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Carros | testes
Chevrolet Classic LS 1.0
Maio 2010

Chevrolet Classic LS 1.0

O carro ganha o visual que o Corsa chinês acaba de descartar. Ainda assim, o popular familiar está mais agradável aos olhos

Por Pericles Malheiros | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Alterado na dianteira e na traseira, o Classic chega à linha 2011 com fôlego para encerrar este ano como o três-volumes mais vendido no Brasil em todos os tempos. Na apresentação do carro, não foram raros os comentários do tipo: “Legal, mas ficou com cara de carrinho chinês”. Concordei e indaguei ao pessoal da GM, que não disfarçou certo incômodo com a comparação. Mas esse ar asiático não é mero acaso. Na China, nosso Classic se chama Sail e tinha, desde 2006, o visual que só agora chega por aqui — digo “tinha” por que um Sail completamente novo aposentou o antigo em janeiro. Aliás, antigo para os chineses. Para nós, brasileiros, este é o novo Classic.

Mas aplicar aqui o que está saindo de moda do outro lado do mundo não anula o efeito novidade. Os faróis lembram os do Civic de duas gerações anteriores à atual. Atrás, as lanternas remetem às peças de outro japonês do fim da década de 90: o Toyota Corolla. A tampa do porta-malas ganhou um discreto vinco acima da placa e os cantos inferiores foram arredondados. Agora, a iluminação é feita de cima para baixo – até o modelo 2010 o spot iluminava a placa de baixo para cima. Mais volumoso e liso, o para-choque traseiro deu ao Classic 2011 um toque de requinte. Repetidores de pisca, com peças herdadas do Astra, foram colocados nos para-lamas. O perfil ainda apresenta a nova versão, LS, que aposenta a Life e dá continuidade à estratégia de alinhamento global das siglas iniciada por aqui com o Agile.

Viagem no tempo
Quanto ao interior, novidade zero. Ao volante, o motorista encontrará painel e comandos praticamente idênticos aos do início da década de 90, quando o Classic ainda era conhecido como Corsa Sedan – a maioria, diga-se, ainda o chama assim. O quadro de instrumentos é completo mesmo na configuração mais simples, com direito a contagiros e termômetro de água, itens raros entre os populares. A idade avançada do projeto tem prós e contras: o acabamento geral é maduro, de boa qualidade, mas o “clima” da cabine impõe ao motorista uma viagem ao início dos anos 90. Quanto ao espaço interno, o Classic é indicado mais para quem gosta que para quem precisa de um sedã. Três pessoas atrás e muita bagagem no porta-malas? Isso não é com ele. Numa comparação com o Renault Logan (veja a apresentação do modelo 2011 na pág. 96), o Chevrolet tem 11 cm a menos de largura interna na traseira (131 contra 142 cm) e 120 litros a menos de capacidade no compartimento de bagagem (390 contra 510 litros).

Mas, se a família não for numerosa, o Classic ainda é uma boa pedida. O motor 1.0 VHC-E é o melhor do segmento. Ágil, ele dá um banho na concorrência nas provas de aceleração e de retomada de velocidade e fica na média em consumo urbano – na estrada, porém, é o mais beberrão da turma. Diferente de Voyage, Siena e Logan, a dupla da GM formada por Classic e Prisma não oferece airbags e ABS sequer como opcionais, uma ausência a lamentar. Em contrapartida, os freios são muito equilibrados. Sem tendência ao travamento das rodas, o Classic cravou números próximos aos dos rivais nas provas de frenagem em asfalto seco e sem desvio de trajetória. Ainda assim, vale lembrar que o ABS é fundamental para a manutenção do controle direcional em situações de pânico, sobre pisos de baixa aderência ou com desvio de emergência.

Apresentado ao mesmo tempo que a redução do IPI se despedia do mercado de automóveis, no início de abril, o Classic LS chega custando 29124 reais. Por esse preço, traz desembaçador do vidro traseiro, preparação para som, conta-giros, para-choques pintados e cintos dianteiros com regulagem de altura. Completo, com ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos, alarme, aviso sonoro de luzes acesas e pintura metálica, chega a 35364 reais.

Veterano, mas em plena forma, o Classic se vale dos anos de estrada para enfrentar concorrentes mais jovens, apresentados nas páginas a seguir

 



SEDÃ OU SEDAN?

O saudoso Fusca tinha o nome oficial de VW Sedan. Por isso, a GM o considera um “concorrente” do Classic, mas convenhamos: o conceito de sedã está mais ligado ao terceiro volume na carroceria do que a um nome de batismo. Assim, falta pouco para o Classic (1 015 000 unidades vendidas até março de 2010) superar os 1 065 113 Chevette vendidos até 1993 e se tornar o sedã (genuíno) mais popular de todos os tempos no Brasil.

 

 



DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
O tempo fez bem ao projeto. Maduro, o Classic tem os principais sistemas bem equilibrados.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
Na cidade, não será surpresa ver o Classic 1.0 andando na frente de alguns modelos 1.4. Ágil, mostra-se ideal no trânsito urbano.
★★★★

CARROCERIA
Renovações de estilo são sempre bem-vindas. Há um vão enorme entre a base da tampa do porta-malas e o para-choque. Parece que foi mal fechada.
★★★

VIDA A BORDO
Cuidaram do visual externo, mas se esqueceram da cabine. O ambiente não desagrada, porém já são quase duas décadas olhando para o mesmo painel.
★★★

SEGURANÇA
Na Europa, o antigo Corsa oferecia ABS e airbags de série, na Europa. No Classic, esses itens tão importantes não estão disponíveis sequer como opcionais.
★★

SEU BOLSO
Boa opção para quem troca fartura de espaço por uma relação atraente de desempenho e consumo. O Prisma é a alternativa para quem pensa assim, mas faz questão de um desenho mais atraente.
★★★

 





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