
Desde que chegou, em 2003, o Polo acha que o jogam de lá para cá por causa dos outros. O hatch ganhou versão 1.0 16V, quando não havia Fox e a idéia era limitar o Gol a versões de entrada. Na morte do Santana, o Polo Sedan ganhou kit gás de fábrica. Agora o Gol NF vai ocupar espaço do Fox, e o Fox está avançando na faixa do Polo. Lá vem mudança...
Mas o Polo agora sente-se bem. Está mudando para cima, com novas rodas e faróis escuros. No painel, ganhou uma tela onde avisa quanto falta para a revisão. Se houver navegador de bordo, a telinha repete as orientações. Celular Bluetooth? Recebe de braços abertos, empresta até os alto-falantes. O Polo 2009 combina tarefas, como fechar ou não as janelas ao comando da chave, avisar ou não se o pára-choque traseiro está chegando perto do poste. "Ajudar quem não pediu pode ser indelicado", diz. Prefere apontar o retrovisor para a calçada ao engatarmos a ré, um gesto discreto. Fala francês, espanhol, inglês, português ou alemão. Diz que o slogan "o mundo inteiro dirige o mesmo carro" não foi idéia da agência de publicidade, foi ironia dele. O Golf cortou relações, mas no fim reconheceu que a piada era boa.
Em paz consigo, o Polo 1.6 se lembra do começo difícil no país, quando o público para o qual tinha se preparado para agradar empobreceu. Até em quinta marcha, rodava de giro alto. Alongaram-lhe o diferencial em 2004, mas continuava tenso. Agora ganhou torque, e pôde alongar ainda mais. Trocou bielas, coletor de ar e comando de válvulas. O coletor de escape passa a trazer catalisador mais próximo. Assim, prepara-se para normas de emissão mais rigorosas que entram em vigor em 2009. "Regras mais parecidas com as européias", diz sorrindo.




