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Carros | testes
Chevrolet Astra Sedan 2.0 FlexPower Elite
Maio 2004

Chevrolet Astra Sedan 2.0 FlexPower Elite

O motor 2.0 flex deu força ao Chevrolet, que ganhou itens para enfrentar os sedãs médios

Por Adriano Griecco / fotos Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Detectar as futuras vontades e necessidades do mercado não é coisa para adivinhos amadores. Ainda mais no planeta carro, em que as mudanças são planejadas anos antes de saírem às ruas. Não foi diferente com os carros bicombustíveis. Já vão 13 anos desde os primeiros estudos da Bosch, que resultaram num Omega 2.0 flexfuel. O experimento de laboratório se transformou no ímã que atrai cada vez mais consumidores. Movidos pela diferença de preço do álcool em relação à gasolina, essa legião tem a seu favor uma tecnologia que diminuiu o abismo de consumo entre os dois combustíveis. No início da era flex, o direito de escolha diante da bomba era privilégio dos proprietários de carros 1.0 e 1.6. Pois chegou a vez dos carros maiores, com motores mais potentes. De agora em diante, os motores 2.0 de oito válvulas que equipam Astra e Zafira são todos bicombustíveis, como o do sedã que testamos.

Dentre os médios, o Astra hatch fechou 2003 na liderança do segmento, batendo Golf, Stilo e Focus. Já a versão Sedan tem concorrentes de maior peso, como o Honda Civic - recém-reestilizado - e o Toyota Corola, líder do mercado. Diante dessa concorrência de peso, a Chevrolet fez alterações na linha Astra, para quem 2005 já começou. A manobra visa melhorar a posição do seu médio no mercado, principalmente da versão sedã, que vendeu de janeiro a março passado cerca de 4300 unidades - metade dos Corolla comercializados no mesmo período.

A Chevrolet escolheu o motor 2.0 oito válvulas - que já equipava a linha Astra - e fez ajustes para que ele pudesse trabalhar com álcool ou gasolina, misturados em qualquer proporção. A primeira alteração foi aumentar a taxa de compressão de 9,8 para 11,3:1. Os bicos injetores foram substituídos por outros, com maior capacidade de vazão (por causa do álcool, que requer maior volume de combustível na câmara de combustão). O novo software de injeção foi desenvolvido pela Bosch - Meriva e Corsa utilizam tecnologia Delphi. Além dele, o Astra ganhou um sensor no tanque de combustível para identificar a proporção da mistura.

esperto
Afora o fato de trabalhar com os dois combustíveis, o motor está mais forte. São 121 cavalos com gasolina e 127,6 com álcool - a antiga versão tinha 116. O torque também melhorou. Dos antigos 17,3 mkgf, ele passou para 18,3 mkgf com gasolina e 19,6 com álcool. Ao volante, a confirmação: o desempenho do Astra agrada, principalmente quando abastecido com álcool. Ele precisou de 10,8 segundos para atingir os 100 km/h, oito décimos a menos que os 11,6 segundos de que o modelo anterior precisou no mesmo teste, na edição de novembro de 2002. Com gasolina, a vantagem foi menor e o Astra 2005 foi quatro décimos mais rápido que seu antecessor. A melhora aparece também no dia-a-dia. As retomadas ficaram mais vigorosas com álcool e o acelerador, que agora é eletrônico, não requer tanta pressão na hora de ultrapassar.

Apesar de leve no manuseio, o câmbio continua com engates imprecisos, roubando alguns décimos de segundo nas trocas rápidas. É fato que a vocação do Astra Sedan não é a esportividade - essa tarefa fica a cargo da versão GSi, a única da linha que continua equipada com o motor 2.0 16V, de 136 cavalos. A suspensão tem acerto mais urbano, ou seja, comportamento mais familiar em detrimento de uma vida de fortes emoções.

Na hora da razão, ou do bolso, é bom dar uma olhada nos números de consumo. Na cidade foram 5,7 contra 6,8 km/l, com álcool e gasolina, respectivamente. Na estrada a diferença é ainda maior: são 10,1 contra 12 km/l. Como a questão do preço do álcool está sujeita ao mercado e à geografia (os preços variam de acordo com a região), o livre arbítrio diante da bomba deve ser um exercício constante. Mas o cenário de hoje é francamente favorável ao álcool.

Outra novidade é a organização da linha Astra em versões. Em vez de diversos pacotes de opcionais, a Chevrolet instituiu três novas versões: Comfort, Elegance e Elite, a top de linha, avaliada por nós. Agora o consumidor analisa os itens de série e o preço de cada uma delas e não precisa mais ficar fazendo contas para montar seu carro na hora da compra.

No interior, boas novas. As versões Elite e Elegance ganharam mostradores com fundo branco, anéis cromados e ponteiros pretos, mudanças que deram mais sobriedade ao painel. Quem já dirigiu um Monza e for andar na linha 2005 vai se lembrar de uma luz no painel, em formato de seta, que avisa ao motorista a hora de trocar as marchas de maneira mais econômica. E, para completar, o acabamento interno é preto - o anterior era cinza. Um olhar mais atento vai notar que o Astra foi promovido. Pelo menos na versão Elite, que parece ter dado um passo em direção ao Vectra. O console central e o pomo da alavanca de câmbio foram revestidos de um plástico que imita jacarandá e os bancos dianteiros ganharam ajuste lombar.

Externamente, apenas um logotipo nas portas diferencia as versões. Novidade mesmo só na Elite, com rodas de liga leve aro 16, que dão ao carro ares mais insinuantes e deixam à mostra os freios a disco nas quatro rodas, outro item exclusivo da versão. Equipado com ABS e EDB, o Astra parou bem. Precisou de 61,7 metros para ir de 120 km/h a 0. Só a título de comparação, o modelo anterior, medido em novembro de 2002 e equipado com tambor na traseira, andou 3,8 metros a mais.

A Chevrolet vai mexer nos preços da linha Astra 2005. Mas o aumento não está ligado às mudanças que o carro recebeu, e sim aos novos equipamentos incorporados a cada uma das versões. A Comfort, por exemplo, passou a contar com o ar-condicionado de série, um item que antes era opcional. Até o fechamento desta reportagem a marca não tinha definido os novos preços. Estima-se algo em torno dos 42000 reais para a Comfort. Já a Elite, que oferece de série itens como duplo airbag, side-bags, ABS e revestimento interno de couro, deve custar cerca de 55000 reais.

> Avaliação

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 4 cilindros, 8 válvulas
Cilindrada: 1998 cm3
Diâmetro x curso: 86 x 86 mm
Taxa de compressão: 11,3:1
Potência: 121 cv (gasolina) e 127,6 cv (álcool) a 5200 rpm
Torque: 18,3 mkgf (gasolina) e 19,6 mkgf (álcool) a 2400 rpm

Câmbio
Manual de 5 marchas, tração dianteira;
I. 3,73; II. 1,96; III. 1,32; IV. 0,95; V. 0,76. Ré 3,31;
Diferencial 3,94;
Rotação do motor a 100 km/h em 5ª - 2600 rpm

Carroceria
Dimensões:
Comprimento, 434 cm; largura, 171 cm; altura, 142 cm; entre-eixos, 261 cm
Peso: 1190 kg
Peso/torque: 9,8 kg/mkgf (G) 9,3 kg/mkgf (A)
Peso/torque: 65 kg/mkgf (G) 60,7 kg/mkgf (A)
Volumes:
Porta-malas, 460 l; tanque de combustível, 52 l

Suspensão
Amortecedores hidráulicos
Dianteira: Independente, tipo McPherson, com molas helicoidais
Traseira: Semi-independente, com barra de torção e molas tipo barril

Freios
Disco ventilado nas 4 rodas, com ABS e EBD

Direção
Tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica;
diâmetro de giro 10,1 metros;
3,25 voltas entre batentes

Rodas e pneus
Liga leve, aro 16; Pirelli P6000 205/55 R16

Principais equipamentos de série
ABS, abertura interna do porta-malas, ar-condicionado, brake-light, bancos de couro, conta-giros, direção hidráulica, duplo airbag, pára-choque na cor da carroceria, rádio com CD player, rodas de liga leve, side-bags, vidros, espelhos e travas elétricas

Principais equipamentos opcionais
Câmbio automático e teto solar

garantia
1 ano sem limite de quilometragem

Preço
55000 reais (estimado)





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