Seu comparativo
TOP 10 QR
Os carros mais procurados da semana no site Quatro Rodas
  • Novo EcoSport
  • March
  • Siena
  • Cruze
  • Sonic
  • i30
  • Duster
  • Cobalt
  • 308
  • Versa
  • | A-Z |
Newsletter
Assine a Newsletter QUATRO RODAS
PUBLICIDADE
Carros | Impressões ao dirigir
Renault Fluence Z.E.
Dezembro 2011

Renault Fluence Z.E.

O elétrico chega ao mercado europeu como alternativa para quem não quer queimar petróleo

Por Joaquim Oliveira | fotos: divulgação
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Nos carros elétricos, as aparências não costumam enganar. A maior parte deles faz questão de se apresentar como uma classe diferenciada, vestindo trajes exclusivos e nem sempre discretos. Não é o caso dos dois Renault avaliados aqui, o Fluence Z.E. e o Kangoo Z.E. (de Zero Emissões). Ambos já disponíveis na Europa, por for a não se pode dizer que eles contrastem com seus irmãos que usam gasolina. Mas basta sentar ao volante para que a semelhança desapareça. A traseira do Fluence cresceu 13 cm, para atenuar a redução no porta-malas com a instalação das baterias atrás dos bancos. Assim, podem-se acomodar 317 litros de bagagem, ainda longe dos 530 do modelo a combustão. Mas o artifício cobra um preço no equilíbrio do design da traseira, que na parte inferior ganhou um difusor para melhorar a aerodinâmica. Na dianteira, as diferenças estéticas ficam por conta da extinção da grade do radiador (e do próprio, obviamente) e da presença dos bocais de recarga nos para-lamas.

No painel de instrumentos, o conta-giros foi substituído por um indicador de carga de bateria que, juntamente com os indicadores de recuperação de energia durante a frenagem e de autonomia, ajuda a planejar a navegação e as paradas para recarga.

Já perdi a conta dos carros elétricos que me passaram pelas mãos, mas é sempre agradável ter uma resposta imediata ao pisar no acelerador, com o torque de 23 mkgf e os 95 cv de potência disponibilizados ao primeiro contato do pé. Também a já conhecida sensação de dirigir sem qualquer ruído a não ser o provocado pelo rolamento dos pneus no solo e o do contato do vento com a carroceria.

No caso do Fluence Z.E., a aceleração é de muito bom nível, superando a de um Fluence 1.5 diesel. A suavidade e o conforto ao rodar são destaque. Vale dizer que a suspensão foi alvo de calibragem específica, ficou mais macia no eixo dianteiro - o motor elétrico, com 160 kg, pesa menos que os 200 kg do mais leve dos motores a explosão do Fluence. Atrás, pelo contrário, foi necessário compensar os 280 kg extras das baterias. A barra estabilizadora é mais robusta e as molas e os amortecedores são mais duros. Também a pressão dos pneus é mais elevada atrás do que à frente. Com isso, o carro fica mais equilibrado, pois a divisão de massas é mais bem dividida (49%-51% no Z.E. contra 60%-40% num Fluence comum) e o centro de gravidade foi rebaixado.

Em relação à autonomia, a Renault anuncia 185 km no ciclo de homologação europeu, apoiando-se no dado estatístico de que 97% dos motoristas não fazem mais de 60 km por dia. Dessa forma, a recarga pode ser feita na garagem de casa, pelo menos enquanto os postos públicos continuarem a ser escassos. Pena que a Renault não tenha previsto mais que um modo de recuperação de energia aproveitando as frenagens, como há no protótipo elétrico do Golf. O VW não só permite estender a autonomia, porque os modos mais elevados de recuperação repõem melhor a energia gasta, como proporciona maior prazer de condução, pois dispõe de borboletas no volante que fazem a mudança dos modos de maneira a replicar o funcionamento de um câmbio com opção de troca manual de marchas.

A Renault estima que 90% das recargas sejam feitas em casa ou no trabalho do motorista. A solução mais rápida e segura nesses casos é o Wall-Box, um ponto de carga na parede que vai na garagem ou no estacionamento, sendo necessário esperar seis a oito horas para a carga completa. Outra opção é um posto público (deverão existir 50 000 na Europa até o fim do primeiro semester de 2012), por isso cada Fluence Z.E. inclui um cabo de carga standard. Na Dinamarca e em Israel, um acordo com a empresa Better Place permite que o motorista substitua a bateria descarregada por outra com plena carga.

O Fluence Z.E tem garantia de fábrica de dois anos sem limite de quilometragem, sendo que a parte elétrica conta com cinco anos ou 100 000 km. A Renault propõe ainda ofertas de extensão de garantia e de contratos de manutenção especialmente adaptados ao veículo elétrico, com durações e quilometragem à escolha do cliente.



TROCANDO PILHA


Quando adquire um Fluence Z.E., o cliente não compra a bateria que se encontra instalada. Esta é propriedade da Renault. O dono apenas subscreve um contrato de aluguel que lhe assegura a utilização de uma bateria sempre operacional (capacidade de carga sempre superior a 75% da sua capacidade inicial). Esse aluguel é adaptável às suas necessidades (quilometragem, duração), seja um proprietário particular, seja um profissional, e é prorrogável, sem limite de duração. No caso de venda, o novo contrato é automaticamente assinado com o novo proprietário. O cliente Renault Z.E. dispõe de assistência para todas as ocorrências, 24 horas, que cobre as avarias do veículo, motor, bateria e também as "panes" por falta de energia. Nesse caso, o carro será rebocado até o ponto de carga à sua escolha, num limite de 80 km. O preço do aluguel da bateria, em Portugal, é de 82 euros por mês, com limite de 10 000 km anuais por período de três anos. A mudança da bateria é feita em postos específicos, por um alçapão na parte de baixo do veículo.



VEREDICTO


Seu mérito é justamente não parecer um típico elétrico, mas apenas um sedã médio normal, à exceção do porta-malas reduzido.





» FOTOS


Publicidade