e tecnologia já faz parte da história da Fiat. O Tempra, em 1993, estreou por aqui o primeiro motor quatro cilindros com 16 válvulas, recurso utilizado hoje por boa parte das montadoras. O Uno foi o primeiro 1.0 a oferecer ar-condicionado como opcional. O mesmo Uno deu início à era turbo, com o motor 1.4. E quando o Palio foi lançado, em 1996, era possível encomendar um 1.0 com airbag e ABS, recursos de segurança antes privativos de carros maiores e mais luxuosos.

Acima da média
Espelho fotocromático (que escurece automaticamente com a incidência direta de luz sobre ele), CD player com MP3 e o My Car (dispositivo que possibilita personalizar funções como as do rádio e aviso sonoro do limitador de velocidade) estão disponíveis nos Palio ELX e HLX, que conta ainda com a opção de side bag. Além desses equipamentos -- sem serem inéditos, entretanto -- há a opção de colocar sensor de chuva e de crepúsculo (acendimento automático dos faróis), recursos que estrearam no Peugeot 206, além de vidros elétricos com acionamento de um toque no HLX. No ELX, isso fica reservado ao motorista.

O Palio testado por nós é um ELX com motor 1.3 Flex que, básico, custa 21990 reais. De série, ele só tem o My Car, o computador de bordo e a abertura interna do porta-malas e do bocal do tanque de combustível. A direção hidráulica e os vidros dianteiros elétricos, itens de série no modelo anterior, passaram a ser opcionais. Completo, como veio o carro avaliado, o valor salta para 36800 reais. A boa notícia para o bolso é que há a possibilidade de o cliente escolher os opcionais que deseja, sem estar sujeito a intrincados pacotes. Pena que alguns itens estejam reunidos no que a fábica chama de kits.

Mas as inovações não se restringem aos "periféricos". As alterações nas linhas do Palio foram positivas tanto do ponto de vista estético como prático. Na dianteira, os faróis invadindo o pára-choque e com grandes refletores causam impacto. A traseira, que estréia lanternas maiores e com desenho mais refinado que as do modelo anterior, proporciona espaço extra no porta-malas. São 10 litros adicionais obtidos com a mudança do ângulo da porta traseira, que agora ostenta a placa do carro -- antes, ela ficava no pára-choque.

O Palio cresceu 6,4 centímetros no comprimento, mas manteve seu entre-eixos. O espaço para os passageiros é semelhante ao de outros modelos do segmento, como Fiesta e Corsa. Mas a impressão que se tem ao entrar no carro é a de que o interior ficou maior. O mérito é de Giorgetto Giugiaro, responsável pelos dois redesenhos da linha Palio (em 2000 e agora). O designer traçou as linhas do painel sem elementos que "avançam" na direção dos ocupantes. De acordo com a fábrica, o "feng shui" incluiu pesquisas coordenadas por Peter Fassbender, diretor do Centro de Estilo da Fiat do Brasil, com o objetivo melhorar a vida a bordo. Para o painel, por exemplo, foram escolhidos materiais que, segundo a Fiat, são menos reflexivos. O volante, a alavanca de câmbio e a do freio de mão utilizam um tipo de plástico menos poroso e agradável ao tato. As colunas são revestidas em cores mais claras que as do painel, para aumentar a sensação de espaço. Em nome da ergonomia, os acionadores dos vidros agora estão nos puxadores das portas e mais perto dos olhos.

Algumas das modificações você não vê -- e tomara que ninguém tenha a oportunidade de experimentá-las. Foram feitas alterações estruturais para aumentar a resistência da carroceria a impactos laterais. Os pontos que receberam reforços foram a soleira da porta e a coluna do pára-brisa. Segundo cálculos da fábrica, como benefício secundário dessas mudanças, o Palio ganhou 24% a mais de rigidez torcional. Em outras palavras, a carroceria trabalha menos e permite que a suspensão permaneça mais alinhada com o piso. O preço dessa alteração é um sobrepeso de 30 quilos. Foi por isso que a Fiat recalibrou a suspensão -- que mantém o conjunto McPherson na dianteira e braços longitudinais na traseira --, recorrendo a molas mais duras e amortecedores com mais carga, para amenizar o retorno das molas.

Essa calibragem não serve de alvará para curvas mais radicais: as novas regulagens da suspensão continuam premiando o conforto. Como de costume, o Palio inclina-se em reverência às curvas mais fechadas com o mesmo desprendimento com que a frente começa a se despedir da trajetória. Não se trata de um defeito, mas sim de opção. Afinal, o Palio foi concebido para as ruas, não para as pistas. Mas, para os simpatizantes de uma condução mais adrenada, a Fiat tem a versão 1.8 HLX, com 103 cavalos e suspensão mais dura. Seu preço parte dos 27450 reais e, completo, ultrapassa inacreditáveis 46000 reais, dinheiro suficiente para comprar um Stilo 1.8 16V, com 122 cavalos -- nem tão bem equipado, é verdade.

Assim como nas curvas, o desempenho em retas não é de impressionar. No teste de aceleração, o Palio levou 17,1 segundos para partir da imobilidade e atingir os 100 km/h (com álcool, esse tempo cai para 16,7 segundos). A versão anterior cravou 16 segundos no mesmo teste. O leitor, assim como eu, deve ter estranhado o fato. A Fiat justifica a diferença de desempenho alegando que o novo Palio é mais pesado, agravado pelo fato do carro estar recheado de opcionais. O modelo testado na edição de setembro de 2002 era um protótipo despojado. Ainda que a Fiat tenha conseguido recrutar alguns cavalos a mais, eles não foram suficientes para energizar o Fiat.

Curiosidade
A fim de que pudesse trabalhar com gasolina e álcool, a taxa de compressão no novo 1.3 Flex passou de 9,5 para 11. Para isso foram utilizados pistões com um novo desenho na cabeça. Outra alteração foi o aumento no tempo de abertura das válvulas, que permite maior entrada da mistura ar/combustível. Assim apareceram mais 3 cavalos de potência para o Fire, que passou de 67 para 70 cavalos . Isso se for alimentado com gasolina. Abastecido com álcool, são 71 cavalos. Diferentemente dos outros motores da linha Palio - o 1.0, que agora tem 65 cavalos, e o 1.8 da Powertrain -, o 1.3 Flex não dispõe de acelerador eletrônico. Segundo a Fiat, quando esse motor começou a ser desenvolvido, há pouco mais de dois anos, tal tecnologia não estava pronta. Estranho, pois a linha Fire, quando foi lançada por aqui, em 2000, já vinha equipada com o sistema.

Na hora de aferir o consumo, abastecido com gasolina o Palio percorreu 8,6 km/l nas medições que simulam o ciclo urbano. Na estrada, a média chega aos 12,3 km/l. Com álcool são 6,2 km/l na cidade e 10 km/l na estrada.

A angústia para quem quer comprar a novidade é a escolha dos equipamentos. Tamanha lista de opções exige uma boa análise da relação custo/benefício. A julgar pela curiosidade despertada pelo carro em nossas andanças por São Paulo, não deverão ser poucos os que já estão fazendo as contas. Se você é um deles, consulte a relação de opcionais com preços no quadro ao lado.

> Avaliação

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 1242 cm3
Diâmetro x curso: 70,8 x 78,9 mm
Taxa de compressão: 11,0:1
Potência: 70 cv (gas.) e 71 cv (álc.) a 5500 rpm
Torque: 11,4 mkgf (gas.) e 11,6 mkgf (álc.) a 2250 rpm

Câmbio
Manual de 5 marchas, tração dianteira;
I. 3,91;
II. 2,24;
III. 1,52;
IV. 1,16;
V. 0,70.
Ré 3,91;
Diferencial 4,07;
Rotação do motor a 100 km/h em V - 3000 rpm

Carroceria
Dimensões: Comprimento, 383 cm;
largura, 163 cm;
altura, 144 cm;
entre-eixos, 237 cm
Peso: 975 kg
Peso/potência: 13,9 kg/cv
Peso/torque: 85,5 kg/mkgf
Volumes:
Porta-malas 290 l,
tanque de combustível, 48 l

Suspensão
Dianteira: Independente, tipo McPherson, com molas helicoidais e barra estabilizadora
Traseira: Independente, com braços oscilantes longitudinais e barra estabilizadora

Freios
Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira com ABS e EBD (opcional)

Direção
Tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica (opcional); diâmetro de giro 9,8 metros; 3 voltas entre batentes

Rodas e pneus
Liga leve, aro 14; Pirelli Cinturato P4 175/65 R14

Principais equipamentos de série
Computador de bordo, conta-giros, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro

Principais equipamentos opcionais
Ar-condicionado (R$ 2700), ABS (R$ 2000), direção hidráulica (R$ 1300), duplo airbag (R$ 2000), desembaçador com ar quente (R$ 206), rádio com CD player e MP3 (R$ 1423), rodas de liga leve (R$ 718), kit com sensor de chuva e crepuscular, espelho fotocrômico e retrovisor elétrico (R$ 1230), travas e vidros dianteiros elétricos (R$ 850), vidros traseiros elétricos (R$ 700)

garantia
1 ano sem limite de quilometragem

Preço
21990 reais (básico)





» FOTOS


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