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Carros | Impressões ao dirigir
Nissan Versa Sedan
Agosto 2011

Nissan Versa Sedan

Dirigimos o espaçoso sedã que a Nissan vai usar para invadir o mercado de Siena e Voyage

Por Sergio Oliveira de Melo | Fotos: Ricardo Arreola
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TAMANHO DA LETRA  

Olhe bem para o carro acima. Não parece, mas o novo Versa Sedan 2012 é um modelo quase revolucionário para a Nissan. Não procure design arrebatador ou comportamento apaixonante. O que ele tem de inovador você não vê nesta foto. Trata-se de um sedã que nasceu com um só propósito: conquistar o mundo com espaço interno farto, consumo reduzido e preço baixo, baseado num conceito de produção simples e barata. Se você ficou curioso para conhecê-lo, espere até outubro, quando ele deve estrear no mercado brasileiro com o nome Sunny, importado do México, já com motor 1.6 flex. Enquanto ele não chega, fomos até Guadalajara para dirigir o modelo que é a grande aposta da Nissan.

Para ter uma ideia de sua importância na estratégia global da marca, ele foi o eleito para cativar o exigente consumidor americano, que, com a gasolina ultrapassando a casa dos 4 dólares por galão (cerca de 1,70 real o litro), está cada vez mais entusiasmado com a ideia de usar carros compactos e econômicos. Estima-se que as vendas nesse segmento nos Estados Unidos dobrem de volume em quatro anos.

Sua plataforma, chamada de V (versátil), é a do hatch March - que é feito na mesma fábrica de Aguascalientes e será produzido no Brasil este ano. Vamos ao primeiro segredo do seu projeto de corte de custo: a plataforma usa 20% menos componentes que a da versão anterior e é 70 kg mais leve. Aliás, esqueça qualquer comparação com o antigo Versa, chamado por aqui de Tiida. Não só o desenho é todo diferente como ele mudou para uma categoria inferior. A prova disso é que nos Estados Unidos ele será mais barato que o Versa (Tiida) hatch: 14 380 contra 10 990 dólares, sem os impostos locais. Qual a mágica? A tal redução de custos. A produção, por exemplo, está concentrada em poucas fábricas mundiais, que exportarão os carros para todos os mercados do planeta.

A receita usada no novo sedã foi melhorar de maneira significativa o pacote de equipamentos, sem afetar a percepção de qualidade, e investir num espaço capaz de se equiparar ao de carros bem maiores, como Honda Civic ou Toyota Corolla. As medidas falam por si: são 4,47 metros de comprimento e 2,60 de entre-eixos. Ele supera facilmente o Voyage (4,23 e 2,47 metros) e rivaliza com o Renault Logan, que é menor no comprimento (4,29) e um pouquinho maior no entre-eixos (2,63). No porta-malas, os 419 litros perdem para o VW (480) e o Renault (510).

Por falar em tamanho, o interior é generoso, especialmente na traseira, onde os mais altos não têm problema para se acomodar. Segundo a Nissan, o espaço para pernas de quem viaja atrás é equivalente ao de BMW Série 5 e Mercedes Classe E. Sentado no banco traseiro, pude comprovar que eles não estão mentindo. O truque está outra vez na nova plataforma. Como nasceu do zero, ela pôde ser projetada de maneira que motor e câmbio fossem mais compactos e ficassem mais próximos do eixo dianteiro, liberando preciosos centímetros para cabine e porta-malas. Por dentro ele também ficou mais agradável que o antecessor. É verdade que há muito plástico, mas são bem feitos, apesar de simples, e com um agradável aspecto brilhoso. De novo, percebe-se que são grandes peças que facilitam a montagem do carro e diminuem o número de componentes utilizados. Mas é bom saber que, desde o básico, nosso futuro Sunny oferece ABS com distribuição de frenagem (EBD) e assistência em emergência (BAS). Os airbags também são de série, assim com o ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos e som.

Já que o motor precisou ser projetado do início, a Nissan procurou um caminho inovador. Ela precisava de um motor muito econômico, mas barato de fazer. Os engenheiros, então, criaram um moderno 1.6 de quatro cilindros com controle variável de abertura e fechamento de válvulas. Para melhorar a queima de combustível sem investir num caro e complexo sistema de injeção direta, aumentou de quatro para oito o número de bicos injetores, um para cada válvula de admissão - estamos falando de um motor 16V. Assim, o novo sistema produz um jato de gasolina 57% mais fino, otimizando a combustão. Por isso, seu forte é a economia: 12,7 km/l no ciclo urbano padrão americano e 15,7 km/l no rodoviário. Claro que o motorista não terá nas mãos um carro capaz de acelerar forte ou ultrapassar com determinação. Falta-lhe um pouco de fôlego para subidas íngremes. As opções de câmbio são um manual de cinco marchas, um automático de quatro marchas, como na unidade avaliada, e um CVT (continuamente variável), disponível nos EUA, mas não no México.

A suspensão é confortável e o rodar, suave. Com uma direção igualmente leve e não muito rápida, o carro é feito mais para os que procuram uma forma cômoda de viajar. Os cortes nos custos de produção são evidentes na suspensão traseira, de eixo de torção (mas que não dispensou a barra estabilizadora), e nos freios traseiros, que empregam tambor.

Para completar essa receita, só resta saber quanto ele custará aqui. A Nissan sequer confirma oficialmente que o carro venha para o país, mas fontes na empresa deixam claro que ele vem com preço para brigar com Voyage e Siena equipados com motor 1.6, ar-condicionado e direção hidráulica, o que sugere uma faixa acima de 40 000 reais. Se isso se confirmar, o novo Nissan Sunny tem tudo para incluir o Brasil na lista de países prestes a ser conquistados.

 



VEREDICTO

Assim como o Logan fez sucesso aqui com o binômio "espaço maior/preço menor", o futuro Sunny tem tudo para seguir a receita e se dar bem no Brasil.

 





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