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Carros | Impressoes ao dirigir
Ford Focus ST
Novembro 2008

Ford Focus ST

Ele une a pegada dos carros de boa performance e bons de dirigir com o conforto que se espera para todos os dias

Por Fernando Valeika (Saint-Germain-en-Laye-FRA) | Fotos: Cleber Bonato
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Até a metade dos anos 60 a Ford tinha muita história no mundo dos automóveis, mas pouca tradição nas pistas. Até que, em 1965, engenheiros toparam com o desafio de Henry Ford II e inventaram um mito, o GT40, que derrotou as Ferrari nas 24 Horas de Le Mans de cara. Ao longo de quatro anos seguidos, a história se repetiu e catapultou a montadora do logotipo oval ao pequeno círculo das marcas de alta performance. Depois vieram os motores Cosworth e muitas outras vitórias, na Fórmula 1 e, mais recentemente, no Campeonato Mundial de Rali, onde o Focus foi bicho-papão e levou a marca a dois títulos de construtores em 2006 e 2007. O Focus ST (a sigla quer dizer Sport Touring), um dos destaques no Salão do Automóvel de São Paulo deste ano, é um descendente dessa vertente da família. Equipado com motor com 225 cv, ele é uma versão com pegada bem mais nervosa do hatchback, que teve os contornos atualizados, com alma esportiva e as vantagens de um carro feito para o dia-a-dia.

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Nem é preciso acelerar para que este Focus turbinado de índole brava – são 225 cv, nada menos que 53 cv mais que o antigo ST – chame atenção. Já com os novos contornos que deixaram o modelo bem mais bonito e alinhado, com uma sensação de movimento em suas formas – estilo chamado de Kinetic pela Ford –, ele carrega elementos adicionais. Destacam-se os faróis de xenônio, os dois largos escapamentos e o exclusivo alaranjado metálico, da série.

Dentro, os bancos esportivos bicoloridos convidam a entrar e pisar no acelerador – de alumínio, assim como os outros pedais. Olho para os três instrumentos suplementares no topo do painel (temperatura e pressão de óleo e pressão do turbo), um dos traços que o diferenciam dos modelos da família. Ao notar o botão “Ford Power”, aí é que dá vontade mesmo de colocá-lo à prova. Infelizmente Le Mans, suas retas e suas curvas mitológicas ficam longe de onde apanhei o carro, em Saint-Germain-en-Laye, nos arredores de Paris. As auto-estradas A12 e A13 não são o território apropriado para chegar aos 224 km/h, a velocidade máxima que a Ford anuncia. Mas dá gosto levar o ponteiro do velocímetro à marca dos 130 km/h, o máximo permitido na França.

O câmbio de seis marchas é preciso e bem escalonado. A elasticidade do motor é notável e com meros 1 600 rpm seu torque já se apresenta em toda a plenitude. O ronco imponente e grave como trilha sonora não é obra do acaso. O arranjo foi concebido pelo alemão Jost Capito, ex-chefe da equipe Sauber de F-1.

Pego uma via secundária e toco para Les Andelys. O relevo da região serviu para avaliar o bom comportamento do ST em estradas sinuosas. Nas curvas mais fechadas, ponto para a suspensão McPherson, que tem barra estabilizadora mais espessa, molas e amortecedores calibrados para alta performance e pneus 225/40 R18. Com 1 400 kg, o carro foi ágil e preciso nas ultrapassagens e retomadas. Questão de economia e diversão, segundo Jost Capito. Gosto também do comportamento dos freios, que têm discos maiores que os do Focus “civil”, com 320 milímetros de diâmetro, e atuação firme e progressiva.

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Dois em um

De acordo com a fábrica, de 0 a 100 km/h são 6,8 segundos. Ok, não é marca digna de um esportivo puro-sangue, distante de números de Ferrari, Porsche ou Lamborghini. Mas, em compensação, ele consegue combinar um modelo de boa performance com boas maneiras para o convívio no dia-a-dia. Considere que o espaço interno do ST é o mesmo das novas versões do hatch, com 2,64 metros de entreeixos. Para preservar o estilo esportivo, ele possui três portas, mas a entrada dos passageiros do banco traseiro é relativamente fácil. Uma vez instalados, não há problemas de espaço. O porta-malas carrega os mesmos 396 litros das versões convencionais.

Na Europa, o modelo custa 25 500 euros e sai bem equipado de fábrica. Tem ar-condicionado, volante e bancos revestidos de couro, rádio com CD player e MP3 com comandos no volante, sensor de estacionamento. Dá para ir ao trabalho ou fazer compras e ainda ter um bocado de diversão. Mas tem seu preço: com a média de 8 km/l de gasolina, ele fica longe dos rankings de baixo consumo.

O Focus ST é bastante competente na missão de conciliar conforto e esportividade. E, para quem acha 225 cv de potência pouco, chegará ao mercado uma versão ainda mais endiabrada, a RS, com 296 cv (veja quadro). Para os europeus há ainda uma possibilidade intermediária, Mountune, na qual o motor ganha mais torque e chega aos 260 cv, graças a um kit especial. Ambos ainda não têm prazo para chegar ao Brasil. Se o ST vier com preço razoável, será uma boa solução para quem está procurando mais emoção no cotidiano. Acelera, ST!


A SAGA RS
Sete anos é muito tempo. Pois foi em 2002 que a Ford lançou seu último RS (de Racing Sports). Assim como o M da BMW e o AMG para a Mercedes, as duas letras são sinônimo de perfomance para a Ford desde o Escort RS Cosworth. Com 227 cv, esse clássico foi lançado nos anos 1990, com atributos como ir a 100 km/h em 5,7 segundos. O próximo representante a honrar a tradição será o Focus RS. Terá 296 cv e aerofólio traseiro e promete ser páreo duro para feras como o Subaru Impreza STi ou o Mitsubishi Lancer Evo X. Por enquanto, não há indicação de que será importado para o Brasil. Pena.


FOCUS ST
24 000 euros

É o preço do básico, mas por 25 500 euros traz farol de xenônio, banco de couro e disqueteira para seis CDs.


VEREDICTO
O ST é o melhor de dois mundos: bom para enfrentar o trânsito, delicioso para acelerar na estrada. E com estilo marcante.





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