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Carros | Impressoes ao dirigir
Nissan Tiida SL
Agosto 2007

Nissan Tiida SL

Teto alto, perfil baixo: O hatch da Nissan chega com espaço interno, mas seu preço indica uma expectativa discreta nos números de venda

Por Adriano Griecco | Fotos: Marco de Bari
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O Tiida já é nosso conhecido desde fevereiro passado. Na ocasião, o editor Marcelo Moura avaliou em Las Vegas, nos Estados Unidos, o hatch médio - lá chamado de Verso - que a Nissan acaba de lançar no Brasil. O leitor mais atento dirá que, além de vermelho, o carro que fotografamos tinha exatamente as mesmas rodas deste que mostramos agora. Na época, o pessoal da Nissan do Brasil queria saber o que Marcelo tinha achado do carro. Ele foi categórico. "Se custar tanto quanto um Peugeot 307, acho difícil, o carro de vocês não parece requintado. Se custar menos, vale a pena, ele é espaçoso e honestíssimo. E aí, para que lado vai?" O funcionário da empresa não respondeu.

A resposta veio agora. E o Tiida S, a versão mais barata, chega custando 53 290 reais. É o mesmo que um Peugeot 307. Mas o Nissan não tem o ABS com EBD nem o Brake Assist que o 307 traz de série. Em outras palavras, é tão caro quanto e entrega menos. E não é só isso: por mais 5 200 reais você leva para casa o conterrâneo Sentra, com motor 2.0 (mais potente), mais espaço e portamalas. A versão mais completa do Tiida, a SL, que oferece ar-condicionado digital, ABS, teto solar e bancos de couro, sai por 63 590 reais.

A própria Nissan reconhece que o carro não virá para desequilibrar o mercado. E demonstra isso na expectativa de vendas, estimada em 250 unidades por mês, menos que o PT Cruiser, que vende 300 carros. E quase quatro vezes menos que o 307, o quinto colocado nesse segmento, atrás de Astra, Golf, Focus e Stilo.

Seu visual é moderno. Pelo formato "meio hatch, meio minivan", ele lembra um Fit crescido. O carro foi lançado no Japão em 2004 e faz parte da revolução estilística imposta pelo brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Nissan mundial. Ele veio depois do Murano e do 350Z. E, se você reparar bem, reconhecerá elementos na dianteira, como a grade, que remetem ao utilitário, e, na traseira, lanternas que lembram as do esportivo da marca.

Seguindo a linha de Stilo e 307, o teto do Tiida é alto. Com 1,55 metro de altura, a sensação é de amplidão. Na versão SL que avaliamos, o banco traseiro pode ser deslizado 24 centímetros para a frente, elevando a capacidade do porta-malas para 463 litros. Na S, a mais simples, ele é fixo e o portamalas fica com escassos 289 litros. Essa (in)capacidade tira o Golf (com 330 litros) da lanterna no quesito espaço para bagagem entre os hatches médios. A contrapartida é o bom espaço interno.

Mesmo na posição mais avançada, seria difícil esbarrar os joelhos. Quatro adultos de 1,90 metro viajam com espaço. Um quinto passageiro entraria em luta corporal, uma vez que o espaço para os ombros, na parte de trás, é 9 centímetros menor que no 307. Isso porque, apesar de ser um carro médio, o Tiida usa a mesma plataforma do novo Clio europeu, um carro menor e mais apertado.

O interior do Tiida é agradável. O painel é de plástico sólido e tem desenho conservador, mas as peças têm encaixes precisos e os botões são claros e grandes. Os mostradores fogem do convencional, com três grandes aros separando o conta-giros, o velocímetro - que vai ao centro - e o marcador do nível de combustível. Sentiu falta de algo? Nós também. Não há indicador da temperatura do motor. Uma prática cada vez mais habitual na indústria. Honda Fit e o finado Classe A nacional também não têm. É bom que o motor não aqueça, porque na hora que a luz-espia no painel acender pode ser tarde demais. Outra novidade são as regulagens de altura e de encosto dos assentos dianteiros por meio de duas alavancas, localizadas no lado direito dos bancos - que são revestidos de couro macio na versão SL. Na maioria dos carros, elas ficam no lado esquerdo e apertam as mãos.

Só motor a gasolina
Para o Brasil, a Nissan trará duas opções de Tiida: manual e automática, de quatro marchas. Uma pena, porque em outros mercados o carro é vendido com o câmbio CVT, o mesmo do Sentra. O motor 1.8 também remete ao sedã e é da mesma família do 2.0 16V. Tem bloco e cabeçote de alumínio, 124 cv - ele perdeu 4 cv em relação ao norte-americano, por conta das adaptações feitas para o nosso combustível - e comando de válvulas variável.

Ajudado pelas relações mais curtas de marcha (a sexta jogou as outras cinco para baixo), o Nissan causa boa impressão ao volante, ainda que esteja distante de um comportamento mais esportivo, assim como Stilo e Astra. Mas o escalonamento de marchas mantém o motor sempre cheio e bem disposto, como convém a quem dispõe de 17,5 mkgf de torque se apresentando apenas nas 4 800 rpm. Na prática, você acelera e ele responde com vigor. A suspensão acompanha o ritmo. E seu acerto lembra a do Peugeot 307. É mais firme e passa sensação de segurança nas curvas. Mas falta maciez para encarar o asfalto ruim. Nas imperfeições do piso, o que se ouve é uma batida dura e seca do conjunto. E olha que o povo da Nissan mexeu no acerto de molas e amortecedores - deixando o conjunto mais duro -, para adaptar o Tiida a nossas ruas, aumentando em 1 centímetro sua altura em relação ao solo.

A aposta da Nissan é em um comprador mais racional, que valorize o espaço interno e a garantia de dois anos sem limite de quilometragem - a maior do segmento. A racionalidade será o mote da campanha publicitária. E fica nisso. Motor bicombustível? Difícil. A Nissan afirma estar trabalhando no assunto, mas, para um carro com baixo volume de vendas, é duro acreditar em vôos mais altos.


Ficha técnica

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, gasolina, injeção seqüencial multiponto
Cilindrada: 1 797 cm3
Diâmetro x curso: 84 x 81,1 mm
Taxa de compressão: 9,9:1
Potência: 124 cv a 5 500 rpm
Potência específica: 69 cv/l
Torque: 17,5 mkgf a 4 800 rpm
Câmbio: manual de 6 marchas, tração dianteira
Carroceria: hatchback, 4 portas, 5 lugares
Dimensões: comprimento, 430 cm; largura, 169 cm; altura, 155 cm; entreeixos, 260 cm
Peso: 1 220 kg
Peso/potência: 9,8 kg/cv
Peso/torque: 69,7 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, 289 a 463 litros; combustível, 52 litros
Suspensão: Dianteira: McPherson com barra estabilizadora. Traseira: eixo de torção com barra estabilizadora
Freios: disco ventilado na dianteira, tambor na traseira, com ABS
Direção: pinhão e cremalheira, com assistência elétrica
Pneus: 185/65, aro 15
Principais equipamentos de série: ar-condicionado digital, banco de couro, direção elétrica, ABS, trio elétrico, faróis de neblina, rodas de liga leve
Preço: 63 590 reais - Estréia em um segmento pouco movimentado. E custando mais do que a maioria de seus rivais.





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