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Carros | Lançamentos
Honda Accord EX 2.0
Junho 2010

Honda Accord EX 2.0

O sedã ficou mais equipado sem precisar mexer no preço

Por Zeca Chaves | Fotos: Christian Castanho
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

"Só os tolos não julgam pelas aparências”, já dizia o escritor irlandês Oscar Wilde. E apreciando a aparência do Accord EX 2.0 é difícil não se empolgar com seu design classudo e porte avantajado. Assim como é fácil achar que ele tem cacife para encarar de igual para igual os sedãs da sua faixa de preço, como Hyundai Azera, Ford Fusion e VW Jetta. Mas uma volta no Accord pode fazê-lo mudar de opinião.

À primeira vista, parece que a Honda resolveu a pobreza de equipamentos do Accord básico ao aposentar a versão LX 2.0 em favor desta EX 2.0, que manteve o preço de 99 800 reais e trouxe mais itens de série. Os bancos agora são forrados de couro (assim como volante e portas) e têm regulagem elétrica, o ar-condicionado é de duas zonas e o som recebeu um upgrade, com um CD player de seis discos com MP3 e entrada auxiliar.

Ainda é pouco para quem pretende resistir à investida de Azera e companhia. Sem dúvida o Accord tem qualidades que ofuscam o brilho dos rivais: oferece o maior espaço da turma, sua qualidade de construção é reconhecida nos EUA e suas linhas abrem vagas na porta do restaurante.

O problema, de fato, não é ele, são seus pares, que oferecem mais por menos. Não é páreo em equipamentos, preço e desempenho para o V6 3.3 de 245 cv do Azera (de 90 000 reais), o 2.5 de 173 cv do Fusion (80 920 reais) ou o 2.5 de 170 cv do Jetta (79 900 reais). Seu 2.0 16 V de 156 cv até que dá conta no trânsito urbano. A direção direta (lembra a do Civic), a suspensão mais para firme que para macia e o câmbio de automático de cinco marchas ajudam a deixar o Accord mais ágil, mas em subidas ele logo reclama dos seus 1 489 kg. Seu motor reina mesmo é no silêncio e no consumo – esse 2.0 fez 9,5 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, no teste da edição de junho de 2008.

Além de ainda pecar nos itens de série (faltam-lhe airbags laterais ou de cortina, farol de neblina e teto solar), suas vendas não são animadoras. Foram 1 129 unidades (incluindo a versão V6) em 2009, contra 9 824 do Fusion, 7 621 do Azera e 4 711 do Jetta.



VEREDICTO

Tem presença, qualidade de construção e muito espaço – e um preço maior que o dos concorrentes, apesar de ser o menos equipado.





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