
Briga boa Qualidades para pleitear uma boa atuação a Grand Tour tem. Seu interior repete a receita encontrada no sedã. No painel, feito de plástico agradável ao olhos e aos dedos, são círculos para todos os lados, incluindo os marcadores, os botões do ar-condicionado, a base da alavanca de câmbio e o detalhe que abriga o logo da marca no volante. Para quem vai atrás, a versão avaliada, Dynamique, trazia cortinas nas janelas - a Renault ainda não confirma o item - e um descansa-braço central que se abre e vira um porta-objetos. A perua herdou da Scénic a profusão de porta-trecos. São dois no assoalho, em frente aos bancos dianteiros, um em cada porta, dois no console central e outro abaixo do assoalho traseiro, junto do estepe.
O espaço interno é bom e a cabine é ampla graças ao entreeixos de 2,69 metros. Em relação à Fielder, a Grand Tour é 9 centímetros maior. O porta-malas tem bom acesso e comporta, com a cobertura plástica puxada, 520 litros. A Toyota é mais modesta e tem 411 litros. Sem cobertura, a capacidade da Renault salta para 780. E, deitando-se os bancos bipartidos, são 1600 litros.
A Renault não fala em preço. Mas uma regra-de-três pode dar uma pista. A Fielder tem motor 1.8 de 136 cavalos e custa 66000 reais na versão manual. Um Corolla Xei com o mesmo motor e câmbio sai por 60000 reais. O Mégane Expression 1.6 16V custa 54490 reais. Respeitando-se a diferença de preço entre um Corolla e uma Fielder, a Grand Tour Expression deverá custar cerca de 61000 reais. A top de linha, 2.0 16V Dynamique, vai beirar os 72000 reais, 11900 reais a menos que a 307 SW.
Na pista de Interlagos, a perua mostrou que tem conjunto motriz acertado. O motor 2.0 16V de 138 cavalos - só a gasolina -, atuando com o câmbio de seis marchas, mostra valentia, ainda que solicite constantes trocas de marcha. A adoção da sexta marcha tornou as outras cinco mais curtas. Nas ruas, isso se traduz em agilidade, ainda mais quando carregada. A suspensão é complacente demais em curvas e permite que a carroceria incline além do desejável. A contrapartida é um rodar mais suave em pisos acidentados. Nunca é demais lembrar que o modelo que avaliamos era um pré-série, ainda sem o refinamento do acerto de suspensão. Aliás, um ponto que vai merecer atenção dos engenheiros da Renault. Afinal, quem tem a Fielder na mira não pode esquecer que a família Corolla é referência no assunto.
Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 16V, gasolina, injeção multiponto
Cilindrada: 1998 cm3
Diâmetro x curso: 82,7 x 93 mm
Taxa de compressão: 9,8:1
Potência: 138 cv a 5500 rpm
Potência específica: 86,3 cv/l
Torque: 19,2 mkgf a 3750 rpm
Câmbio: manual de 6 marchas, tração dianteira
Carroceria: perua, 4 portas, 5 lugares
Dimensões: comprimento, 450 cm; largura, 178 cm; altura, 147 cm; entreeixos, 269 cm
Peso: 1290 kg
Peso/potência: 9,34 kg/cv
Peso/torque: 43,7 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, 520 litros; combustível, 60 litros
Suspensão: Dianteira: independente do tipo McPherson Traseira: barra de torsão com molas helicoidais
Freios: disco nas 4 rodas, com ABS
Direção: pinhão e cremalheira, com assistência elétrica
Pneus: 205/55 R16
Principais equipamentos de série: ar-condicionado, ABS, brake-light, computador de bordo, CD player com comandos no volante, direção hidráulica, espelhos, travas e vidros elétricos, rodas de liga leve
Preço: 72000 reais (estimado)
Veredito
Tem mais espaço interno, mais porta-malas e duas opções de motor. Se vier com preço competitivo, pode abalar as vendas da Fielder.




