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Carros | Impressões ao dirigir
Peugeot 308 GTi
Dezembro 2011

Peugeot 308 GTi

Depois do crossover 3008 e do sedã 408, o hatch chega em março para ajudar a marca a renovar a linha no Brasil

Por Fernando Valeika de Barros | fotos: Cleber Bonato
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Para comemorar, em julho do ano passado, os 200 anos da sua fundação, a Peugeot resolveu mudar seu logotipo. Continua a ser um leão sobre duas patas, mas entrou em cena um felino com traços mais robustos e modernos que os do anterior. Essa mudança marcou o início da reformulação da linha Peugeot no Brasil, onde ela ocupa ocupa a sétima posição no ranking de vendas, atrás da Honda e quase empatada com a Citroën. Nesse processo de renovação, primeiro veio o crossover 3008, no fim do ano passado, quando sua estreia provocou filas nas autorizadas. Mais tarde foi a vez de a marca francesa entrar no disputado (e lucrativo) segmento dos sedãs médios, com o moderno 408 (que logo ganhará uma versão turbo), e agora com o cupê RCZ. Em março de 2012, virá o hatch médio 308, alguns meses antes da estreia do novo compacto da marca, o 208.

Ao contrário dos outros modelos, o 308 não é totalmente novo. Trata-se de um face-lift, que por isso mantém inalterado seu conceito mezzo hatch, mezzo monovolume, com bom espaço interno e modularidade. Ele repete a fórmula do novo logotipo: ganhou linhas mais musculosas e ficou mais moderno, como se vê pela grade redesenhada, faróis mais alongados e lanternas de leds. Apesar de usar a plataforma do 307, está 7,4 cm mais longo e 5,3 mais largo - o entre eixos continua com 2,61 metros.

O design é o mesmo do modelo francês, que avaliamos em percurso de 250 km em Paris e arredores, mas os primeiros carros chegarão ao Brasil com leves mudanças. O logotipo segue o padrão do 408, sem a moldura que se vê nas fotos, e os retrovisores também serão iguais aos do sedã. Produzido na Argentina, o 308 terá até o charme da pequena linha de leds em volta dos faróis de neblina, disponível apenas nas versões mais caras. No país vizinho, o 308 será fabricado com três motores: 1.6 (110 cv), 2.0 (143 cv) e 1.6 turbo (165 cv), o mesmo que equipa 3008, RCZ e a versão turbo do 408. Para o Brasil, já se sabe que virão agora os motores 1.6 e 2.0 (já convertidos ao flex), porém o turbo só chega no segundo semestre.

O interior é todo novo e representa um avanço de qualidade comparado a seu antecessor. Causou boa impressão o painel emborrachado, o volante de couro regulável em altura e profundidade e os appliqués de metal na direção, câmbio e portas. As cinco saídas de ventilação redondas tomaram o lugar das quarto retangulares. O console central ficou mais inclinado, melhorando a ergonomia, apesar de certo excesso de botões. Mesmo com o teto 1,2 cm mais baixo no banco traseiro, cabem três pessoas sem aperto. O porta-malas tem 348 litros, com a vantagem de quase quadriplicar com o banco rebatido - é bom não se esquecer de que o 308 tem alma de monovolume.

Na versão avaliada, GTi, o 308 mostrou uma direção agradável e bem acertada, com câmbio de seis marchas de engates curtos e suspensão firme. Sob o capo está o mesmo 1.6 turbo, mas ajustado eletronicamente para 200 cv, exclusivo para a Europa, que leva o carro de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos, de acordo com a fábrica. Porém, não é pelo desempenho que o 308 é reconhecido lá fora, mas pelo bom pacote de itens de série aliado ao preço inferior ao dos rivais. Como ele chegará às lojas sem o aumento do IPI para os importados de fora do Mercosul e México, o hatch virá com duplo airbag, ABS, ar-condicionado e som por um preço estimado em 54 000 reais. Se confirmar esse valor, o 308 será uma boa munição da Peugeot na batalha pela conquista de terreno no Brasil.



VEREDICTO


O face-lift atraente, o bom nível de itens de série e a isenção do IPI destinado aos importados podem ser uma segunda chance para a Peugeot emplacar seu hatch médio no Brasil.





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