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Carros | testes
BMW 120i
Abril 2005

BMW 120i

O pequeno bávaro: O menor dos BMW tem os traços da família e um temperamento mais tranqüilo que o dos irmãos maiores

Por Adriano Griecco / fotos: Christian Castanho
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Os tempos não estão para brincadeira. Tradição é bom e, se for associada a volume de vendas e boa margem de lucro, fica melhor ainda. E isso se torna mais fácil com uma ampla gama de produtos. Foi sob essa motivação que a BMW investiu em seu carro "popular", o Série 1, depois de se dar bem com a chegada dos utilitários X5 e X3.

Visualmente, o 120i herda a dianteira e as laterais do conceito CS1, apresentado no Salão de Genebra em 2002. A linha de cintura do carro é acentuada e é quem delineia os vincos das lanternas e da tampa traseira. Ali fica embutido, assim como no Série 6, o logotipo da marca, que funciona também como maçaneta para a abertura da tampa do porta-malas, que comporta razoáveis 330 litros.
No interior, não faltam as linhas angulosas do painel e do console central, próprias da atual opção estética da marca, assinada pelo designer Chris Bangle. Mas abriga também algumas contradições. Como o contraste da chave "eletrônica", que se encaixa no painel, com os bancos de regulagem manual, diferentemente de todos os BMW que já dirigi, que contavam com ajustes elétricos. Também a simplicidade dos mostradores chega a ser surpreendente. Ainda que tenham a iluminação típica da marca, em laranja, o conjunto não conta com o indicador de temperatura, apenas uma luz-espia se acende no caso de superaquecimento. Outro item incomum a um BMW, mas usual nos compactos, é o escasso espaço interno do Série 1. Conforto, mesmo, só para quem vai na frente.

O principal traço de família do Série 1 está no sistema de tração traseiro, que tem influência direta no comportamento neutro do carro nas curvas. Com o motor instalado na dianteira e a tração na traseira, o peso ficou dividido em proporções iguais. Nos modelos com tração dianteira, essa divisão fica em torno de 60% na frente e 40% atrás. A impressão ao se dirigir o BMW é a de que está tudo sob controle. A suspensão - independente do tipo multilink na dianteira e na traseira - oferece a dose certa de firmeza nas curvas, sem se descuidar do conforto exigido nas cidades, onde prevalece a incidência de lombadas e buracos. O menor diâmetro do volante e as respostas rápidas do sistema de direção fazem as curvas parecerem mais tranqüilas do que realmente são. Qualquer exagero nas saídas de curva é rapidamente amparado pelo controle de tração. No limite e com o controle desligado, o Série 1 não vai pedir mais que ligeiras correções ao volante, que vão trazer sua frente de volta ao bom caminho.

Mas, apesar de agradar na condução cotidiana, o BMW não é do tipo que devora retas com apetite de velocista. Na pista, o comportamento do carro foi, de certa forma, decepcionante. Principalmente no teste de aceleração, em que levou 11,5 segundos para chegar aos 100 km/h - ainda que dotado do motor 2.0 de 150 cavalos, o mais potente do Série 1. Na Europa ainda existe uma versão 1,6 litro, com 115 cavalos.

Antes que você extraia conclusões precipitadas, vale dizer que a demonstração de desempenho do Série 1 não está apenas nos números de aceleração ou de velocidade máxima - teste no qual ele cravou 197,8 km/h -, mas sim nas retomadas. É aí que ele se mostra animado. Dos 40 aos 80 km/h se passaram apenas 5,8 segundos. Numa esticada de 80 a 120 km/h, o tempo vai a 7,7 segundos. O consumo também é um ponto positivo. Na cidade, o 120i percorre 8 km/l. Na estrada, a média sobe para 12,1 km/l.

Mas a economia acaba aí. O Série 1 na versão automática chega custando 153000 reais. Quer pagar menos? Fique com a manual, 10000 reais mais barata. Por bem menos que isso, você encontra a versão top do Audi A3, que sai por 96000 reais, ou um Alfa Romeo 147, que custa 115000 reais. Vale ressaltar que ambos têm câmbio automático com modo seqüencial. Outro forte concorrente do Série 1 mora dentro de sua própria casa. É o 320i (que, apesar do nome, tem motor 2.2 de seis cilindros e 170 cavalos), que custa 160000 reais. Se na Europa as versões mais simples o fazem competitivo, por aqui o Série 1 não será tão popular. É o peso da tradição: quem nasceu para BMW nunca perde a majestade.

> Ficha comparativa

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, longitudinal, 4 cilindros em linha, 16 válvulas
Cilindrada: 1995 cm3
Diâmetro x curso: 90 x 84 mm
Taxa de compressão: 10,5:1
Potência: 150 cv a 6200 rpm
Torque: 20,4 mkgf a 3600 rpm

Câmbio
Automático de 6 marchas, tração traseira;
I. 4,35; II. 2,49; III. 1,66; IV. 1,24; V. 1,00; VI. 0,85; Ré 3,93;
Diferencial 3,38;
Rotação do motor a 100 km/h em D - 2500 rpm

Carroceria
Dimensões: Comprimento, 423 cm; largura, 174 cm; altura, 143 cm; entreeixos, 2,66 cm
Peso: 1350 kg
Peso/potência: 9,0 kg/cv
Peso/torque: 66,2 kg/mkgf
Volumes: Porta-malas, 330 l; tanque de combustível, 50 l

Suspensão
Molas helicoidais e amortecedores hidráulicos
Dianteira: Multilink, com braços de alumínio
Traseira: Multilink, com braços de alumínio

Freios
Discos ventilados nas 4 rodas, com ABS e EBD

Direção
Hidráulica, do tipo pinhão e cremalheira, 3 voltas entre batentes

Rodas e pneus
Liga leve, aro 17; Bridgestone Potenza 205/50 R17

Principais equipamentos de série
Ar-condicionado, ABS, direção hidráulica, controle de tração, duplo airbag, EBV, rádio com CD player e comandos no volante, vidros, travas e espelhos elétricos, Parktronic

Principais equipamentos opcionais
Pintura metálica

garantia
2 anos sem limite de quilometragem

Preço
153000 reais





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