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Carros | Impressoes ao dirigir
Hyundai Veloster
Maio 2011

Hyundai Veloster

O cupê mostra que agora os coreanos querem passar de seguidores a seguidos

Por Joaquim Oliveira, de Frankfurt | Fotos: Robert Hoernick
Lista de matérias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Não há muitas dúvidas de que o Veloster terá um efeito magnético nas ruas, conquistando a admiração de uns e causando repulsa em outros. Esse é só um sinal da sua forte personalidade, ainda que se notem influências de outros modelos em quase todos os ângulos deste pequeno cupê: há genes de Citroën DS3 na dianteira, salpicos de Nissan Juke no perfil e influências do Renault Mégane Coupé europeu na traseira. Mas essa mistura de traços estilísticos produz um belo efeito estético.

Seja como for, atrevimento não lhe falta, nem que seja pela original solução de portas assimétricas - uma maior do lado do motorista e duas do outro lado. E como funciona a porta traseira? É verdade que ela permite o acesso ao banco traseiro sem que o passageiro da frente tenha de se mexer, mas a linha descendente do teto obriga os mais altos a terem dotes de contorcionista - ou então deve-se assumir que o local é indicado só a crianças mais grandinhas. Essa teoria ganha força quando constatamos que ninguém com mais de 1,70 metro de altura deve sentar atrás, a não ser que não se importe em viajar como se fosse um corcunda. Quem se acomoda na traseira não dispõe de saídas de ar exclusivas; em compensação, quase que não existe intrusão do túnel central na região dos pés, o que diminui a sensação de claustrofobia, mesmo tendo em conta que esse seria um aspecto mais relevante se ali se sentassem mais de duas pessoas.


O bom volume para bagagens (320 litros) pode ser ampliado com o rebatimento dos bancos, mas é pena que exista um degrau tão grande entre a boca do porta-malas e o assoalho de carga, dificultando a colocação e a remoção de objetos volumosos ou pesados.

Com 4,22 metros de comprimento, não há dúvidas que estamos diante de um cupê compacto, menor que um Focus (4,34 metros), maior que um Sandero (4,02) e semelhante a um VW Scirocco. Mesmo que, por motorização e preço, seus rivais aspiracionais na Europa sejam Alfa Romeo 1.6 ou DS3 1.6, ele terá de oferecer mais conteúdo por menos preço para ganhar mercado - lá ele custará a partir de 19 500 euros (44 400 reais). No Brasil, aonde chega entre agosto e setembro, poderá ter destino diferente, já que exercerá a função mais de carro de imagem que de vendas, pois não terá um concorrente direto na sua mira.

Seu compromisso entre imagem e preço ganha consistência quando acessamos o interior, onde o painel totalmente composto por materiais de toque duro (que produz um interessante efeito escamado na parte superior) revela que este é um carro pensado para motoristas com espírito esportivo, mas com orçamentos limitados. Dentro dessa simplicidade, não há como deixar de elogiar seu design jovial, beneficiado pelos apliques de efeito metalizado, pelos instrumentos analógicos de fundo preto com dígitos brancos, pelos pedais esportivos perfurados, pela concentração de comandos e da tela de navegação (sensível ao toque, de 7 polegadas) em sua proeminente parte central.

Depois de ajustar a altura e a profundidade da direção, o motorista pode comandar uma série de funções diretamente no volante, de diâmetro bem proporcionado, mas com alguns dos parafusos das fixações à vista, o que, novamente, não fala muito a favor do nível de qualidade percebida.

Uma vez mais se nota que a Hyundai prefere acrescentar valor aos seus carros por meio de uma longa lista de itens de série - a versão avaliada tinha revestimento de couro, banco do motorista elétrico, CD player com USB e Bluetooth, câmera de ré na traseira e teto solar elétrico, só para citar alguns dos itens menos comuns em veículos desse segmento.

Um toque no botão de ignição, logo abaixo do centro do painel, e damos vida ao avançado motor 1.6 de injeção direta de 140 cv, que a Hyundai já usa no SUV ix35 na Europa e é equipado com o recurso start-stop. Ouve-se bem, já que o ronco que sai do escapamento central é afinado para um tom rouco, o que agradará ao público desse cupê com toques de esportivo.

A direção eletro-hidráulica começa a somar pontos por ser rápida e precisa em condução mais exigente, não deixando de se revelar dócil em manobras urbanas. Seu acerto é melhor que o da suspensão, seca demais em pisos ruins (os pneus Hankook de perfil 45 também não ajudam), com prejuízo do conforto, especialmente para quem viaja atrás. Em asfalto liso e em sequências de curvas, o Veloster mostra-se bem ágil e a boa relação entre altura e largura tem como consequência movimentos contidos da carroceria, com direito a uma dose razoável de diversão.

O motor ajuda nessa tarefa, com resposta bem linear desde 2 000 rpm, formando bom conjunto com o câmbio manual de seis marchas, cujos engates agradam pela rapidez e pelo silêncio. Para quem almeja mais adrenalina, há ainda um automatizado de dupla embreagem e seis marchas. Claro que a adoção de um turbo, prática comum hoje em dia, daria uma nova experiência ao volante (elevaria a potência dos 140 para além dos 160 cv). Porém poderia ser excessivo para um chassi de concepção simples e até para seu público, que busca preço mais modesto. Modesto pelo menos na Europa, pois, se a Hyundai usar no Brasil a política adotada no Sonata, cobrando preço superior ao da sua categoria devido ao design cativante, ela pode minar parte do magnetismo do Veloster.

 

 



VEREDICTO

Mais um Hyundai que aposta na relação entre design marcante e bom pacote de equipamentos. Só que, se na Europa sua vocação é o baixo custo, por aqui, por ser um carro de imagem, seu preço oficial pode mudar essa boa equação.

 





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