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Carros | Impressoes ao dirigir
Kia Sportage
Outubro 2004

Kia Sportage

Mudança lenta e radical: o utilitário esportivo coreano cresceu em tamanho, potência e conforto. E encara os rivais japoneses de igual para igual

Por Adriano Griecco / fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Ao contrário da impermanência tão comum nos dias de hoje, houve um tempo em que os utilitários não mudavam por longos anos. Você deve se lembrar dos jipes Willys, Bandeirante e Land Rover, entre outros. A exemplo de seus antigos colegas 4x4, o pequeno utilitário da Kia contrariava a atual regra. Lançado em 1993, chegou dois anos mais tarde por aqui e permaneceu praticamente o mesmo por 11 anos.

Para ser exato, até que ele sofreu alguma mudança nesse tempo. Ganhou retoque na grade e novo motor. Entre o público, o Sportage ficou conhecido pela excelente relação custo/benefício. Em meados da década de 90, ele era o 4x4 diesel mais acessível em nosso mercado. Vendeu 15300 unidades, número que o transformou no segundo carro mais vendido da Kia, atrás apenas da Besta, a "dama do lotação", que atingiu os 50000 carros comercializados.

Em relação à primeira geração, só o nome ficou. À primeira vista, ele parece ser o irmão menor do Sorento, idéia reforçada pelas linhas mais robustas que as da geração anterior. Na traseira, grandes lanternas chamam atenção, ainda mais que o estepe saiu da traseira e se escondeu embaixo do porta-malas, que agora conta com abertura independente do vidro. Os grandes faróis lembram os do Sorento, assim como a grade. A impressão - verdadeira, diga-se - é que o Sportage ficou maior. São apenas 2,5 centímetros no comprimento, mas ganhou 10 na largura e ficou 7,5 centímetros mais alto. A massa muscular deixou o utilitário 100 quilos mais pesado, totalizando 1683 quilos.

Por baixo do aspecto anabolizado, uma mudança estrutural. O Sportage anterior era montado sobre chassi. Este é monobloco e incorpora conceitos como o da carroceria de deformação programável. Ainda que a nova geração tenha 2 centímetros a menos de entre-eixos, o espaço interno continua bom, graças também aos 7,5 centímetros a mais na altura, que proporcionam um interior mais arejado. Mesmo equipado com tração 4x4 permanente com bloqueio do diferencial, o Sportage dispensa o trabalho pesado. Seus ângulos de ataque e de saída foram reduzidos, passando, respectivamente, de 36 e 33 graus para 30 e 28 graus. Só a altura em relação ao solo permaneceu praticamente a mesma: 20,2 centímetros, 2 milímetros mais alta que a anterior.

A Kia pretende importar, a partir de janeiro de 2005, os modelos 2.0 16V e 2.7 V6, a gasolina, e o 2.0 turbodiesel, nas versões manual ou automática. Nós avaliamos a turbodiesel, de 112 cavalos, com câmbio manual. O motor veio da Hyundai e é o mesmo que equipa a minivan Carens na Europa. Ele traz recursos como o common-rail, que aumenta a pressão de combustível no sistema de injeção, proporcionando queima mais eficiente de combustível - o que se traduz em mais potência. O sistema não existia no modelo anterior, que desenvolvia apenas 87 cavalos.

"Nosso" Sportage tinha apenas 150 quilômetros rodados. Com o motor preso, ele não disfarçou certa preguiça nas arrancadas. Por outro lado, agradou nas retomadas. Com a alavanca de câmbio de engates macios e precisos e rápidas respostas ao volante, o jipe sabe satisfazer tanto motorista como passageiros, que desfrutam de conforto ao rodar. Também ninguém vai achar que está a bordo de um sedã. A posição mais elevada - e privilegiada - de dirigir não nos deixa esquecer que se trata de um utilitário esportivo. Ainda que você consiga abstrair esse fato, certamente será acordado para a realidade pela inclinação em demasia em curvas acentuadas. Mesmo contando com suspensão independente nas quatro rodas, a sensação de insegurança pega carona nessas situações. Para ajudar, o Sportage conta com controle de estabilidade e freios com ABS e EDB, itens que não eram nem opcionais na primeira geração.

Em se tratando de um diesel, ele é silencioso. O ruído é característico, mas em um volume aceitável. Na cabine, encontra-se plástico injetado em profusão, ao costume dos carros coreanos e japoneses. São diferentes texturas - o revestimento é liso nas portas e mais poroso em certas partes do painel. O console central, de plástico que imita metal, abriga o rádio e os comandos do ar-condicionado. Para os caronas de trás, uma boa notícia: os bancos da segunda fila podem ser inclinados - comodidade que não existia na geração anterior, apenas no Grand Sportage, que deixou de ser fabricado.

A Kia ainda não definiu o preço do Sportage. Mas a estratégia deve continuar a mesma: uma boa relação custo/benefício com preço abaixo do dos rivais. A versão mais barata do utilitário, a 2.0 16V gasolina, deverá custar algo como 85000 reais. Tendo em vista que Honda CR-V e Toyota RAV4 são mais caros e custam 119000 e 120000 reais, pode ser um bom negócio. Mas ainda há o Mitsubishi Pajero TR4 feito aqui e que custa 71970 reais, mas que tem uma vocação menos urbana que o Sportage.

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 4 cilindros, turbodiesel
Cilindrada: 1991 cm3
Potência: 112 cv a 4000 rpm
Torque: 25,0 mkgf a 2000 rpm

Câmbio
Manual de 5 marchas

Carroceria
Sedã, 4 portas, 5 lugares
Dimensões: Comprimento, 451 cm; largura, 171 cm; altura, 148 cm; entre-eixos, 253 cm
Peso: 1211 kg
Peso/potência: 10,5 kg/cv
Peso/torque: 76,6 kg/mkgf
Volumes: Porta-malas, 328 l; tanque de combustível, 50 l

Principais itens de série
ABS, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, tração permanente

Preço
85 000 reais (estimado)





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