
O curioso é que os dois pequenos grandes rivais são filhos da mesma costela. Com tamanho aproximado ao de um Kia Picanto, eles acomodam quatro ocupantes e são derivados de um carro-conceito chamado Lucciola, apresentado em 1992 pelo estúdio italiano Italdesign. O projeto foi oferecido para a Fiat para ser o sucessor do Seicento, mas acabou sendo comprado pela coreana Daewoo e chegou ao mercado em 1997, rebatizado de Matiz. A Daewoo foi comprada pela GM e tempos depois a Chery lançou o QQ (em 2003) e a GM, o Spark (em 2005).
A semelhança entre os dois acabou nos tribunais. A GM acusou a Chery de plágio, mas não deu em nada. A Chery alegou que teria comprado o projeto da Daewoo antes de a coreana falir. O fato é que a questão acabou virando briga de rua. Ou melhor, de mercado. E deve se reproduzir aqui.
Os chineses estão arrumando as malas para aportar no Brasil daqui a um ano. Da bagagem de ambos consta um item com forte capacidade de sedução, o preço. Na Venezuela, onde já estão à venda, um Spark básico - que é produzido na cidade de Valência - custa cerca de 18 000 reais. O QQ vem da China e sai por 21 000 reais. Além do preço, o que mais eles oferecem?
DEFASADOS?
O desafio das fábricas chinesas é oferecer produtos baratos com bom padrão de qualidade, segurança e baixas emissões. Por enquanto, as empresas estão se saindo melhor nos segmentos de entrada, menos exigentes. Mas o aperfeiçoamento é uma questão de tempo. A nova geração de motores ACTECO da Chery, por exemplo, conta com bloco e cabeçote de alumínio e injeção direta de combustível e atende aos padrões de emissões Euro 4. Foi desenvolvida em parceria com a tradicional empresa de engenharia austríaca AVL.
>> Chery QQ





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