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Carros | Impressões ao dirigir
Peugeot 308 Hatch
Mar?o 2012

Peugeot 308 Hatch

Com o 308 alinhado com o europeu, a marca prossegue na renovação do elenco por aqui

Por Paulo Campo Grande | fotos: Marco de Bari
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

A Peugeot foi uma das primeiras a desembarcar ao Brasil após a abertura do mercado, em 1990. Mas, apesar de chegar cedo, a montadora não garantiu um lugar na janelinha e demorou a estreitar relacionamentos locais. Por aqui, a Peugeot vendeu modelos que já estavam fora de linha em outros mercados, reeditou versões desatualizadas e adaptou projetos para atender segmentos diferentes. Nos últimos tempos, porém, o mercado brasileiro passou a receber mais atenção. A Peugeot renovou cargos executivos, criou um departamento de engenharia local, um centro de estilo e passou a escalar modelos mais atraentes para reforçar o portfólio brasileiro. Um exemplo é o hatch 308, que estreia em março sem dever nada ao modelo que é comercializado na Europa.

Embora atual, o 308 ainda chega com atraso de três anos em relação à Europa. Lá o hatch recebeu uma reestilização no fim de 2011, já incorporada ao nosso. Mas a Peugeot promete que o 309, quando vier, terá lançamento simultâneo nos dois lados do Atlântico. O compacto 208, que chega no início de 2013, segundo a fábrica, já entrará nesse compasso. 



O 308 é um caso bem ilustrativo das mudanças na Peugeot. Ele substitui o 307 apenas na versão hatch e não terá versão sedã. O sedã médio da marca, desde o ano passado, é o 408. Embora os dois sejam desenvolvidos a partir da mesma plataforma 2 do Grupo PSA (que também serve de base para os Citroën C4 e C4 Pallas), a Peugeot não quis repetir a receita usada no 307 Sedan, uma adaptação que teve seu público, mas que não conseguiu enfrentar a concorrência em pé de igualdade.

Adeus, tanquinho

O hatch mostrado aqui é uma versão Argentina, feita na fábrica de El Palomar, na Grande Buenos Aires, de onde sairão as unidades que serão vendidas no Brasil. A única diferença entre ela e sua similar brasileira é o fato de o motor 2.0 não ser flex. No início serão duas opções de motor, 1.6 e 2.0 - este é o mesmo que já equipa o sedã 408, de 151 cv, com etanol. O 1.6 16V Flex é novo. Ele tem 122 cv de potência e traz como principal tecnologia o sistema de aquecimento do etanol para partidas, eliminando o reservatório adicional de gasolina. O dispositivo trabalha automaticamente, ajustando a temperatura da galeria por onde passa o combustível de acordo com a temperatura do motor. Além da comodidade, o sistema melhora a dirigibilidade na fase fria do motor e diminui as emissões do carro não só quando ele está andando, mas também quando está parado, uma vez que não existe mais tanquinho de gasolina: fonte de emissões evaporativas. Mais tarde chega a versão THP, com o mesmo motor que equipa o 408 turbo.

O design do 308 é uma evolução do 307 em diversos aspectos. Mas para descobrir isso é necessário um olhar atento. A Peugeot manteve as proporções básicas, mas mudou completamente os detalhes. No atacado, o destaque fica com a grade dianteira, os faróis e a aplicação do leão estilizado da marca, na frente do capô. A coluna traseira foi invadida pelo vidro da tampa traseira, de modo a fazer a carroceria parecer mais curta e, dessa forma, apagar qualquer vestígio de semelhança com um sedã. No varejo, há os vincos sobre o capô na lateral (que se estica, cruza a laterna e morre no para-choque, na traseira) e na tampa traseira (o traço horizontal de uma lanterna a outra, parece retirado dos 504 dos anos 70).

Por dentro, o painel é o mesmo do 408. O conjunto agrada pela ergonomia, que possibilita o acesso aos instrumentos e a boa visibilidade interna e externa, e pelo acabamento, com materiais de qualidade e agradáveis ao toque. Há uma região no console central, no encontro da parte vertical com a placa que contorna a alavanca do câmbio, onde o encaixe das peças não é perfeito. Isso acontece também nos 408. Mas, de modo geral, tanto o 308 quanto o 408 são bem acabados. A cabine é tão espaçosa quanto a do sedã, mas o porta-malas é menor. Enquanto no 408 cabem 526 litros de bagagem o 308 leva 430 litros. Ainda assim, é de uma generosidade notável para a categoria dos hatches.

A unidade avaliada era uma versão Feline completa. Ela trazia ESP, airbags, ar-condionado bi-zone com saídas na traseira e GPS com tela retrátil. Como diferenciais em relação ao 408, há as luzes de posição com LEDs e o teto solar de vidro fixo, que a Peugeot batizou de Cielo. Ele ocupa quase toda a parte superior da cabine, mais precisamente 4,86 metros quadrados, segundo a fábrica.

Ao volante, o 308 argentino apresentou um comportamento parecido com o do 408 brasileiro - com direção direta e suspensão firme. Em relação ao Cruze hatch, que dirigimos na mesma viagem, o 308 revelou ser mais esportivo. A direção exigia mais esforço, e a suspensão mostrou-se mais dura e com cursos mais curtos. O comportamento esportivo foi sustentado pelo motor, com força suficiente.



VEREDICTO

Desta vez, a Peugeot acertou. O 308 tem estilo próprio, é bem equipado e ainda traz tecnologias novas, como as luzes com LEDs e o sistema de partidas a frio - na versão 1.6 16V.





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