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Carros | Impressoes ao dirigir
Mitsubishi Pajero TR4 2.0 16V Flex
Novembro 2009

Mitsubishi Pajero TR4 2.0 16V Flex

Na essência, é o velho TR4, mas ele nunca havia mudado tanto assim

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Christian Castanho
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Desde que começou a ser fabricado no Brasil, em 2002, o Pajero TR4 não passava por tantas alterações como agora, na linha 2010. Embora seja o mesmo carro na essência – com plataforma, motor, transmissão e sistemas de freio, de suspensão e de direção iguais –, o jipinho traz novidades, a começar pelo visual. O TR4 abandonou a semelhança que ainda guardava com o Pajero iO, projeto do qual ele é derivado e que foi lançado no Japão em 1994. Da versão original, pode-se dizer que não restou nem a área envidraçada, uma vez que o vidro traseiro e a vigia também foram redesenhados. Mas é inegável que o tempo deixou marcas que nem a plástica profunda apagou. As mais evidentes são a altura das colunas laterais e a linha de cintura baixa.

O TR4 incorporou a grade ao estilo da picape Triton e os faróis com dupla parábola vieram do aposentado AirTrek. A partir daí, toda a frente – para-choque, capô e para-lamas – foi modificada. Na lateral, as superfícies foram alisadas, ficando com um único friso na altura da metade das portas, o que parece inspiração vinda do Land Rover Freelander – assim como a saída de ar do compartimento do motor. As rodas cresceram, passando de 16 para 17 polegadas. E, embora o diâmetro dos pneus tenha sido mantido, isso fez com que o TR4 parecesse mais encorpado.

Por dentro, as novidades são mais discretas. O volante tem novo design, o painel de instrumentos ganhou mostradores redondos com iluminação azul e o console foi redesenhado. Os comandos do arcondicionado migraram para uma posição mais baixa – onde antes havia porta-trecos – e o rádio passou a ocupar espaço duplo no centro do console. O sistema de som da marca Clarion tem rádio, CD player, entradas auxiliares para iPod e para USB (esta, localizada dentro do porta-luvas) e conexão Bluetooth. No alto do console, há um visor com data e horas, instrumento adaptado da linha Chevrolet.

Como não houve mudanças estruturais, o espaço interno continua apertado. O TR4 consegue levar quatro adultos, mas as portas com pequeno ângulo de abertura exigem elasticidade de iogue para os que vão atrás. A fábrica fala em 500 litros de capacidade no porta-malas “até o teto”. Mas se quiser deixar o vidro desobstruído esse volume cai pela metade.

No que diz respeito à mecânica, o motor 2.0 16V flex que rendia 133 cv de potência e 19 mkgf de torque, com álcool, agora gera 140 cv e 22 mkgf, graças ao aumento da taxa de compressão de 9,5:1 para 11:1 – obtido por meio de pistões redesenhados. O motor, que juntou a sigla HCR (de High Compression Ratio) ao nome, foi aperfeiçoado para extrair melhor rendimento do álcool – combustível preferido por nove entre dez donos de carros flex e que permite maiores taxas de compressão porque tem maior octanagem que a gasolina. Na prática, porém, o motorista não vai sentir benefícios no desempenho. E isso se explica pelo fato de que as mudanças no motor vieram acompanhadas da alteração na relação do diferencial, que deixou a transmissão mais longa. A fábrica preferiu privilegiar o consumo do Pajero, uma queixa recorrente entre os proprietários.

A Mitsubishi apresentou o TR4 em um programa de um dia, com um test-drive de cerca de 400 km, no asfalto, e 20 km, em estradas de terra, com uma parada em uma pista de testes, onde pudemos fazer algumas provas. Coincidência ou não, essa proporção de 95% asfalto e 5% terra reproduz bem a aplicação que o usuário faz do jipinho, embora o TR4 tenha todos os recursos para enfrentar trilhas desafiadoras. O TR4 conta com quatro alternativas de uso da tração: 4x2, 4x4 on-road, 4x4 off-road e 4x4 reduzida.

Na pista de testes, o TR4 2010 acelerou de 0 a 100 km/h em 13,5 s, exatamente o mesmo tempo de seu antecessor. O consumo não foi medido porque no local escolhido pela fábrica não era possível reproduzir o ciclo de avaliação que usamos na pista de Limeira (SP). Mas, segundo a Mitsubishi, o TR4 ficou 5% mais econômico que seu antecessor, “fazendo a média de 11 km/l, com álcool, em um circuito misto”.

Dinamicamente, como era de esperar, o TR4 manteve seu comportamento inalterado. O fato de os pneus 225/70 R16 terem sido substituídos pelos 225/65 R17 não influenciou o trabalho da suspensão, que garantiu um rodar macio, sem comprometer a dirigibilidade. A favor do equilíbrio concorre também a estrutura de carroceria. O TR4 possui o que a Mitsubishi chama de “chassi integrado ao monobloco”. É um recurso presente no Pajero Full que tenta reunir o melhor dos mundos: o tradicional chassi, com longarinas separadas da carroceria, e o monobloco, no qual toda a estrutura forma uma peça única.

O Pajero TR4 2010 chega em três versões: GLS manual (65 550 reais), MT manual (68 990 reais) e AT automática (71 990 reais). Todas vêm com arcondicionado, direção hidráulica, sistema de som, rodas de liga leve e airbag para o motorista. Como opcionais, contam com bancos de couro e rack no teto. A MT e a AT trazem ainda freios ABS e airbag para o passageiro da frente como itens de série. Apesar de derivar de um projeto com 15 anos de estrada, as novidades apresentadas devem dar novo fôlego ao TR4, que é o carro-chefe da Mitsubishi no Brasil, com 25% das vendas da marca no país.

 



VEREDICTO

As mudanças deram uma boa rejuvenescida no TR4, apesar de, na essência, ele continuar a ser o mesmo bom e velho veículo.

 





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