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Carros | testes
Chevrolet Prisma 1.0 VHCE Maxx
Maio 2009

Chevrolet Prisma 1.0 VHCE Maxx

O Prisma ganha motor 1.0 e entra em campanha para a sucessão no posto de sedã popular da Chevrolet

Por Péricles Malheiros | Fotos: Ricardo Rollo
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Astra, Classic, Corsa, Prisma e Vectra: se há um segmento no qual a Chevrolet do Brasil aposta suas fichas é o dos sedãs. Agora, com a chegada do motor 1.0 ao Prisma, a gama engorda ainda mais. A novidade tem duas versões de acabamento: a Joy, de entrada, por 28 386 reais, e a Maxx, mais equipada, por 29 500 reais, como essa que você vê acima (preços na época do fechamento da reportagem, em abril de 2009). Primeira dica: fique com a Maxx, que oferece direção hidráulica, maçanetas externas da cor do carro e interior com uma série de detalhes estéticos mais apurados.

Equipado exclusivamente com motor 1.4 desde que foi lançado, no fim de 2006, o Prisma chegou com a promessa de ser o primeiro grande carro de muita gente. Tirando a dose de exagero típica das campanhas comerciais de qualquer montadora, o modelo cumpriu bem seu papel: foi sempre uma boa primeira opção para quem estava saindo do mundo dos 1.0. Estimulada pela isenção de IPI e talvez de olho numa futura (e inevitável) faxina em sua lista de sedãs pequenos, a marca apresenta o Prisma com o mesmo motor 1.0 VHCE com 78 cv adotado recentemente no Celta.

O processo de arrumação da casa deve durar pelo menos dois anos. Acontece que o hatch Viva, cuja estreia acontece no segundo semestre deste ano, dará início à formação da nova família de pequenos da marca e sua configuração três-volumes aposentaria, ao poucos, o Corsa Sedan. No outro extremo, o Classic sairia de linha para deixar com o Prisma a função de modelo de entrada. Nessa dança, dizem, o Astra Sedan também morreria. Mas voltemos ao Prisma 1.0 nos dias atuais.


Desenho limpo até demais: a coluna C larga e sem vigia dificulta as manobras

Na pista, a boa impressão causada no test-drive urbano se traduziu em números. No 0 a 100 km/h, por exemplo, acelerou em 15,6 segundos. Essa marca é muito melhor que a registrada por todos os sedãs pequenos com motor 1.0 avaliados no comparativo realizado em outubro de 2008, que incluiu Fiesta (18,3 s), Logan (17,5 s), Siena (16,9 s) e Voyage (16,5 s). Esse comparativo também contou com um Prisma 1.4, que cumpriu a tarefa em 12,5 segundos. Em consumo (urbano e rodoviário), os Prisma 1.0 (7,6 e 11,1 km/l) e 1.4 (8 e 11,1 km/l) empatam e acendem a questão sobre qual dos dois vale mais a pena. O modelo mais potente (97 cv) tem as mesmas versões do 1.0 e custa mais 9,8% na Joy (31 166 reais) e 13% na Maxx (33 326 reais).

Sabendo do desempenho, do consumo e do preço do Prisma com os dois motores, fica fácil decidir pelo estreante 1.0 VHCE. A única exceção vai para os casos em que o veículo será utilizado carregado com pessoas ou bagagem a maior parte do tempo, situação em que torque e potência extras são sempre um bom investimento.

Com uma regulagem de suspensão mais voltada ao conforto, o Prisma poupa o motorista de solavancos em nossas ruas esburacadas. A contrapartida vem na tendência a escapar de frente nas curvas longas contornadas com apetite exagerado. Sob uso mais, digamos, familiar, ele escorrega ao não oferecer banco bipartido sequer como opcional, o que permitiria explorar melhor seu porta-malas de 439 litros – a menor capacidade do segmento.

Ao ganhar a nova versão com o eficiente motor 1.0 VHCE, o Prisma iniciou o processo que levará à renovação dos sedãs da Chevrolet e certamente ganhará participação no mercado. Melhor para o consumidor de populares.


OS RIVAIS

Prisma 1.4

Na briga em família, o irmão mais velho é um forte rival do reçém-nascido 1.0.

Siena EL 1.0

Como o Prisma Maxx, tem direção hidráulica de série e é mais barato: 28 900 reais.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Macia, a suspensão é confortável, mas deixa inclinar a carroceria nas curvas. A direção, mesmo com assistência hidráulica, é pesada.

MOTOR E CÂMBIO
Desempenho próximo ao de um 1.4 com consumo de 1.0. Bem casado com o Prisma, o VHCE dá conta do recado. Com bagagem e passageiros, requer um pouco mais de paciência do motorista.

CARROCERIA
Com 439 litros, o porta-malas do Prisma é disparado o menor do segmento. Na cabine, espaço também não é exemplo a ser seguido.

VIDA A BORDO
O volante, inclinado demais, mereceria uma regulagem de altura. Os botões dos vidros elétricos e a alavanca de câmbio, em compensação, estão bem ao alcance das mãos.

SEGURANÇA
ABS, airbags, cinto de três pontos e apoio de cabeça na posição central do banco traseiro: nem pagando à parte você pode tê-los no Prisma. Pior: seus competidores oferecem ao menos um desses itens na lista de opcionais.

SEU BOLSO
Pesados prós e contras, tem um ótimo custo-benefício.


VEREDICTO

Pelo conjunto, fique com o Prisma 1.0. Mas, se mirar no 1.4, olhe também o Corsa Sedan. Cuidado ao comparar as versões Maxx (33 326 reais o Prisma e 33 427 reais o Corsa): a direção hidráulica é de série apenas no Prisma. No Corsa, custa 1 666 reais.


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