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Carros | Impressões ao dirigir
Mercedes-Benz SL 500
Abril 2012

Mercedes-Benz SL 500

Com a estreia da estrutura de alumínio, o novo modelo perdeu peso e ainda ganhou musculatura

Por Joaquim Oliveira | fotos: Walter Tillmann
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TAMANHO DA LETRA  

Desde os anos 70 que a sigla SL deixou de significar Super Leve e passou a ser só o nome do roadster com a maior tradição da história, produzido desde 1954. Era hora então de voltar às origens. Por isso a sexta geração acaba de receber uma estrutura 90% de alumínio (é o primeiro Mercedes de produção a recebê-la) e capota de magnésio. O pouco aço que há é o de elevada rigidez nas colunas dianteiras, para aumentar a segurança em capotagens. O benefício é evidente: 110 kg a menos no SL 500, que se traduz em mais agilidade, melhor desempenho e consumo inferior, além do aumento da rigidez em cerca de 20%.

Um dos problemas do alumínio na estrutura é o nível superior de ruídos, que foi compensado com um isolamento acústico extra nas áreas mais críticas e o uso de materiais inovadores, como a película acústica dentro do vidro laminado do para-brisa. Resultado: o novo SL, com a capota fechada, é mais silencioso que a maioria dos carros de teto rígido.

Ao olhar para o SL, é difícil não ficar impressionado com o comprimento do capô e o volume da traseira, justamente a parte mais larga do veículo - e de longe a menos elegante. O roadster é 5 cm maior que o anterior, mas é a largura que mais contribui para encorpar o porte, já que aqui ele ganhou 6 cm.

Na cabine, os revestimentos de couro com alumínio (ou madeira) são primorosos, fazendo com que seus dois ocupantes estejam rodeados por luxo difícil de superar num automóvel. Pena que em alguns locais haja parafusos aparentes, como no compartimento atrás do motorista ou no portamalas. O motorista fica perfeitamente encaixado no assento, com todos os comandos - muito intuitivos - sempre à mão. Os bancos são amplos e dispõem de ótimo apoio lateral. Voltamos a encontrar o volante com a parte inferior reta e as saídas de ventilação em hélice, como as que estrearam no SLS AMG. Agora é possível abrir e fechar o portamalas (com capacidade para 364 litros, 30 a mais) passando o pé sob o para-choque traseiro, útil quando temos as mãos ocupadas - o sistema estrous no novo VW Passat, mas só para abrir.

Entre os bancos estão o comando que sobe ou desce a carroceria para não riscar o spoiler dianteiro em saídas de garagem e o que aciona capota elétrica, que passa a estar disponível em três versões: com pintura normal, de vidro ou no sistema Magic Sky Control, que varia o grau de transparência.

A suspensão pneumática é de série e pode ser melhorada com um sistema opcional de controle adaptativo para o motorista mais exigente. Há ainda uma nova direção eletromecânica com assistência variável em função da velocidade do veículo e uma desmultiplicação que muda o número de voltas em função do ângulo de esterço das rodas.

As vendas já tiveram início na Europa com o V6 no SL 350 (306 cv) e o V8 4.7 biturbo no SL 500 (435 cv), ficando para o segundo semestre o SL 63 AMG com o V8 5.5 biturbo (564 cv) e o SL 65 AMG com o V12 6.0 (630 cv). No Brasil, o roadster chega entre junho e setembro, com o SL 500 e o SL 63 AMG.

Ao volante, logo de cara se percebe nitidamente que o carro está mais leve, afinal é como se tirássemos dele um passageiro de 110 kg, no caso deste SL 500 avaliado nos arredores de Marbella e Málaga. As reações em curva ganham em precisão e agora o SL se deixa levar com mais suavidade pelo trânsito urbano, mas também se revela um ótimo estradeiro, bem mais dócil que o SLS AMG.

Mas experimente pisar fundo para ver como ele vira uma fera nervosa em segundos, com seus 71,4 mkfg disponíveis a ínfimas 1 800 rpm. E é essa disponibilidade de torque, mais do que os 435 cv de potência, que impressionam de verdade. A direção ganhou em precisão sem perder suavidade e o sistema (opcional) de suspensão com amortecimento variável (Active Body Control) permite que o motorista adapte as reações do SL 500 ao tipo de estrada ou mesmo ao seu humor. Como se vê, a dieta forçada para perda de peso não foi desculpa para o roadster deixar de ganhar recursos, desempenho e diversão ao volante.



VEREDICTO

Nunca um SL tinha mudado tanto, ainda que não pareça. Além de mais potente, leve e econômico, tem nível de ruído e rigidez de carro fechado. Mas sem perder o prazer do vento no rosto.





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