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Carros | Lançamentos
Toyota Corolla XLi 1.8 Flex
Dezembro 2008

Toyota Corolla XLi 1.8 Flex

Se o XEi traz mais do que você precisa, esse aqui peca pela falta

Por Marcelo Moura | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Uma das coisas que essa vidinha ensina é a dirigir o que vier pela frente, Ferrari ou Kombi, com a mesma fluência. O importante é, antes de ligar o carro, pôr a mão no câmbio, um pé no freio e o outro na embreagem. Sempre funciona. Ou quase. Custei a me acostumar a esse Corolla XLi, eu e mais três colegas de redação. Corolla com câmbio manual é como ver os Simpsons com a nova dublagem. Está longe de ser ruim, mas não bate.

O Corolla pede câmbio automático. Com visual sóbrio, rodar suave e direção levíssima na cidade, é o herdeiro legítimo dos antigos Chevrolet nacionais – mais que o Vectra. Mas a versão XLi joga contra a imagem, ao vir mal equipada. Claro que precisa faltar alguma coisa, para estimular a venda dos mais caros.

Para diferenciar do XEi, bastava tirar airbag lateral, botões de rádio no volante, faróis com acendimento automático e retrovisores com rebatimento elétrico. Mas a tesoura da Toyota cortou também os freios ABS. O banco traseiro é fixo e o quinto passageiro não tem nem cinto de três pontos ou apoio de cabeça. Justamente no modelo com maior chance de ser o único carro da família e, assim, precisar de maior versatilidade. As portas abrem na chave (há trava elétrica, mas não controle remoto) e não fecham quando o carro entra em movimento. Vidro elétrico um-toque só para o motorista. Alô, Toyota: o XLi é versão de entrada, mas custa 61 975 reais. Travamento automático de portas e vidros um-toque, o Ford Ka traz de série.

Mas falávamos do câmbio. Não me adaptei bem, e não é só por achar que ele foge à personalidade do Corolla. A assistência do pedal de freio é um tanto exagerada, como se estivesse pronto para conter mais do que a inércia do carro – talvez porque, no carro automático, o motor continuaria empurrando. O pedal do acelerador também é mal ajustado, você alivia o pé e o motor reage com atraso de um segundo inteiro. O freio-motor demora a aparecer e, nas trocas de marcha, o giro chega a subir sozinho. Ferrari ou Kombi, tem uma hora que você pega o jeito. No caso desse Corolla, faltou intimidade. O automático, quem diria, parece mais previsível e comunicativo.


VEREDICTO
O Corolla XEi é tão equipado que abre espaço a um “irmão menor”. Mas não é esse XLi: é exagero tirar o travamento de portas por velocidade ou no controle remoto.





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