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Carros | testes
Chevrolet Vectra GT-X
Abril 2009

Chevrolet Vectra GT-X

Não há nada de errado com ele. Seu problema é que os outros existem

Por Marcelo Moura | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Como a apresentação do Vectra GT demorava a começar, um executivo da GM resolveu puxar assunto: “Ainda não vi a última QUATRO RODAS, o que tem na capa?” Um comparativo de hatches médios, respondi. Abriu os olhos com mais interesse. É que o novo Focus chegou no fim do ano passado, e agora estão lançando o Citroën C4 e o Hyundai i30... “Ah, é mesmo?”

O Vectra hatch teve o motor 2.0 retrabalhado para poluir menos e atender à nova fase do Proconve. De quebra, passou de 128 para 140 cv. A cabine traz novos tecidos e mais porta-trecos. Por fora, trocaram o estilo da frente, borrachões laterais, rodas e retrovisores. Na traseira, mudou apenas o logotipo: a gravatinha cresceu e perdeu o aro cromado. O GPS de pendurar no para-brisa, que vinha de série no GT-X (e no sedã Elite), virou acessório. “O cliente desse carro dizia que já tinha um aparelho ou que conseguia comprar mais barato. Então tiramos”, diz o diretor de marketing Gustavo Colossi. O outro jeito de resolver o problema era pôr o mapa numa tela integrada ao console, como no Astra europeu. Mas ele só ganhou itens que a concorrência já tinha. Caso do novo rádio com entradas de áudio e cartão SD, mais Bluetooth. Não tem entrada USB, mas é uma boa evolução.


Mudaram borrachão, friso cromado na janela e, atrás, a gravatinha

Como o Vectra GT “Remix” traz as mesmas novidades do Vectra “Next Edition”, lançado um mês antes, a GM quis não se alongar no lado técnico. Preferiu mostrar um “brand tracking study”, pesquisa feita com consumidores, comparando oito hatches médios. O GT aparece à frente dos dois rivais mais fortes, Golf e Stilo, em itens como design, esportividade, conforto e tecnologia. Uma superioridade confortável, se o mundo fosse esse do estudo – com o Focus antigo, o C4 de duas portas e sem o i30. O problema de fazer carro olhando para os lados (e para trás) é que ele pode chegar defasado no dia do lançamento.

Contra os novos concorrentes, o Vectra GT-X é inferior em equipamentos, desempenho e acabamento. Mas digamos que você também não olha muito para os carros das outras marcas. Ou até olha, mas acha o Vectra hatch lindo (a gente concorda com seu bom gosto) e não quer saber de outro. Sem problemas. Mesmo não sendo o melhor de sua classe, o GT-X é bom o bastante para não decepcionar os fãs.

Mexeram no acerto de suspensão do GT-X. Ele já era justinho, com pneus 215/45 R17, e agora ficou pregado no chão. Fica um pouco desconfortável em ruas esburacadas, mas esse não é o objetivo dele. Quem quiser um carro mais versátil (e de comportamento mais genérico) pode procurar o modelo GT, com acerto mais manso. Na época do lançamento (setembro de 2007), o GT era uma versão de entrada, incompleta. Agora o airbag duplo é de série na versão básica (de 56 034 reais), e com mais 1 889 reais você tem freios a disco nas quatro rodas, ABS e sensor de chuva. O GT-X não é muito mais equipado: se você veio atrás dele, foi porque queria diversão. E terá.


Retrovisor, grade, frisos e rodas: um tapinha no GT

O motor 2.0 agora rende os mesmos 140 cv de um Honda Civic, mas a sensação é diferente: você pisa e o carro responde na hora (são 19,7 mkgf a 2 600 giros, enquanto no japonês são 17,7 mkgf a distantes 4 300 rpm). No primeiro instante, parece que temos um motor forte lá na frente e que o Vectra GT-X até faz jus a essa pintura azul Arian – bem parecida com a azul Arden oficial da OPC, divisão de alta performance da Opel alemã. Essa impressão será desfeita numa estrada aberta. Você verá que o motor GM não cresce muito além da estilingada inicial. No teste de 0 a 100 km/h, veio tímido: 11,2 segundos, igual ao Renault Symbol 1.6 16V da página 68. (A boa notícia é que o consumo do Vectra manual melhorou em relação ao antigo.) Verá também que a direção do Vectra GT-X tem respostas lentas e que um Focus, com suspensão mais confortável na cidade, é mais estável quando exigido a fundo. Mas no trajeto casa-trabalho- malhação-cursinho-barzinho, o GT-X é divertido. Para muita gente, isso basta.


OS RIVAIS

Ford Focus Ghia

Por 65 130 reais, tem um dos melhores ajustes de suspensão do mundo. Mas não é flex.

Citroën C4 Exclusive flex

Anda bem, é flex e vem forrado de equipamentos (airbags são quatro). Por 68 800 reais.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Ficou mais pregado no chão e mais gostoso de guiar. A direção podia ser mais direta.

MOTOR E CÂMBIO
As melhorias no motor (que no teste do sedã, mês passado, foram mascaradas pelo câmbio automático), aparecem nesse GT-X manual: o consumo baixou bem.

CARROCERIA
Com a nova frente, o Vectra GT-X ficou ainda mais parecido com o Astra hatch europeu – que continua bonito, mesmo perto de acabar.

VIDA A BORDO
Painel de porta e console central ganharam portatrecos, que tanto faziam falta, mas o acabamento piorou. O retrovisor externo tem rebatimento elétrico e ganhou um led que ilumina o chão. As janelas fecham sozinhas, por controle remoto.

SEGURANÇA
ABS e airbag duplo agora são de série. Mas o airbag lateral, do sedã Elite, não vem nem como opcional.

SEU BOLSO
Custa tanto quanto os jovens Focus e C4. Vale mais levar a versão GT, que já tem o essencial.


VEREDICTO

O Vectra GT-X curou suas grandes falhas (consumo alto e falta de porta-trecos) e melhorou sua principal qualidade (era um carro gentil com os passageiros, e ficou mais). E é gostoso de dirigir. O problema dele é que a concorrência mudou mais.

 


 

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