Seu comparativo
TOP 10 QR
Os carros mais procurados da semana no site Quatro Rodas
  • Novo Sandero
  • Vezel
  • Novo Fox
  • Duster
  • HB 20
  • Golf
  • Novo Ka
  • Corolla
  • Civic
  • Saveiro cab dupla
  • | A-Z |
Newsletter
Assine a Newsletter QUATRO RODAS
PUBLICIDADE
Carros | Impressoes ao dirigir
Mini One
Julho 2011

Mini One

Mini fica 10.000 reais mais barato e não mexe no mais importante: o visual que fez dele um lançador de moda

Por Fernando Valeika Barros | Fotos: Cleber Bonato
Lista de matérias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Bacana, maneiro, premium, descolado... Não importa o adjetivo que você use, o fato é que Mini é um carro de imagem, e grande parte do seu sucesso está no design, que agradou tanto a ponto de criar seguidores (Citroën DS3, Audi A1) e copiadores (Lifan 320). Até hoje, quem queria desfilar esse charme todo pelas ruas brasileiras tinha de desembolsar pelos menos 80 750 reais, preço da versão Cooper Salt, a mais barata da linha. Mas a partir do início de julho, colocar na garagem um Mini ficará mais barato. Começa a ser vendida por aqui a versão One por 69 950 reais. Apresentado no Brasil na edição 2011 da Casa Cor, em São Paulo, ele chamou a atenção dos visitantes e gerou uma centena de reservas antes mesmo que seu motor fosse ligado. Para saber o que oferece o Mini mais despojado, fomos à França para dirigi-lo.

O mais importante para quem está interessado no Mini One é saber menos o que ele perdeu de equipamentos e mais o que ele não perdeu. No caso, ele manteve inalterado seu grande ativo, o visual. Não haverá diferenças externas entre a carroceria desta versão e a do Cooper Salt. Só mudaram as rodas de liga, antes aro 16 e agora 15. A BMW, dona da marca inglesa, não caiu na tentação de fazer economia barateando ou eliminando adereços estéticos. Portanto, o status é o mesmo.

Mas, se você não vê a diferença, certamente a sentirá sob o pé direito. A primeira vítima do corte de custos foi o motor 1.6 de 120 cv, que deu lugar a um 1.6 de 98 cv construído no Brasil, nos tempos em que BMW e a americana Chrysler formaram uma parceria, a Tritec. É basicamente o mesmo motor, mas com uma reprogramação de central eletrônica. No trânsito congestionado de Paris, até que ele não fez feio, trabalhando bem em conjunto com uma ótima direção elétrica e com o câmbio manual de seis marchas, que deram agilidade ao carrinho nas ruas estreitas da capital francesa.

Mas, quando tive de acelerar em rodovias e vias expressas, o fôlego diminuiu. Quando engato a sexta marcha, o compacto torna-se uma máquina preguiçosa. Ao contrário do Mini Cooper com 120 cv, o One sofre abaixo dos 2 000 rpm. Para fazer uma retomada ou uma ultrapassagem, é preciso reduzir a marcha e espremer o pedal para conseguir os prometidos 15,6 mkgf a 3 000 rpm de torque e ver o ponteiro do velocímetro esbarrar nos 185 km/h de velocidade máxima, segundo a fábrica. Na aceleração de 0 a 100 km/h, os dados oficiais indicam 10,5 segundos. Os números mostram a queda de rendimento que acompanha esses 22 cv a menos: 0 a 100 km/h em 9,1 segundos, máxima de 203 km/h e torque de 16,3 mkgf a 4 250 rpm.

Por dentro, uma rápida olhada revela por onde a tesoura do corte de custos passou. O mais evidente deles são os bancos de tecido - no Cooper Salt, eles são uma composição de tecido e couro. O volante revestido de couro deu lugar ao plástico. Aliás, o volante perdeu também a tecla multifunção, que controlava o piloto automático e o sistema de som, que foram preservados. Há ainda uma ausência importante que escapa ao olhar. No lugar dos oito airbags, o Mini One ficou com seis: os dois do painel, os dois laterais dianteiros e os dois de cabeça - sumiram os laterais traseiros.

Mas isso está longe de significar que o Mini ficou básico demais. Os plásticos made by BMW são de boa qualidade, com raras exceções (uma delas o revestimento da parte lateral dos bancos traseiros), e a lista de equipamentos de série deixaria muito carro nacional vermelho de vergonha. Ele traz arcondicionado bizona, direção elétrica, CD player, freios ABS, controle de estabilidade e faróis de neblina, além dos airbags.

No entanto, o que faz falta mesmo não são os equipamentos de série, mas um pouco mais de espaço para os passageiros. A sensação de viajar no banco traseiro do One, que tem 3,72 metros de comprimento, é um pouco claustrofóbica. Não há problemas para acomodar a cabeça, que não raspa no teto. Mas as pernas sofrem um pouco para encontrar lugar, no caso de ocupantes mais altos. O espaço também faz falta no porta-malas, que com seus 160 litros só leva mesmo malas pequenas.

A esta altura você deve estar se perguntando: com um desempenho tão discreto, vale a pena este Mini em versão mais enxuta? Se a intenção é ter um carro charmoso, bem construído, com bom acabamento, que tem ótimo nível de equipamentos, vá tranquilo nessa. Porém, se sua praia é surfar no desempenho, economize e compre um Mini de 120 cv ou mesmo o Cooper S de 184 cv. Ainda achou pouco? Se você considera que performance não tem preço, prepare o bolso (e o coração) para o John Cooper Works de 211 cv.



VEREDICTO

Se é imagem que você busca num Mini, você não vai se decepcionar com o One, que ainda mantém um bom nível de itens de série. Só se prepare para fazer mais trocas de marcha.





» FOTOS


Publicidade