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Carros | Impressões ao dirigir
Mercedes-Benz B 180
Junho 2012

Mercedes-Benz B 180

O novo Classe B descolou do Classe A e assume a sua verdadeira vocação

Por Joaquim Oliveira | fotos: divulgação
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TAMANHO DA LETRA  

O Classe B mudou de vida. Na nova geração, ele resolveu seguir carreira própria, descolando do modelo de entrada da Mercedes - até agora ele era considerado uma espécie de Classe A de quatro portas. No entanto, a importância de mercados como China, Brasil e EUA (que passou a comprar mais compactos) levou a marca a aumentar os degraus de acesso ao universo Mercedes. Por isso, ela criou duas correntes mais definidas entre seus dois veículos de tração dianteira: uma mais esportiva, com o futuro ClasseA como um hatch convencional, e uma familiar, com o Classe B, ainda assim com estilo mais voltado para um SUV ou compacto que para uma típica minivan. Determinante para o sucesso dessa combinação entre os novos ClasseA e B é o fato de que, pela primeira vez, eles nasceram com custos de desenvolvimento mais baixos, pois tanto os motores como os chassis foram produzidos com fundos da Mercedes e da aliança Renault/Nissan.

O novo Classe B é mais baixo (8,6 cm nos bancos traseiros). Isso não significa que tenha aumentado a altura para a cabeça, já que o teto está mais baixo, demonstrando a intenção de melhorar seu comportamentonaestrada. A criançada que senta atrás não vai gostar de perder parte da visão privilegiada da paisagem. O banco do meio também é bem estreito, o que não ocorre nos concorrentes monovolumes, que oferecem três bancos individuais. A compensação está no opcional Easy-Vario-Plus, que permite mover o banco traseiro ao longo de um trilho de 14 cm, variando o porta-malas de 488 a 666 litros, implicando maior ou menor espaço para pernas.

Lembrando que as proporções externas não tiveram grande alteração, é importante saber que a distância entre-eixos é 8 cm inferior (270 ante 278 cm) e que a carroceria foi, por isso, esticada. Há maior apuro no design e na sofisticação geral, em grande parte pelo elemento decorativo central e pelas três grandes saídas de climatização centrais circulares, que são uma evolução das usadas no SLSAMG. Acima delas, o monitor central colorido do qual a Mercedes muito se orgulha. "É um monitor fixo porque, tal como acontece com a TV da nossa casa, seu design faz parte da decoração", explica Gotz Renner, do departamento de pesquisa da marca.

A motorização também mudou. O 1.6 que equipao B180 Blue Efficiency (BE) e o B200BE usa os mesmos princípios dos recentes V6 e V8 BlueDirect: turbo e injeção direta, o que significa maior potência e menor consumo - ajudado também pelo baixo peso do Classe B, que chega a ter 150 kg menos que alguns de seus rivais. O B 180 passa de 116 para 122 cv, embora a cilindrada tenha diminuído de 1 699 para 1 595 cm3. Depois da estreia neste Classe B, a nova família de motores será utilizada também nos Classe C e E.

Outro avanço está no câmbio de seis marchas, desenvolvido pela Mercedes por três anos e meio. No automático, o seletor de velocidades está na coluna de direção, dispondo de três programas (econômico, esportivo e manual). A versão automatizada de dupla embreagem é rápida e suave, combinando bem com os 156 cv do B 200, o mais potente dos Classe B, e dando-lhe a aura esportiva que os engenheiros alemães de chassi parecem ter buscado.

Em relação à segurança, há airbags de cortina em toda a extensão do habitáculo, laterais dianteiros e um grande airbag de joelho para o motorista, além de bolsas laterais traseiras como item opcional.

Com um chassi todo novo, o comportamento do Classe B invade o território do Ford C-Max, disputando o título do mais estável dos monovolumes do segmento médio. O novo 1.6 turbo de injeção direta tem variantes de 122 cv (B 180) e de 156 cv (B 200). A potência nominal não impressiona, mas a facilidade para respirar em altas rotações acaba fazendo com que a resposta seja quase sempre convincente. Subindo de rotação, o motor é suave, notando-se que a sexta longa serve para reduzir o consumo.

A Mercedes não confirma qual versão será vendida no Brasil, aonde chega a partir do segundo semestre, mas já se sabe que ele deverá ficar mais caro, pois os 100000 reais da versão atual não incluem o repasse do novo IPI.



VEREDICTO

A nova filosofia do Classe B pode dar o rumo que faltava ao modelo no Brasil, que nunca encontrou o caminho das boas vendas.





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