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Carros | Impressões ao dirigir
Kia Cee´d
Junho 2012

Kia Cee´d

O modelo usa a base do novo i30 e chega para encarar rivais modernos como o Peugeot 308 e Cruze Sport6

Por Joaquim Oliveira | fotos: divulgação
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TAMANHO DA LETRA  

A importância do Cee’d para a Kia na Europa é evidente: foi o primeiro modelo desenvolvido especialmente para esse mercado, teve uma fábrica montada para sua produção (na Eslováquia) e foi o primeiro Kia com cinco estrelas nos testes de colisão da Euro NCAP. "Para a Kia Europa, o tempo também se divide em AC e DC - neste caso, Antes do Cee’d e Depois do Cee’d", diz brincando o vice-presidente de marketing, Benny Oeyen. Se na Europa ele é campeão de vendas (com 600 000 unidades até hoje, é o Kia mais vendido por lá), no Brasil ele terá meta mais modesta. Previsto para estrear entre julho e setembro, ele vai complementar a linha da marca coreana, encarando os hatches médios, como o novo Hyundai i30.

Aliás, é justamente sobre a plataforma do i30, produzido pela coirmã Hyundai, que o Cee’d é produzido. Por isso ele traz generosa distância entre-eixos (uma das maiores da classe, com 2,65 metros) e suspensão traseira multilink. O engenheiro-chefe Seog-Ko explica as diferenças entre os dois coreanos: "Como a Hyundai pretende ser mais sofisticada, enquanto a Kia é mais esportiva, o Cee’d recebeu molas mais rígidas e amortecedores mais duros à frente e mais suaves atrás".

Visualmente, salta à vista a linha de cintura ascendente, a grade que identifica a marca e as proporções que resultam num porte que causa grande impacto. O Cee’d também é um modelo que trata bem quem vai no banco traseiro.As portas têm grande ângulo de abertura e o túnel central no piso quase não incomoda. As versões mais equipadas dispõem ainda de saídas de ventilação próprias, algo raro nesse segmento.

Já na posição de dirigir, notamos e aplaudimos a nova orientação do painel, voltada para quem está ao volante.A coluna de direção passa a ser sempre ajustável em altura e profundidade e todas as versões têm de série conexão para iPod e USB e computador de bordo. De acordo com os níveis de equipamento, podem existir apliques mais ou menos extensos de cromado, preto brilhante ou metal anodizado, além de luzes de led sobre o painel.

A avaliação da qualidade percebida do interior desperta sentimentos contraditórios. Se por um lado agradam o design, as superfícies cromadas, o extenso revestimento suave da parte superior do painel e a tampa deslizante sobre o porta-copos, por outro torcemos o nariz para os acabamentos junto à iluminação interna ou para os parafusos à vista, dois deslizes que também encontramos em alguns de seus rivais diretos.

No lançamento mundial, em Viena, na Áustria, tivemos a oportunidade de experimentar diversos motores, porém o que mais nos interessa são os 1.6, os mais cotados para serem vendidos no Brasil. Na versão 1.6 CDI com transmissão automática de seis velocidades, a primeira marcha mostra-se hesitante em algumas rotações, apresenta desperdício de torque em vários regimes, é lenta e não faz kickdown quando está no modo sequencial.

Direção mutante
Já o 1.6 GDI (injeção direta) de 135 cv com o câmbio automatizado de dupla embreagem é outra história: resposta imediata, redução de marcha (são seis) rápida no kickdown e consumo mais baixo. Nota-se que o motor GDI respira melhor acima de 2500 rpm, e até 4500 rpm ele é puro vigor, além ser sinônimo de diversão o câmbio no modo sequencial, comandado por alavanca ou borboletas no volante. E mesmo no modo automático qualquer movimento brusco do pé direito resulta numa aceleração forte. Também merece elogios o chassi, apesar de nas versões mais potentes o carro sair um pouco de frente. Vale registrar ainda que o controle de estabilidade (ESP) agora é de série.

Outra novidade é a direção elétrica: ela traz o opcional Flexsteer, que varia o peso do volante. Por um botão na coluna, pode-se optar entre Comfort, Normal ou Sport, que vai da resposta mais leve à mais pesada - assim como acontece no i30 que chega ao Brasil por volta de junho. Por sinal, não é só com seu gêmeo da Hyundai que o Cee’d deve se preocupar. Ele estreia tendo no horizonte outros rivais modernizados, como Peugeot 308 e Chevrolet Sport6. Pior para o novo Kia, melhor para o consumidor.



VEREDICTO


Assim como ocorre com a dupla ix35/ Sportage, o novo Kia terá de olhar para Hyundai i30 para definir sua estratégia no Brasil: preço e pacote de equipamentos de um podem definir o sucesso do outro.





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