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Carros | Impressões ao dirigir
Peugeot 508
Julho 2012

Peugeot 508

O sedã chega mais sofisticado, aposenta 407 e 607 e aproa na direção de Audi, BMW e Mercedes

Por Joaquim Oliveira | fotos: divulgação
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A Peugeot nunca fez sucesso no segmento de sedãs executivos no Brasil. Até mesmo na Europa, suas vendas sempre foram tímidas num mercado onde as marcas alemãs nadaram de braçada. Na tentativa de reverter o quadro e concentrar energia, mudou sua estratégia: o 508 substitui de uma só vez os sedãs 407 e 607 - não confundir com o atual 408, que ficou com o público do antigo 307 Sedan. Com design mais elegante, aumento de qualidade geral e melhores motores, a marca quer sua fatia do bolo que hoje está nas mãos de Mercedes, BMW e Audi.

Lançado no exterior no início de 2011, ele começa a ser vendido por aqui entre maio e junho, em versão única topo de linha 1.6 THP, como a que dirigimos em Lisboa.Também nas dimensões o 508 fica entre os dois modelos que a Peugeot tirou de linha no ano passado: mede 4,79 metros, ou seja, 10 cm mais que o 407 e 11 cm menos que o 607. E assim foi resolvido um dos problemas do 407, que era um dos sedãs que ofereciam menos espaço no banco traseiro em seu segmento. Hoje ele está na média de uma turma que inclui modelos como BMW Série 3 ou VW Passat.

No interior, fica evidente o esforço da marca para melhorar a qualidade dos materiais e dos acabamentos quando se toca o revestimento emborrachado do painel ou se veem de perto as junções de suas peças. Sinal de que a Peugeot também quis seduzir o motorista alemão, em geral mais exigente nesses detalhes que o francês ou o italiano. Houve ganho ainda no estilo dos botões e na disposição dos comandos, que estão mais intuitivos e fáceis de operar. O enorme teto panorâmico de vidro, os acabamentos de metal escovado, os cromados nas maçanetas e puxadores das portas, os bancos de regulagem elétrica e o ar-condicionado de quatro zonas, entre outros, criam um ambiente de luxo. Tudo isso será de série no modelo importado da França para o Brasil.

É curioso notar que os 508 menos equipados oferecem mais locais para acomodar pequenos objetos. A razão está nos bancos dianteiros com aquecimento, navegador e head-up display, que ocupam espaço à esquerda ou entre os bancos dianteiros, reduzindo as opções de porta-trecos. Nos instrumentos de desenho sóbrio e fáceis de ler, vale um elogio para a inclusão de um mostrador da temperatura do óleo.

Na Europa, a gama de motores a gasolina é bem menor que a diesel - compreensível, já que a Peugeot é a maior montadora de motores diesel do mundo. Para nós, contudo, só interessa o 1.6 THP, que na versão avaliada tinha 156 cv, mas que chegará ao Brasil com o novo remapeamento que o fez ganhar 9 cv, deixando-o igual ao que equipa os RCZ, 408 e 3008 vendidos no Brasil. Um de seus segredos está na tecnologia que varia tempo e ângulo de abertura das válvulas de admissão e de escape, contribuindo para que o torque de 24,5 mkgf fique todo disponível logo a 1 400 rpm. Quer dizer que qualquer acelerada mais forte tem como resultado uma arrancada vigorosa, apesar de seus 1 475 kg, e sem necessidade de excessivas trocas de marcha no câmbio manual de seis velocidades, no caso do sedã avaliado - o mercado brasileiro só terá a opção automática de seis marchas. Causa boa impressão ainda o bom isolamento acústico, comprovando que a Peugeot deu um salto importante também no que a indústria chama de NVH (ruídos, vibrações e asperezas, em inglês).

Lembrando que a plataforma é a mesma do Citroën C5, uma volta no Peugeot mostra que seu ajuste de suspensão é mais seco, o que faz com que a carroceria balance menos em oscilações laterais, mas deixe passar um pouco mais as irregularidades do piso para os ocupantes. Por outro lado, o 508 contorna as curvas com mais facilidade e rapidez que o Citroën e de forma similar a um VW Passat ou Ford Mondeo. No entanto, não é ao volante que a Peugeot quer mudar sua história na classe executiva, mas principalmente nos itens de série: bancos de couro, faróis bixenônio, teto panorâmico, navegador com tela colorida, ar de quatro zonas e até um sistema que faz balizas, como o Park Assist da VW. O preço não está definido: deve ficar acima de 100 000 reais, mas não muito, para não brigar com os 113 500 reais do BMW 320i ou os 116 900 do Mercedes C 180. Será que isso basta para convencer o público a trocar a tradição dos alemães pela novidade do francês?



VEREDICTO


O 508 vai investir em um pacote mais generoso de equipamentos para seduzir os compradores das versões básicas dos sedãs alemães, que ganham fácil no quesito status.





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