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Carros | Impressoes ao dirigir
Citroën C5
Abril 2008

Citroën C5

Para se aproximar da concorrência, o novo francês C5 seguiu a cartilha germânica de preocupação com os mínimos detalhes

Por FERNANDO VALEIKA DE BARROS, de Lisboa (Portugal) | FOTOS ADELINO GONÇALVES
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Desde que lançou o revolucionário DS e criou a suspensão hidropneumática, e lá se vão 54 anos, cada apresentação de um novo automóvel três-volumes da Citroën é acompanhada de uma pergunta: será que desta vez a marca francesa vai emplacar um carro à altura de encarar sem medo os similares alemães? Nem sempre a resposta foi positiva. Já houve tempos em que os Citroën nessa fatia do mercado foram carros que não empolgavam, como o quadradão BX. Há sete anos, a marca introduziu o C5, um sedã bem equipado e de formas discretas que nunca emplacou direito.

Agora totalmente reestilizado, o novo C5 representa um passo adiante em relação a seus últimos antecessores. Buscando inspiração no esmero que os alemães têm com os detalhes de design interno e externo, ele está longe da assepsia da primeira geração - um sedã correto, mas que não tinha uma assinatura que o diferenciasse muito da concorrência. Desta vez não há como não reconhecer o logotipo Citroën. Formado pelas barras cromadas na ponta do capô, o duplo chevron segue os traços do C6, o modelo mais sofisticado da marca. Ele ainda ganhou um teto em arco e também é mais cuidadosamente desenhado que os anteriores. Mesmo faróis e lanternas têm formas esculpidas. "É uma questão de estilo, mas também de aerodinâmica", diz Florent Segura, o responsável pela comunicação de produto da Citroën.

Detalhes como o vidro traseiro em forma côncava - para facilitar a abertura do porta-malas - ou uma melhor vedação para reduzir ruídos aerodinâmicos agora são parte integrante do carro. Florent Segura diz que o caderno de encargos da equipe que projetou o novo C5 levava em consideração clientes em busca de um produto refinado e que lhes desse status, além de ser bem equipado e ter preço atraente.

Tamanho e conforto para cumprir parte dessa cartilha não faltam ao sedã. Com 4,78 metros de comprimento, ele é 20 centímetros maior que um Mercedes Classe C, uma das referências do segmento para executivos. Bate por pouco o Passat (4,76 metros) e é bem maior que os franceses Renault Laguna (4,70) e Peugeot 407 (4,67), com o qual compartilha a plataforma. Isso se traduz em espaço interno generoso.

São 2,82 metros de entreeixos, que o tornam o segundo mais espaçoso da categoria, só atrás do Ford Mondeo. Acomoda bem duas pessoas à frente, três atrás e mais fartos 570 litros de bagagem. Para decorar o interior, os projetistas preferiram fazer o jogo da discrição. Nada de bancos creme ou excesso de madeira. O painel é preto, assim como o estofamento de tecido (no Brasil só haverá a opção de couro) e o volante, com detalhes de alumínio. Bancos têm regulagem elétrica de assento e encosto, que permite que se encontre a melhor posição para guiar. Ainda mais que o volante é ajustável em altura e distância. A direção concentra à esquerda os botões de piloto automático e à direita os comandos para sintonizar o rádio e ajustar o som. No console central ficam ar-condicionado de duas zonas, navegador e CD player, com conexão para MP3 player. De série, ele se completa com controle de estabilidade (ESP) e sete airbags de série.

Para avaliar o C5, elegemos o motor 2.0 a gasolina de 143 cv, que deverá ser a versão que a Citroën trará para o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro. No primeiro trecho rumo a Óbidos, em Portugal, a suspensão hidropneumática manteve o carro estável nas curvas mesmo acima dos 100 km/h. Por meio de sensores espalhados pelo veículo, o sistema analisa as condições de amortecimento e calibra automaticamente a altura do carro no que julga ideal. Apertando um botão no console, deixo a suspensão mais rígida.

Respaldado pela direção elétrica e por freios bem calibrados, ele se mostrou confortável para dirigir. É verdade que o nível de equipamentos e o tamanho acabam jogando contra na hora de o motor mostrar serviço. Com sua marca de 10,7 segundos para ir de 0 a 100 km/h, o C5 perde fácil para Laguna e Peugeot 407, para não falar dos alemães. É nessa hora que se sente o peso de sua 1,5 tonelada - até 150 quilos mais que nos outros. Por sua vez, o câmbio manual com cinco marchas bem escalonadas faz com que ele tenha engates fáceis e justos. Logo se nota que o carro tem atributos para agradar quem procura conforto e espaço interno, desempenho que não desaponta e belo design, mas sem revoluções de estilo. A única dúvida é se, quando chegar ao Brasil, ele terá preço competitivo para fazer frente aos alemães.

SEM HIDRO

Para cativar quem prefere a pegada mais esportiva à confortável, o C5 abriu uma exceção à suspensão hidropneumática e oferece uma versão tradicional. Nas dianteiras, ele herda componentes do Peugeot 407. A Citroën diz que locadoras e clientes corporativos ainda preferem o modo de amortecimento convencional.


VEREDICTO
Mais moderno, equipado e estiloso que o anterior, o C5 melhorou bastante e agora pode até conquistar novos compradores para a Citroën.





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