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Carros | Impressoes ao dirigir
Mitsubishi Pajero Full HPE
Junho 2007

Mitsubishi Pajero Full HPE

Longa pajelança: Depois de sete anos, a Mitsubishi atualizou o Pajero Full, espécie que, acredite, já esteve ameaçada de extinção

Por Adriano Griecco | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Pouca gente sabe, mas por pouco o Pajero Full não deixou de existir. Em 2000, quando a gigante DaimlerChrysler adquiriu 34% das ações da Mitsubishi, executivos do conglomerado achavam que a vocação do fabricante japonês era fazer automóveis menores e urbanos. E que fabricar utilitários era coisa para Jeep, Chrysler e Mercedes. Com isso, o projeto de reestilização do Pajero Full foi engavetado por ordem do estado-maior. Em 2004, quando a parceria começou a declinar, a Mitsubishi resgatou o antigo projeto. E, em setembro de 2006, apresentou o novo Pajero Full no Salão de Paris.

É o carro que você vê nas fotos. É nada mais que a reestilização do anterior, lançado em 1999. Ele continua com carroceria monobloco, trazendo mais rigidez e conforto, mas ganhou novas frente, traseira e lateral, o que consumiu altos investimentos em estamparia.

A intenção dos designers japoneses - o carro foi desenvolvido na matriz - era deixar o Pajero mais agressivo. Deu certo. Ainda que ele lembre os ingleses Discovery e Range Rover, os faróis retangulares e a grade preta com filetes cromados trouxeram robustez às linhas. O capô é de alumínio, para aliviar peso.

Nas laterais, os retrovisores ganharam luzes indicadoras de direção e desembaçador. A Mitsubishi mexeu na vigia traseira, aumentando seu comprimento e dando aspecto mais homogêneo ao conjunto de janelas. A lanterna traseira ficou mais baixa, e isso também é percebido ao olhar o utilitário de perfil. Atrás, o vidro ficou mais amplo e o estepe foi para o centro da tampa. Segundo a marca, as alterações visam melhorar a visibilidade, mas as mudanças trazem dificuldade extra para os ladrões. Para liberar o estepe, o motorista tem que soltar dois parafusos por dentro da tampa do porta-malas. No geral, o aspecto ficou mais limpo, comparado ao anterior.

No interior, o painel é novo. O rádio passou a ser integrado ao console. Os instrumentos de navegação ficam agora numa tela de cristal líquido que carrega também informações do rádio e do computador de bordo. Antes, existia um mostrador digital exclusivo para barômetro, bússola e altímetro. Apesar das linhas atuais, a disposição dos comandos do ar-condicionado e dos botões não foi alterada. Até a posição das saídas de ar continua semelhante à do modelo anterior. Mexer nos dutos aumentaria demais a conta das modificações. Para os passageiros, pouca coisa mudou. Permanecem o bom espaço interno e a terceira fileira de bancos, rebatíveis, no porta-malas.

Mecanicamente, a maior novidade é o motor. O V6 a gasolina recebeu o MIVEC (Mitsubishi Innovative Valve timing-and-lift Electronic Control), sistema que trabalha como um comando de válvulas variável, gerenciando a abertura e o tempo das válvulas para melhorar o desempenho do motor. Agora são 250 cv, 17 a mais que o anterior. Mas, uma vez que 70% dos Pajero Full vendidos são da versão turbodiesel, foi ele o escolhido para esta avaliação. O motor é o mesmo quatro-cilindros em linha que equipava o modelo anterior. Com a adoção da injeção common-rail, ele manteve os 165 cv mas, segundo a marca, melhorou em consumo e em emissões.

No paredão
Parte do bom desempenho do Mitsubishi - dentro e fora das estradas de terra - vem da eletrônica. Além das opções de tração (4x2, 4x4, 4x4 com bloqueio do diferencial central e 4x4 reduzida), o Pajero tem o EBAC (Engine Brake Assist Control). Em conjunto com a tração, o sistema freia uma ou outra roda para melhorar o desempenho nas subidas (e também nas decidas). Em um paredão íngreme, a eficiência do conjunto foi comprovada. Com a reduzida engatada, conforme uma ou outra roda patinava, o Pajero transferia a força para outra e seguia em frente. E ainda mostrava a roda que estava sendo travada, por meio de uma ilustração no centro dos mostradores. No tal paredão, o trabalho era só o de acelerar.

A fábrica também mexeu no acerto da suspensão. Molas e amortecedores estão mais firmes, para que a carroceria oscile menos durante as curvas, frenagens e acelerações. É difícil dizer se melhorou em relação ao anterior. O que constatamos é que, nesse aspecto, o Pajero está no mesmo nível de seus rivais.

A reestilização chega em boa hora. No ano passado, o Full vendeu 1 973 unidades, seu melhor desempenho desde que desembarcou por aqui, em 1991. Hoje, 11 713 Pajero rodam por nossas ruas. O novo Pajero Full HPE turbodiesel ficou 10 000 reais mais caro. Custa agora 184 990 reais. A versão GLS, menos equipada, sofreu o mesmo aumento e sai por 164 990 reais. Como principais concorrentes em nosso mercado, há o Nissan Pathfinder (188 000 reais) e o Toyota Land Cruiser Prado (181 000 reais).


Ficha técnica

Motor: dianteiro, londigudinal, 4 cilindros em linha, 16V, commonrail, turbodiesel
Cilindrada: 3 200 cm3
Diâmetro x curso: 98,5 x 105 mm
Taxa de compressão: 17:1
Potência: 165 cv a 3 500 rpm
Potência específica: 43,4 cv/l
Torque: 38,1 mkgf a 2 000 rpm
Câmbio: automático, seqüencial, de 5 marchas, tração 4x4
Carroceria: utilitário, 5 portas, 7 lugares
Dimensões: comprimento, 490 cm; largura, 187 cm; altura, 187 cm; entreeixos, 278 cm
Peso: 2 865 kg
Peso/potência: 17,4 kg/cv
Peso/torque: 75,1 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, 690 litros; combustível, 88 litros
Suspensão: independente com braços triangulares na dianteira e independente multilink na traseira
Freios: disco ventilado nas 4 rodas, com ABS
Direção: pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica
Pneus: 265/65, aro 17
Principais equipamentos de série: duplo airbag, ar-condicionado, computador de bordo, trio elétrico

Preço: 184 990 reais - A versão top da linha Pajero vive sua melhor fase por aqui. Vendeu quase 2 000 carros em 2006

Veredicto
O Pajero continua ágil no fora-deestrada, dessa vez com a ajuda da eletrônica. E o visual melhorou.





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