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Carros | Impressoes ao dirigir
Citroën C4 Picasso
Dezembro 2006

Citroën C4 Picasso

Obra maior: Mais espaçosa, confortável e bem equipada, a nova Picasso chega em março

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Christian Castanho
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Se você tem uma Xsara Picasso, pode ter ficado apreensivo ao se deparar com esta página. Calma. A C4 Picasso, que estará nas lojas em março de 2007, não vai tirar a sua de linha. Aliás, de acordo com a Citroën, nem aqui nem na China, onde ela também é comercializada. Faz sentido. A diferença entre as duas é tão grande que elas poderão coexistir sem conflitos. A começar pelo preço: no Brasil, enquanto a Xsara Picasso custa entre 58 315 e 73 380 reais, a C4 Picasso parte de 90 000 reais, de acordo com a fábrica. Por aqui, a Xsara não vai precisar nem de reposicionamento rápido, como é comum acontecer quando a família aumenta e se faz necessário repartir o espaço para dar lugar ao filho recém-chegado.

Externamente, a C4 Picasso é menos surpreendente do que a Xsara Picasso foi quando estreou, no outono de 1998, em Paris. Seu perfil é mais previsível. Mesmo assim, a nova Picasso é bastante inovadora. Ela é maior que a Xsara (32 centímetros no comprimento, 8 na largura e 3 na altura), mas sua carroceria se estreita nas extremidades, fazendo com que ela pareça menor. Repare como o capô é pequeno. Os faróis e as lanternas têm formas angulosas que lembram a fase cubista do Picasso, o pintor. Mas as melhores surpresas estão dentro da cabine da minivan.

O ângulo de visão do motorista, na vertical, é de 70 graus, ou seja, o dobro da amplitude normal de uma minivan. O recurso do pára-brisa que invade o teto proporciona a sensação de estar no cockpit de uma pequena aeronave. O teto solar, por sua vez, ocupa a maior parte da cobertura que resta sobre os passageiros. Segundo a fábrica, ele ocupa uma área de 6,4 m2. Para os lados, as vigias também são enormes - graças aos montantes estreitos. Para os dias claros, o teto solar tem uma proteção e os quebra-sóis são acoplados a cortinas (como as que existem no TGV, o trem-bala francês) que reduzem significativamente a incidência de luz frontal. O motorista dirige em uma posição bem afastada da base do pára-brisa, característica que cobra um tempo para reconhecimento do espaço interno e das dimensões externas da carroceria. Na Xsara, em instantes, eu me sentia vestindo o carro. Mas não demora e a gente também fica à vontade na C4.

Cabine de avião

Para todo lado que se olhe há alguma novidade na cabine. Compartimentos, por exemplo, são em número de quatro: dois na parte superior do painel, um no centro e um no lugar onde os porta-luvas sempre estão, à frente do passageiro. A alavanca do câmbio fica na coluna da direção. O volante, assim como o do C4 hatch, tem o cubo fixo, mas, como tem diâmetro maior, dá mais liberdade para as mãos do motorista, nas manobras e no acionamento dos comandos localizados no centro, junto com o airbag. O freio de mão é elétrico e tem acionamento e liberação automáticos.

O painel central é um show à parte e reforça aquela sensação de cabine de avião. O visor de cristal líquido é amplo, colorido e cheio de informações como velocímetro, computador de bordo, temperatura e o conta-giros esquecido no projeto da Xsara Picasso. Assim como em alguns tocadores de MP3 e sites de música, o visor pode ter a cor de fundo modificada de acordo com o gosto do motorista. São sete opções para a parte central (azul, índigo, "noite", vermelho, laranja, verde e bege) e cinco nas seções das laterais (prata, branco e três variações de azul).

Como carro familiar, a C4 Picasso também oferece atrações para os outros ocupantes. O ar-condicionado tem controles para o pessoal que viaja na traseira e, na dianteira, comandos nas extremidades do painel para que o passageiro possa ajustar temperatura diferente da do motorista. Os visores, nesse caso, têm fundo na cor laranja. A C4 Picasso tem três fileiras de bancos individuais, com lugar para sete pessoas. Nas costas dos bancos dianteiros há mesinhas dobravéis, como nos aviões, com luz de leitura. Todos os assentos são rebatíveis. E a capacidade do porta-malas de 208 litros (com sete assentos) pode chegar a 1 951 litros (com dois lugares), suficientes para fazer a mudança de um filho quando chega a hora de ele ir morar sozinho.

Nem todos os recursos mostrados aqui estarão necessariamente a bordo do modelo que chegará às lojas, em março. Para vender a C4 Picasso ao preço previsto, a Citroën deverá abrir mão de alguns equipamentos, como o teto solar panorâmico, o sistema que avisa a mudança involuntária de faixa e outro que mede a distância da vaga na hora de estacionar. A unidade apresentada aqui é a mesma que esteve no Salão do Automóvel. Veio da França só para o evento. Seu câmbio robotizado de seis marchas, que tem o acionamento da embreagem e os engates elétricos, não deve cruzar o Atlântico - assim como a suspensão traseira pneumática. No Brasil, a C4 Picasso vai contar com o câmbio automático seqüencial de quatro marchas e a suspensão deverá ser de molas e amortecedores convencionais, como os que equipam o C4 VTR.

Caso o pacote francês fosse mantido, no entanto, ele não passaria sem as costumeiras adaptações. A transmissão precisaria ser encurtada e a suspensão teria de ficar mais firme. Em nosso test-drive, sentimos falta de melhores respostas do câmbio e de maior equilíbrio da carroceria. O motor 2.0 16V de 143 cavalos, que equipa o C4, já é presença confirmada, o que só reforça a necessidade de um câmbio mais esperto para tirar a minivan da inércia, uma vez que ela é mais pesada que o hatch. Segundo a fábrica, a C4 Picasso 2.0 16V igual à avaliada faz de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atinge 195 km/h de velocidade máxima.

O tempo que passamos com a C4 Picasso serviu para conhecermos melhor esse modelo que representa uma considerável evolução em relação ao "estilo" Xsara, tanto na forma como trata as pessoas a bordo, com mais espaço e conforto, quanto no conteúdo, com os equipamentos que traz. Para os fãs de Picasso, uma nova fase se apresenta.

Ficha técnica

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, DOHC
Cilindrada: 1 997 cm3
Diâmetro x curso: 85 x 88 mm
Taxa de compressão: 10,8:1
Potência: 143 cv a 6 000 rpm
Torque: 20,4 mkgf a 4 000 rpm
Câmbio: manual robotizado, de 6 marchas, tração dianteira
Carroceria: monovolume, aço estampado, 4 portas, 7 lugares
Dimensões: comprimento, 459 cm; largura, 183 cm; altura, 169 cm; entreeixos, 273 cm
Peso: 1 560 kg
Peso/potência: 10,9 kg/cv
Peso/torque: 76,5 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, 208 a 1951 litros; combustível, 60 litros
Suspensão: Dianteira: McPherson, com amortecedores hidráulicos. Traseira: eixo de torção, com elementos pneumáticos.
Freios: discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira
Direção: hidráulica progressiva, do tipo pinhão e cremalheira
Rodas e pneus: liga leve, aro 17, 215/50 R 17
Principais equipamentos de série: ar-condicionado, airbags, computador de bordo, ABS, ESP, faróis de xenônio.
Preço: 90 000 reais (previsto)

Veredicto
Uma boa opção para os fãs de Picasso que desejam mais motor, equipamentos e sete lugares. E não se importam de pagar a mais por isso.





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