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Carros | testes
Chery Fulwin 2
Dezembro 2010

Chery Fulwin 2

Nacional em 2013, o primeiro chins flex chega em maio, com nome oficial ainda por definir

Por Pricles Malheiros | Fotos: Marco de Bari
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Vá se acostumando com o carro abaixo: a Chery pretende iniciar as vendas do Fulwin em maio de 2011. A marca está confiante: uma versão hatch chega junto com o sedã, seu motor 1.5 flex foi desenvolvido no Brasil e caberá a ele a honra de ser o primeiro modelo a sair da fábrica brasileira. As vendas do Fulwin nacional, segundo estimativa da marca, devem ser iniciadas no primeiro semestre de 2013.

Apesar de o discurso inspirar confiança, nem tudo está definido para o início da comercialização do primeiro chinês flex do Brasil. A começar pelo nome. Fulwin abre espaço para apelidos maldosos e não deve ser mantido. O próprio presidente da marca, Luis Curi, reconhece o problema a respeito do batismo: “Na China, os carros da Chery têm nomes compostos por uma letra e um número, mas por aqui isso criaria uma briga com a Audi, por exemplo. Estamos estudando a possibilidade de adotar um mesmo nome de batismo dos carros para toda a América Latina”.

Apresentado ao mundo no Salão de Pequim em dezembro de 2009, o Fulwin não chega a representar uma virada de mesa na Chery no que diz respeito a qualidade de materiais e construção, mas já indica melhoras. O modelo cedido com exclusividade para nossa avaliação estava com a Delphi, responsável por desenvolver e calibrar todo o sistema de alimentação de combustível – tinha, inclusive, equipamentos conectados na cabine, no motor e no sistema de escapamento. De acordo com Mário Jorge Gonçalves, gerente técnico da marca, a Delphi conseguiu um incremento de potência em relação ao modelo original, de 109 cv, a gasolina. “Os números do Fulwin flex ainda não são definitivos, mas hoje estamos com 111 cv com gasolina e 116 cv com álcool.”

Com 4,27 metros de comprimento, o novo chinês tem o mesmo porte dos Renault Logan (4,29) e Symbol (4,26). Estes, aliás, serão dois concorrentes de peso do Fulwin. Em comum com os franceses há também o prazo de garantia, de três anos. A Chery correrá atrás do consumidor que faz questão de andar num carro bem equipado, ainda que isso signifique a compra de um modelo desconhecido de uma marca nova. Ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, ABS, airbag duplo, alarme, rodas de liga leve e faróis de neblina serão itens de série. “Vai custar cerca de 35 000 reais”, diz Curi. Um Logan Expression 1.6 8V completo custa 41 740 reais, ou seja, 19% mais caro.

Ar de modernidade
Ainda que longe de oferecer o mesmo nível de espaço na cabine que o Renault, o Fulwin é o Chery que melhor recebe as visitas. Diferentemente de todos os outros modelos da marca avaliados até hoje, o Fulwin tem bancos bem revestidos – o tecido de tom claro deve dar lugar a um cinza-escuro na versão definitiva. O destaque da cabine está no painel. São três fontes de informações: dois displays à frente do volante e um terceiro à direita, voltado para o passageiro. O cenário pode até inspirar certo ar de modernidade, mas cansa a vista. Limitado pelo display superior, o quadro de instrumentos apresenta velocímetro e conta-giros pequenos. A tela da direita apresenta apenas as informações de temperatura externa e interna.

Diferente do popular QQ, o Fulwin quase não tem parafusos à mostra. Os das caixas de engate dos cintos dianteiros, entre os bancos, são os únicos que chamam atenção – são dourados. Os faróis de neblina ganham certo ar de requinte, pois o facho de luz é projetado através de uma lente de vidro espesso, tipo olho de peixe, só encontrada em carros de categorias superiores. As grades frontais, sem pintura, são de plástico acinzentado. Um material de melhor qualidade evitaria o desbotamento precoce dessas partes.

Silencioso, o motor 1.5 8V sofre um pouco para dar conta dos 1200 kg da carroceria. As arrancadas até que são animadas, sem vacilo – o problema está quando entra a terceira marcha. Muito longa, ela permite que o giro caia bastante e demora um pouco para embalar o carro novamente. Muito provavelmente, esse escalonamento foi escolhido para manter um nível aceitável de consumo de combustível. Ainda em fase de acerto, o Fulwin não pôde ser levado para nossa pista de testes. Mas o test-drive foi suficiente para perceber um trabalho de suspensão que prioriza o conforto. Com um comportamento de suspensão similar ao de um Siena, o chinês é macio. Inclina nas curvas, mas não chega a assustar. A direção se mostrou um tanto pesada nas manobras. Os pedais, muito altos, têm acionamento suave.

Com menos derrapadas em acabamento e custo-benefício interessante, o Fulwin exige menos tolerância do seu dono. Isso é meio caminho para classificar a compra como interessante. Fica agora a expectativa pelo teste completo em pista, com direito a uma aferição integral e definitiva de desempenho e consumo.

 



VEREDICTO

Mesmo com um excelente custo-benefício, o Chery não terá vida fácil, pois concorrerá com pesospesados como Siena, Prisma e Logan. Vale, no mínimo, um test-drive.

 





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