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Carros | testes
Chevrolet Spin LTZ 1.8 8V
Julho 2012

Chevrolet Spin LTZ 1.8 8V

Com cinco ou sete lugares, a minivan Spin chega para aposentar, de uma só vez, as veteranas Meriva e Zafira

Por Péricles Malheiros | foto: Christian Castanho
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A GM segue acelerada com seu plano de reestruturação global. E o Brasil é peça- chave dentro dessa estratégia baseada no desenvolvimento de plataformas flexíveis, capazes de servir de base para veículos de carrocerias distintas. A minivan Spin, que estreia em julho, é o terceiro produto baseado na arquitetura GSV, o berço dos carros pequenos da marca ao redor do planeta, daqui para a frente. Depois dos recém-lançados Cobalt e Sonic, é a vez de a minivan provar ao consumidor que tem atributos suficientes para aposentar as veteranas Meriva e Zafira.

Protagonistas de uma moda que tomou conta das ruas no início dos anos 2000, com Citroën Xsara Picasso, Renault Scénic e Chevrolet Zafira, as minivans minguaram em nosso mercado. Outrora objetos de desejo, nenhuma delas foi além de um face-lift aqui, outro ali. De Picasso e Scénic, só restaram os nomes: as marcas francesas optaram por trazer, de forma muito discreta, as novas (e caras) gerações de ambas. Ou seja, a veterana Zafira é a único representante atual de uma raça extinta. Mas também será vítima do processo darwiniano em sua incapacidade de evoluir: a série Collection, tradicional último suspiro dos Chevrolet, está confirmada e deve chegar ao mercado quase que simultaneamente à Spin. Mas a espécie das minivans deixou filhotes: as minivans compactas, segmento no qual a GM atua com a Meriva - e que, assim como a Zafira, ganha uma versão Collection e se despede ainda este ano.

Os donos de Meriva podem comemorar: a Spin é maior (por dentro e por fora), mais equipada e mais barata. Já os órfãos da Zafira sentirão falta do Flex-7, o amigável sistema que escondia no assoalho do porta-malas dois bancos individuais. A Spin será vendida em duas versões, LT e LTZ, sempre com motor 1.8 8V Econo. Flex.A versão de entrada terá sempre cinco lugares e a top, sete. Ambas contarão com câmbio automático como opcional.

Espaço kids

Para armar a terceira fileira de bancos da Spin, basta puxar duas tiras na parte de trás. A primeira rebate o encosto e a segunda move o conjunto todo para a frente. Três problemas: o conjunto não é bipartido, a tira elástica que prende o conjunto no apoio de cabeça da fileira central só alcança o do lado direito e, apesar de escamoteável, o banco extra não pode ser retirado. Isso faz com que a LTZ com cinco bancos tenha um volume de porta-malas 157 litros menor que o da LT - 553 ante 710 litros. Como nas rivais de mesmo porte, o espaço para pernas na terceira fileira é reduzido. "O banco acomoda dois adultos, mas sabemos que é o espaço preferido das crianças. E os pais podem ficar sossegados, pois nossos crash-tests traseiros contemplaram a proteção aos ocupantes da terceira fileira", afirma Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia da Chevrolet.

Apesar de compartilhar plataforma com o Cobalt, a Spin tem suas peculiaridades. Para garantir uma posição mais elevada de dirigir, os bancos dianteiros foram montados sobre um "calço" de 60 mm de altura. "O painel e as forrações das portas foram redesenhados para acompanhar essa elevação", diz Carlos Barba, diretor de design. Apesar de se destinar a mercados emergentes, a Spin tem bom nível de acabamento e montagem, com plásticos sem rebarbas e nada de parafusos aparentes ou espaços irregulares ou exagerados tanto na carroceria quanto na cabine. A dianteira com grade bipartida e o layout do painel com o conceito de duplo cockpit reforçam a Spin como um autêntico produto da nova GM.

Na carroceria, os vincos que saem dos para-lamas e invadem o perfil são parecidos com os do Cobalt, assim como as lanternas, com lente transparente e moldura interna cromada. Mecanicamente, há boas mudanças. "Diferentemente do Cobalt, que tem motor 1.4, a Spin é movida por uma nova especificação do motor 1.8 Econo.Flex, capaz de atender às exigências de emissões que entram em vigor em 2015", diz Paulo Riedel, diretor de powertrain da marca. Uma fonte ligada à marca garante: "Esse mesmo 1.8 será aplicado no Cobalt em breve, com câmbio manual e automático". Mais simples que o 1.8 16V de 144/140 cv de potência que equipa o Cruze, o motor da Spin dispensou o cabeçote multiválvulas com variador de fase e sua potência fica em 108/106 cv.

Atrás da Livina

No campo de provas da GM, testamos as versões LT manual e LTZ automática e ambas se mostraram pouco eficientes, bebendo acima da média do segmento e andando menos. Uma Nissan Grand Livina 1.8 automática, por exemplo, acelera de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos, retoma de 40 a 80 km/h em 5 segundos e exibe um consumo de 6,9 km/l de etanol na cidade e 9,1 km/l na estrada. Respectivamente, a Spin LTZ registrou 12,5/5,4 segundos e 6,1/8,2 km/l.

A dirigibilidade é muito próxima da do Cobalt, a não ser pela maior inclinação da carroceria no contorno de curvas, apesar da calibração firme de amortecedores e molas. Na Spin automática, a troca sequencial das marchas é desestimulada pelo tipo de acionamento, por meio de um pequeno botão no topo da alavanca.
Mas, se fica devendo à concorrente japonesa na pista, a Spin dá o troco nos equipamentos. Tomando por base os preços anunciados como estimados pelo próprio diretor de marketing da GM, Gustavo Colossi, a versão top, LTZ automática, custará no máximo 55000 reais. Ar-condicionado, direção hidráulica, ABS, airbag duplo, travas e vidros elétricos, alarme e ajuste de altura do banco do motorista e da coluna de direção são de série desde a LT básica, cujo preço estimado é de 45000 reais. Rodas de liga leve e som com USB e Bluetooth compõem o primeiro pacote de opcionais. Câmbio e piloto automático formam o segundo pacote da LT e o único da LTZ, que oferece de série faróis e lanternas de neblina, rack de teto, computador de bordo, retrovisores elétricos, sensor de estacionamento e detalhes exclusivos de acabamento.

Confiantes no renascimento das minivans, os executivos da GM projetam um volume médio mensal de 2800 unidades. Caso se confirmem os preços estimados, é possível que eles tenham sido conservadores demais na projeção, principalmente em relação à Spin automática.



DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO


O volante é leve nas manobras e transmite segurança em velocidades elevadas.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO

Apesar das atualizações, o motor de concepção antiga é ineficiente: bebe muito pelo desempenho que proporciona. A caixa automática de seis marchas com trocas sequenciais, ao contrário, é bem escalonada e trabalha com suavidade.
★★★

CARROCERIA

A frente característica da GM combinou com as proporções da Spin. Os bancos extras poderiam ser individuais e retiráveis para permitir o transporte de objetos longos e elevar a capacidade do porta- malas com cinco ocupantes a bordo.
★★★★

VIDA A BORDO

Mesa retrátil no encosto dos bancos, porta- objetos no assoalho, modularidade interna... Faltam as amenidades típicas de minivan.
★★★

SEGURANÇA

ABS e airbag duplo são de série. Quem vai no centro da segunda fileira não tem apoio de cabeça nem cinto de três pontos retrátil.
★★★★

SEU BOLSO

Se confirmado o preço de 55 000 reais, a Spin LTZ automática será uma das melhores opções do segmento, apesar do consumo alto e da modularidade interna limitada.
★★★★



DUAS NOTÍCIAS PARA DONOS DE:

Zafira


A boa
Uma Zafira Expression, também automática, custa mais: 58 934 reais. Mas é preciso esperar o lançamento para ver se os 55 000 reais estimados pela GM se confirmam.

A má
O Flex-7 vai deixar saudade. Sem ele, com cinco pessoas a bordo, o volume do porta-malas caiu de 600 litros (da Zafira) para 553 (da Spin).

Meriva

A boa
Mesmo sendo um projeto criado para atender
a países emergentes,
a estreante Spin tem mais itens de série e o acabamento é melhor que o da Meriva.

A má
Diferentemente da Meriva, a Spin não terá opção
de motor 1.4. Uma fonte garante: "Em 2013 chega a Spin 1.6 flex, com o mesmo motor do Sonic".



VEREDICTO


Se confirmados os preços extraoficiais, a Spin pode reativar o segmento de minivans. Bem equipada,
com visual agradável e interior convincente, tem armas para conquistar não apenas
o público de Meriva e Zafira, mas também os consumidores de carros de outras categorias - e de outras marcas.

>> Confira o Desempenho do carro

>> Confira a Ficha Técnica do carro





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