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Carros | testes
Peugeot 407 3.0 V6
Agosto 2005

Peugeot 407 3.0 V6

Leão doméstico: o Peugeot 407 é a primeira obra do novo centro de estilo da marca. E é a cara de seus descendentes

Por Adriano Griecco / fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O investimento do Grupo PSA, formado por Peugeot e Citroën, de 130 milhões de euros aplicado em seu novo Centro de Design, na França, começa a dar frutos. O 407 foi o primeiro projeto desse centro. No passado, a Peugeot promovia uma concorrência entre estúdios como Pininfarina e Italdesign e seus próprios profissionais, para definir os próximos lançamentos. Agora, a disputa continua, mas apenas para os carros-conceito.

O 407 marca o novo jeito de ser dos Peugeot. Quem quiser saber como será a cara de seus futuros modelos, como os próximos 107, 207 e o novo 307, basta encarar o sedã. Na dianteira, a novidade é a eliminação da grade que ostentava o logo do leão. O pára-choque tem uma grande entrada de ar que, segundo Gérard Welter, chefe de design da Peugeot, será um traço marcante nos carros que estão por vir.

Mantendo a expressão felina, os faróis invadem suavemente o capô. Além de harmonia, o conjunto confere esportividade, graças, à grande tomada de ar, que lembra os monopostos de F-1 da década de 60. A linha de cintura, que fica mais alta da dianteira para a traseira, e a larga coluna C complementam a personalidade visual do Peugeot.

Na traseira, o brilho é garantido pelas lanternas de refletores aparentes que delineiam um discreto aerofólio na tampa traseira. A versão avaliada por nós - 3.0 V6 - é a top de linha e vem recheada de equipamentos, incluindo os bancos de couro com aquecimento e regulagem elétrica. Como acontecia com seu antecessor, o 407 estará disponível com dois motores - há também o 2.0 16V, de entrada. E, para fazer companhia ao sedã, chega ainda a versão station. Assim como na 307, a 407 SW brinda seus compradores com o teto de vidro. No Brasil, a Peugeot espera vender 100 unidades mensais da linha. Desse total, apenas 15% devem ser da versão V6, que custa 155000 reais. Seus rivais por aqui serão o Citroën C5 (161310 reais) e o Honda Accord (134795 reais).

suspensão de rali
No interior, a boa impressão continua. Mas o 407 apresenta algo incomum no painel. Em vez dos quatro tradicionais marcadores, de temperatura do motor, do nível de combustível, velocímetro e conta-giros, ele traz um quinto, que marca a temperatura do óleo. Segundo a Peugeot, é mais estético que funcional. Mas, apesar das novidades, o 407 peca por utilizar no console central os mesmos comandos - leia-se botões do rádio, computador de bordo e ar-condicionado - do Citroën C5. Um carro de sua categoria não poderia cometer essa gafe. Como um bom familiar, o espaço é generoso, tanto para o motorista quanto para os passageiros. No banco traseiro, há um acesso ao porta-malas para o transporte de objetos compridos, como uma vara de pesca, por exemplo.

A troca de componentes com o C5 vai além dos botões. O Peugeot é produzido na fábrica de Rennes, na França, onde também é feito o Citroën. Isso explica o fato de o 407 utilizar a mesma plataforma, motor e câmbio do irmão, já que ambos pertencem ao Grupo PSA.

O 407 estréia outras novidades na suspensão. Na dianteira, a Peugeot foi se inspirar nos antigos 405 de rali para desenvolver uma nova configuração four-link. Na traseira, ele mantém os mesmos multibraços que já existiam no 406. E, assim como no antecessor, a suspensão das versões top de linha oferece o gerenciamento eletrônico da resistência dos amortecedores, inovação que começou com o 605, em 1989. São nove programações diferentes, que variam conforme a velocidade, o ângulo de esterçamento do volante e a inclinação da carroceria. Ainda é possível, por meio de um botão no painel, acionar o modo mais esportivo. A evolução em relação ao 406 se deu na atuação do sistema. No anterior, a divisão era por eixo. Já, no 407, cada amortecedor tem sua regulagem alterada isoladamente. Na prática, é difícil perceber a atuação do sistema e o 407 é melhor no trato de passageiros do que em curvas feitas no limite - uma qualidade, tendo em vista sua proposta. Para os mais apressados, resta a opção de utilizar o modo mais rígido dos amortecedores e equipar o carro com rodas aro 17, opcionais.

Outro upgrade, quando comparado ao 406, está no motor. O V6 de 3.0 litros é basicamente o mesmo, mas ganhou comando de válvula variável, coletores de admissão de plástico, leves e com superfície menos porosa, novo mapeamento de injeção, e coletores de escape com geometria variável. Com isso, a potência pulou de 194 para 211 cavalos. E, para trabalhar com o V6, a Peugeot escalou o câmbio automático de seis marchas que oferece a possibilidade de trocas manuais. Na pista, o 407 mostrou um desempenho condizente com as linhas. Chegou aos 100 km/h em 9,9 segundos e foi à máxima de 223,5 km/h. Mais do que pelos bons números de desempenho, o Peugeot agrada pelo funcionamento suave do motor. Andando calmamente na cidade, o 407 percorre 7,9 km/l. Na estrada, a média de consumo sobe para 10,3 km/l. Apetite comedido para um leão que tem uma boca enorme.

Avaliação do jornalista


consumo
urbano 7.9 km
rodoviário 10.3 km/l

frenagem
60 km/h a 0 14.8 m
80 km/h a 0 26.7 m
120 km/h a 0 59.8 m

ruído
Ponto morto 35.5 dB
1ª em rotação máxima 64.8 dB
D a 80 km/h 58.1 dB
D a 120 km/h 63.8 dB

Condições do teste
temperatura média no dia 23.5º C
pressão atmosférica 712 mm/hg
umidade do ar 46 %
altitude 660 m

Os números da pista de teste

A O V O L A N T E
Direção
Suspensão
O 407 trata bem seus ocupantes, com a suspensão voltada para o conforto. Para os que gostam de acelerar, o gerenciamento eletrônico dos amortecedores permite calibragem mais rígida do conjunto.
V IDAABO R D O
Conforto
motorista
Conforto
passageiro
Nível de ruído
Equipamentos
O espaço interno no sedã é bom e o acabamento agrada. Por ser a versão top de linha, o V6 vem repleto de itens de série, incluindo piloto automático e limitador de velocidade.
C A R R O C E R I A
Arq. Interna
Acabamento
Porta Malas
A entrada de ar na dianteira será a nova marca dos Peugeot. Mas a beleza das linhas do 407 também passa pelas lanternas traseiras, com refletores aparentes.
M O T O R & T R A N S M I S S Ã O
Aceleração
Velocidade
máxima
Câmbio
Em relação ao 406, o V6 ganhou 17 cavalos. Trabalhando com o câmbio automático de seis marchas, o conjunto levou o 407 de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos.
SEGURANÇA
Retomada
Frenagem
Visibilidade
Além de se sair bem nas frenagens, o Peugeot oferece controle de estabilidade, airbags frontais, laterais e de cabeça de série.
M E R C A D O
Custo/benefício
Se o visual fizer sucesso, o 407 vai padecer do mesmo bem do 406 Coupé - a baixa desvalorização. Custando 155000 reais, a versão V6 deve responder por 15% das vendas do sedã. A maior fatia será do motor 2.0 16V.
Veredicto
LEGENDA:
ótimo muito bom bom razoável fraco


Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 6 cilindros em V, 24 válvulas
Cilindrada: 2946 cm3
Diâmetro x curso: 87 x 82 mm
Taxa de compressão: 10,9
Potência: 211 cv a 6000 rpm
Torque: 29,0 mkgf a 3750 rpm

Câmbio
Seqüencial de 6 marchas, tração dianteira;
I. 4,15; II. 2,37; III. 1,56; IV. 1,16; V. 0,86; VI. 0,67; Ré 3,39; Diferencial 3,53;
Rotação do motor a 100 km/h em D - 2300 rpm

Carroceria
Dimensões: Comprimento, 467 cm; largura, 181 cm; altura, 145 cm; entreeixos, 272 cm
Peso: 1729 kg
Peso/potência: 8,2 kg/cv
Peso/torque: 59,6 kg/mkgf
Volumes: Porta-malas, 468 l; tanque de combustível, 66 l

Suspensão
Independente com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos
Dianteira: Tipo McPherson com barra estabilizadora
Traseira: Tipo multilink com barra estabilizadora

Freios
Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS e EBD

Direção
Pinhão e cremalheira com assistência variável

Rodas e pneus
Liga leve aro 17; Pirelli P7 215/55 R17

Principais equipamentos de série
Ar-condicionado, ABS, brake-ligth, computador de bordo, controles de estabilidade e tração, duplo airbag, trio elétrico

Principais equipamentos opcionais
Teto solar, disqueteira, rodas em liga leve

garantia
2 anos sem limite de quilometragem

Preço
155000 reais





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