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Carros | Impressoes ao dirigir
Ford Edge SEL
Dezembro 2007

Ford Edge SEL

Por conta própria: O crossover que a Ford deve lançar no Brasil ainda em 2008, já está à venda no mercado independente

Por Paulo Campo Grande | fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Quando apresentou o Edge no Salão de São Paulo, em outubro de 2006, a Ford disse que queria avaliar a receptividade do mercado. Naquela época, o crossover não era vendido nem nos Estados Unidos, onde só estreou no fim do ano. Desde então, a Ford faz mistério. "Sempre existem estudos, mas, no momento, não temos nenhuma definição", afirmam os executivos da empresa, com um discurso que não diz nem sim nem não. O mistério continua, mas extraoficialmente o carro já tem até data para desembarcar no Brasil: segundo semestre de 2008. A Ford já homologou o motor para rodar no país.

Para os que não querem esperar, porém, as lojas do mercado independente já têm o Edge para pronta entrega. A loja Pulsare, de São Paulo, trouxe a unidade mostrada aqui. Trata-se de uma versão SEL completa que está à venda por 195 000 reais. Não se sabe se essa será a versão trazida pela Ford nem qual o preço oficial. São três as opções: SE, SEL e Limited, sempre com motor 3.5 V6 de 265 cv.

Levando em conta que o Fusion, parente próximo do Edge, chega na versão SEL, a possibilidade de essa ser a escolhida é grande. O preço da fábrica deve ficar mais em conta que o do mercado independente, uma vez que a Ford do Brasil compra o carro "direto da fábrica", enquanto o importador depende de um revendedor Ford. Lá no Canadá, a versão SEL custa 32 000 dólares, cerca de 57 000 reais. Com impostos, transporte e margem de lucro, o Edge trazido pela Ford chegaria aqui por cerca de 120 000 reais. Uma coisa é certa: ele será mais caro que o Fusion (82 790 reais), principalmente, porque é fabricado em Ontário, no Canadá, enquanto o Fusion vem de Hermosillo, México, país com o qual o Brasil tem facilidades comerciais.

O Edge usa a mesma arquitetura do Fusion. Por arquitetura entenda-se não só a plataforma, mas todos os demais componentes que a fábrica conseguir compartilhar: sistemas de freios e direção, parte elétrica etc. Nas fotos, o estilo "bold" da carroceria faz o Edge parecer mais compacto que o alongado Fusion. As grandes rodas (aro 18) instaladas nas extremidades do chassi e as linhas arredondadas do design enganam. A gente só percebe o real tamanho do Edge chegando perto. Ele tem 4,71 metros de comprimento e 1,92 de largura. Por dentro, o Edge oferece mais espaço que um Explorer (que é maior no comprimento, mas menor na largura).

Do alto do seu posto, o motorista tem a sensação de estar em um ambiente arejado. A posição de dirigir é confortável, a visibilidade é boa e não faltam porta-trecos tamanho-família. Mas o que mais chama atenção é o acabamento. As cores marrom e bege da unidade avaliada ajudam a criar uma atmosfera de refinamento. Mas os materiais do painel têm mesmo qualidade superior, com plástico sólido e alumínio decorado. O velocímetro e o conta- giros são de alumínio bege. E o corte do couro dos bancos foi inspirado na indústria da moda.

O nível de ruído a bordo é dos mais baixos. Mesmo sem fazer a medição com instrumentos, podemos afirmar que é comparável a modelos de luxo como BMW e Mercedes. Também não faltam equipamentos para tornar a vida a bordo mais agradável. O sistema de som conta com uma tela de cristal líquido do tipo touch-screen. E o volante multifuncional, além das tarefas mais comuns, como o acionamento do piloto automático, permite o ajuste da ventilação e da temperatura do ar-condicionado.

Quem viaja atrás encontra espaço de sedã grande para as pernas. Além disso, os encostos dos bancos são reclináveis. No porta-malas cabem nada menos que 900 litros de bagagem, podendo chegar a 1950 litros, com os bancos traseiros rebatidos. Divididos na proporção 1/3-2/3, eles rebatem eletricamente, ao toque de um botão localizado na parede lateral do porta-malas.

Dinamicamente, o Edge se comporta como um Fusion montado em uma suspensão mais alta e com pneus de uso misto. O Edge é tão confortável quanto o sedã. Seu rodar é bastante macio e o motorista só percebe a interação do carro com a estrada porque os pneus 245/60 R18 têm boa área de contato com o piso. Assim como no Fusion, porém, é elogiável a firmeza do conjunto nas curvas. O motorista só vai precisar do sistema eletrônico anticapotagem (que a Ford trouxe da Volvo) se abusar.

O motor V6, com bloco de alumínio e 24 válvulas, garante a boa performance. Segundo a fábrica, o Edge faz de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos e atinge a velocidade máxima de 180 km/h, limitada eletronicamente. A tração é dianteira e o câmbio é automático de seis marchas. No trânsito, o Edge é um veículo ágil, apesar de suas dimensões.

Com esse motor, o visual e o acabamento de qualidade o Edge tem grande chance de repetir, aqui, o sucesso Fusion. Mesmo custando mais caro.


VEREDICTO
Confortável e bem acabado, é um prato cheio para quem gosta de crossovers.





» FOTOS

EDGE SEL - R$ 195 000

A versão traz opcionais como o som com tela de cristal líquido e o ar-condicionado com duplo comando.

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