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Carros | Impressoes ao dirigir
Peugeot 206 1.4
Fevereiro 2004

Peugeot 206 1.4

Novo fôlego para o leão: com leves alterações estéticas, o 206 tem como principal novidade o motor 1.4, igual ao do Citroën C3

Por Luiz Guerrero / fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Tido como referência em estilo até pelas marcas concorrentes, o Peugeot 206 sofre a primeira grande mudança desde que passou a ser fabricado em Porto Real (RJ), em 2001. As transformações estéticas resumiram-se a alguns retoques, como se nota pelas fotos ao alto. As alterações mecânicas foram mais significativas com a chegada do motor 1.4 e com a recalibragem da suspensão. O pacote se fecha com as novas denominações da gama. A linha passa a contar com quatro versões: Sensation, exclusiva para o 1.0 16V; Présence 1.4 e 1.6, intermediária; e a mais completa, cujo provável nome, Griffe, não havia sido confirmado até o fechamento desta edição, também com motores 1.4 e 1.6. O esportivo Rallye 1.6 continua em catálogo. Os preços também não haviam sido confirmados. Mas pode-se deduzir que a versão 1.4 partirá dos cerca de 25000 reais. A marca acredita que essa motorização se tornará o carro-chefe das vendas e está apostando todas as fichas nela. Daí a estratégia de fixar um preço competitivo para o modelo.

Pelo que se leu até aqui, conclui-se que a expressão "nova geração" usada pela Peugeot para definir a linha que chega às lojas neste mês carrega certo exagero. As mudanças de estilo mais marcantes limitam-se à adoção de uma grade plástica em forma de colméia na entrada de ar frontal e ao logotipo na tampa traseira: o leão, símbolo da marca francesa, cresceu, saiu da moldura da placa e assumiu posição de maior visibilidade, como no irmão mação, segundo a marca, dos compradores, baseados na crença de que tecido escuro esconde melhor as marcas do uso. Esta é a maior novidade encontrada dentro do 206, junto com o painel em duas cores e com os trincos pintados de alumínio.

Outra decisão bancada pela filial brasileira foi a adoção do motor 1.4, compartilhado pela Citroën - do mesmo Grupo PSA - em algumas versões do C3. Feito integralmente de alumínio para os carros com ar-condicionado (nos demais 206 o bloco é de ferro), o motor é trazido da França, mas logo ganhará cidadania nacional. Uma fábrica, criada para a construção do equipamento, está sendo erguida em Porto Real e deve começar a operar até o fim do semestre.

Foi essa versão, integralmente equipada, que avaliamos com exclusividade por 300 quilômetros. No percurso, feito na maior parte em rodovia, ficou clara a vantagem do motor 1.4 8V de 75 cavalos sobre o 1.0 16V (70 cavalos), comprado da Renault. Os 5 cavalos extras a rigor não fazem tanta diferença, mas os quase 3 mkgf de torque ajudam muito. Fora isso, o quatro cilindros tem funcionamento menos áspero e é mais silencioso. Comandado por uma caixa de cinco marchas de engates suaves e relações bem dosadas, mostrou que tem boa elasticidade. O torque de 12 mkgf (2800 rpm), somado à redução da relação final no diferencial em 12,5% em comparação ao carro europeu, favorece as arrancadas na cidade e, na estrada, ajuda a manter o carro em alerta nas ultrapassagens. A 100 km/h, o ponteiro do conta-giros estanca nas 3000 rpm, condição em que o nível de ruído não chega a incomodar. O painel da versão tem fundo em cor de alumínio com iluminação noturna em vermelho, uma combinação que não ajuda na leitura. O que também atrapalha é a posição dos botões dos vidros elétricos.

Os comandos deste 206 continuam suaves. Equipado com todos os itens disponíveis, entre os quais o limpador de pára-brisa automático, e dotado de bancos com espuma de boa densidade e eficientes apoios laterais, cumpriu o trajeto sem castigar o motorista. A suspensão manteve a calibragem voltada para o conforto mas mostrou-se firme quando provocada nas curvas. O conjunto foi retrabalhado para gerar menos ruído, uma das preocupações do fabricante na renovação do 206. O pente-fino incluiu a checagem geral das junções dos plásticos de revestimento interno. À primeira vista, o objetivo foi cumprido: nenhum grilo estridente pegou carona neste carro.

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 1360 cm3
Diâmetro x curso: 75 x 77 mm
Taxa de compressão: 10,5:1
Potência: 75 cv a 5500 rpm
Torque: 12 mkgf a 2800 rpm

Câmbio
Manual, 5 marchas, tração dianteira

Suspensão
Molas helicoidais e amortecedores pressurizados
Dianteira: Independente, do tipo McPherson
Traseira: Barra de torção, com braços arrastados

Freios
Disco na dianteira e tambor na traseira

Direção
Hidráulica, do tipo pinhão e cremalheira

Rodas e pneus
Liga leve, aro 14; 175/65 R14

Principais itens de série
ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de liga leve, vidros elétricos, sensor de chuva, faróis com
acendimento automático

Preço
não divulgado





» FOTOS


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