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Carros | testes
Chevrolet Cobalt LTZ 1.4 8V
Novembro 2011

Chevrolet Cobalt LTZ 1.4 8V

O modelo chega com cara de Agile sedã, mas é muito mais que isso. Espaçoso, ele quer conquistar famílias inteiras

Por Péricles Malheiros | fotos: Marco de Bari
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A Renault acertou a mão ao apostar em produtos de construção simples (e barata) com boa dose de espaço para pessoas e bagagem e rica oferta de opcionais. Assim, Sandero e Logan, mesmo sem um desenho arrebatador, decolaram em vendas e despertaram a cobiça da concorrência. Essa boa receptividade tem tudo a ver com o lançamento do Cobalt, um sedã mais espaçoso (na cabine e no porta-malas) que o Cruze, modelo de categoria e preço superiores.

A aparência externa leva a crer que o Cobalt não passa de um Agile sedã. Ledo, mas justificável, engano. O conceito de face-family reforça a semelhança com o hatch. Os faróis são muito parecidos e a principal diferença da dianteira não vai muito além de uma faixa mais estreita de plástico entre a parte superior da grade e o capô.

Oficialmente, a Chevrolet do Brasil diz que a plataforma do Cobalt é completamente nova, mas uma fonte ligada à fábrica diz: "Enquanto o Agile é montado sobre a plataforma do antigo Corsa (a mesma do Classic), o Cobalt se vale de uma versão alongada da plataforma da dupla Sonic e Aveo".

O Cobalt, com entre-eixos de 2,62 metros - Sonic e Aveo têm 2,48 metros -, tem uma cabine muito espaçosa. Na dianteira e na traseira, os ocupantes viajam com conforto: os dados divulgados pela GM indicam que o Cobalt tem as medidas internas (para pernas, ombros e cabeça) muito próximas das do folgado e espaçoso Renault Logan.

A maior diferença entre eles está na capacidade de porta-malas: 510 litros do Logan contra 563 litros do Cobalt. Sem medo de um duelo entre irmãos, o diretor de design no Brasil, Carlos Barba, diz: "O Cobalt tem volumes de cabine e de porta-malas maiores que os de Vectra e Cruze".

Se por fora o novo sedã lembra o Agile, o mesmo não acontece no interior. Volante, alavancas da seta e do limpador de para-brisa e botão de acionamento de faróis são os mesmos do Cruze, o que ajuda a conferir à cabine do Cobalt certo ar de requinte. Os plásticos do painel, agradáveis ao toque, passam a impressão de boa qualidade. O quadro de instrumentos foge do convencional: mescla conta-giros analógico e velocímetro digital.

O conjunto motor também foi aprimorado. O motor 1.4 ganhou coletor de escape de inox estampado (o antigo era tubular), sistema de admissão de ar com caixa de ressonância para diminuição do nível de ruído na cabine e nova calibração da central da injeção e do drive-by-wire (acelerador eletrônico). No câmbio, os engates das marchas ganharam suavidade com a adoção de cabos, no lugar do acionamento por varões. A suspensão, Be m ajustada, é silenciosa, macia e competente no contorno de curvas. No fim das contas, a sensação ao dirigir um Cobalt está mais para a proporcionada por um Vectra que para a de um Agile - à exceção da disposição do motor, claro.

O Cobalt será vendido em três versões: LS, LT e LTZ. Todas terão ar condicionado, direção hidráulica, travas elétricas, alarme e regulagem de altura do banco do motorista de série. A LT, intermediária, diferencia-se da básica LS por oferecer vidros elétricos na dianteira, maçanetas e retrovisores externos pintados, ABS e airbag duplo. A topo de linha soma vidros elétricos na traseira, computador de bordo, rodas de liga leve, faróis de neblina, rádio com USB e Bluetooth e retrovisores elétricos. A Chevrolet não divulgou os preços oficiais, mas uma fonte ligada à Abrac, a associação das concessionárias da marca, diz: "A LS deverá custar entre 37 000 e 39 000 reais, a LT, entre 41 000 e 43 000 reais e a LTZ, entre 45 000 e 47 000 reais".

Durante o teste, quatro unidades avaliadas por QUATRO RODAS, todas LTZ, apresentaram travamento do freio dianteiro esquerdo com severa mudança de trajetória. Apenas no quinto Cobalt as provas de frenagem foram concluídas - com equipamento e pista cedidos pela montadora. "Alguns carros apresentaram um problema no módulo hidráulico do ABS. No entanto, o defeito foi detectado ainda com as primeiras unidades na fábrica. Vamos finalizar a apuração e verificar todos os Cobalt com ABS antes que eles sejam direcionados para as concessionárias", afirma o engenheiro Albino Marques. A fábrica não divulgou o nome do fornecedor do componente defeituoso, alegando que o processo de investigação do ocorrido ainda estava em andamento.

 


 

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Mesmo apoiada em pneus de perfil alto, a suspensão transmite
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
Com comando a cabo, os engates do câmbio do Cobalt se mostraram muito mais suaves que os do Agile. Mas o motor 1.4 não fará milagres com o Cobalt com plena carga e ar-condicionado ligado.
★★★★

CARROCERIA

Ser o genérico de um Cruze não é demérito para o Cobalt. O alinhamento de banco, pedais e volante é muito melhor que o do Agile.
★★★★

VIDA A BORDO

Com ar, direção e travas elétricas de série, o Cobalt oferece conforto desde a versão básica. Pena que os comandos na porta do motorista fiquem numa posição recuada demais.
★★★★

SEGURANÇA

Ainda que detectado o defeito no freio antes que os primeiros Cobalt com ABS chegassem às concessionárias, o episódio é grave. Num carro para a família, faltam cinto de três pontos e apoio de cabeça para quem viaja no centro do banco traseiro.
★★★

SEU BOLSO
Caso os valores estimados se confirmem, o Cobalt será um competidor de peso. A garantia de três anos é um ponto forte.
★★★★


OS RIVAIS


Nissan Versa


Como o Cobalt, aposta no espaço de cabine e porta-malas para brigar com o Logan. Custa entre 35490 e 42990 reais.

Renault Logan


A garantia de três anos e o espaço vasto foram copiados pelos rivais. O design sem charme é seu ponto fraco.



VEREDICTO
O Cobalt apresentou boas credenciais logo na chegada. Ser cria de uma marca centenária e com 598 concessionárias pode dar ao consumidor uma acalentadora sensação de segurança na hora da compra.


>> Veja os dados técnicos

 





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