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Carros | testes
Chery S18 1.3 flex
Junho 2011

Chery S18 1.3 flex

Preço baixo e equipamento: isso não é novidade nem aqui nem na China. Mas não é que o S18 é bicombustível?

Por Péricles Malheiros | Fotos: Christian Castanho
Lista de matérias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A Chery do Brasil, assim como outras marcas chinesas, tem muita novidade para apresentar este ano. O hatch que você vai conhecer agora ainda atende pelo nomecódigo, S18, e nem a própria Chery o vê como seu carro-chefe - esse papel cabe ao subcompacto QQ -, mas é certo que ele dividirá com seu irmão menor a atenção de quem visitar uma concessionária Chery atrás de um compacto completo. E isso pode ser um problema para ambos.

Enquanto o QQ estreia nas lojas (veja em Zero Km), os últimos detalhes para a chegada do S18 são acertados. "Chegamos a pensar nos nomes Beat e Town, mas ainda não decidimos o nome definitivo", diz Luis Curi, presidente da marca no Brasil. No entanto, uma fonte ligada ao importador garante que o batizado já foi feito e que o nome escolhido foi mesmo S18. Não estranhe os logos horizontais no centro do volante e das rodas nem o nome M1 na tampa traseira: o carro é vendido na China pela marca Riich, uma espécie de irmã da Chery. No mais, o S18 - acreditando na informação de nossa fonte, vamos chamá-lo assim - cedido para teste é exatamente igual ao modelo definitivo, garante a Chery do Brasil. A data de lançamento também não foi divulgada, mas a mesma fonte que nos entregou o nome do modelo garante que a estreia nas concessionárias ocorrerá em setembro.

Sobre o preço, Vitor Franchin, diretor de pós-venda da Chery, limita-se a dizer: "Ficará entre o do QQ e o do Face". Traduzindo: entre 22 900 e 32 990 reais. Nosso informante garante: "Custará próximo ao do Face, cerca de 29 000 reais". Não faz muito sentido: com 3,6 metros de comprimento, o S18 é só 5 cm maior que o QQ - ao vivo, porém, o S18 tem linhas que lhe dão mais porte que o lúdico QQ.

O desenho da carroceria, aliás, é um ponto forte. Não traz nenhuma nova proposta de estilo nem é impecável na construção - pelo contrário, a porta do motorista fechava com certa dificuldade -, mas é atual e sintonizado com o gosto do consumidor ocidental. Internamente, ainda há muito o que evoluir em termos de qualidade e design. Com plásticos de aspecto pobre, muito brilhantes, rígidos e com algumas rebarbas, a cabine do S18 não consegue agradar os mais exigentes. O convívio expõe algumas falhas: o conta-giros no canto esquerdo do quadro de instrumentos (centralizado no topo do painel) fica oculto pela porção superior do aro do volante e o rádio exibe as informações num display excessivamente brilhante. Como nos outros Chery, a espuma dos bancos é muito mole. Como consequência, os apoios laterais não sustentam o corpo do motorista na posição adequada nas curvas contornadas com mais velocidade.

Sob o capô, o já conhecido motor 1.3 ACTECO. É o mesmo que equipa o hatch-minivan Face, mas "administrado" por uma central eletrônica flex. "Tanto a programação quanto a calibração foram feitas pela Delphi, numa ação conjunta com a Chery do Brasil e a da China", diz o gerente técnico Júlio Reis. A estreia desse motor no S18 leva a crer que, em breve, ele também será aplicado no Face, hoje movido apenas a gasolina. "Será apresentado em outubro", diz a nossa fonte. Perguntada sobre a realização de crash-tests após a conversão do motor para flex, a Chery informou que não foram realizados testes específicos, mas garante que o tanquinho da partida a frio está num local seguro (no cofre do motor, junto à base da coluna A direita). Seria bom que a marca se preocupasse mais com essa questão, pois nossos testes revelaram que o S18 também não é lá muito chegado a parar com segurança. Além de números pouco animadores nas provas de frenagem, o pedal do freio entortou durante a avaliação. Consultada, a Chery disse que precisaria analisar o componente para comentar sobre o assunto. Como o carro foi testado às vésperas do fechamento, aguardaremos a resposta.

A suspensão também é herdada do Face, porém com molas e amortecedores recalibrados. Bem comportado nas curvas, o S18 é também macio na cidade. Apesar de o hodômetro apontar mais de 42 000 km, o S18 registrou números compatíveis com os dos hatches nacionais nos testes de medição de ruído. O câmbio tem engates precisos, mas são ruidosos e o curso da alavanca é longo. As retomadas são lentas e levam o motorista a realizar constantes reduções.

Quanto aos equipamentos, a boa notícia é que não há nenhuma surpresa. Ou seja, o S18, como um bom chinês, é completo. Terá ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, som com USB, ABS, airbag duplo, alarme e rodas de liga leve.

Atento, o consumidor sabe que motor flex, pacote completo de equipamentos, garantia de três anos e preço baixo de peças e revisões são pontos atraentes. Mas ele igualmente sabe que qualidade de materiais e montagem também pesam. É bom que as marcas chinesas também pensem assim.

 



DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Pouco adianta ter ABS se o pedal do freio entorta ao ser exigido de maneira mais severa.
★★

MOTOR E CÂMBIO
Os números de consumo com álcool estão dentro do esperado para um motor 1.3. A relação de quarta e quinta marchas, muito longas, reduz o ruído e o consumo, mas torna a direção mais cansativa.
★★★

CARROCERIA
Dos Chery testados por QUATRO RODAS (Cielo, Tiggo, Face, QQ e Fulwin), o S18 foi o que mais mostrou problemas de construção e acabamento, com plásticos com rebarbas e portas desalinhadas. Uma pena, pois o desenho é o mais moderno de todos.
★★★

VIDA A BORDO
Completo, proporciona uma sensação de carro de segmento superior. Se você costuma viajar, considere que o porta-malas é pequeno, tem apenas 160 litros.
★★★

SEGURANÇA
Além do entortamento do pedal do freio, os espaços de frenagem foram apenas regulares, muito próximos aos dos concorrentes sem ABS.
★★★

SEU BOLSO
Na prática, o S18 é uma alternativa ao estilo lúdico do QQ. Num segmento onde cada real é importante, o preço superior do S18 pode representar um problema.
★★★



OS RIVAIS

Ford Fiesta 1.0


Por 29 490 reais, traz apenas travas elétricas de série. Mas o acabamento é infinitamente melhor que o do rival chinês.

Lifan 320


Maior que o S18, o genérico do Mini Cooper também tem motor 1.3, mas ainda não surfa na onda flex.



VEREDICTO

O S18 junta à receita "preço baixo + pacote completo" um novo (e saboroso) tempero: o desenho atual. Mas os problemas de acabamento e de má qualidade dos materiais empregados adicionam um gosto amargo que o consumidor brasileiro dificilmente irá engolir.

 





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