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Carros | Impressoes ao dirigir
Fiat Idea
Setembro 2005

Fiat Idea

Idéia própria - Bonita, inteligente e bem servida de equipamentos, a minivan Idea chega com preço tentador

Por Paulo Campo Grande / fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Os candidatos a uma minivan compacta acabam de ganhar um bom problema. Antes, a resposta para a dúvida podia ser encontrada em duas redes autorizadas, Chevrolet e Honda. Bastava optar entre Meriva e Fit - personalidades bastante distintas, diga-se. Com a chegada da Fiat Idea, a decisão vai ficar mais complicada. A mais nova minivan do mercado chega às lojas este mês carregada de novidades. Ela estréia com duas versões de acabamento, ELX e HLX, e duas motorizações, 1.4 e 1.8 Flex, além de trazer recursos inéditos em seu segmento, como vidros laterais laminados, telefone celular com tecnologia Bluetooth e um grande teto solar elétrico, entre outros itens. O preço? Nas versões básicas, a ELX 1.4 custa 38620 reais e a HLX 1.8, 44980 reais. Sua concorrente mais próxima, a Meriva, na opção de entrada, 1.8 Joy, sai por 45668 reais. Já com o Fit a conversa começa nos 43760 reais da versão LX 1.4.

O lançamento da Fiat põe fim a um mistério de quase dois anos. Desde que a Idea foi apresentada na Europa, em 2003, especulava-se sobre como seria a versão brasileira. Do nome à plataforma, passando por detalhes de estilo e conteúdo, tudo poderia ser mudado. Agora se sabe que a decisão de fazer uma minivan estava na agenda da fábrica de Betim (MG) desde 1999.

A principal diferença entre a Idea nacional e a italiana é a que menos aparece. Está na plataforma (veja texto na página seguinte), que, em uma descrição mais que simplista, é a base sobre a qual se estrutura a carroceria. Enquanto a italiana tem o Punto como referência, a nossa utiliza a mesma que deverá ser usada pelo futuro Palio. É a partir da plataforma, cujo projeto leva em conta até o tipo de piso sobre o qual o carro vai rodar, que a engenharia determina como serão conjuntos importantes como suspensões, freios e direção. Sob esse aspecto, pode-se dizer que a Idea nacional é uma prima em segundo grau da italiana. Elas são parecidas, têm as mesmas dimensões e design (feito em parceria pelo Centro Estilo Fiat e a Italdesign-Giugiaro), mas diferem em vários pontos. Como no painel, que a Idea brasileira herdou do Palio. O da nossa é completamente diferente do que equipa a Idea italiana - o qual tem os instrumentos na posição central, em vez de deslocado para o lado do motorista.
A versão nacional começou a sair do papel em meados de 2002, quando sua prima européia já estava praticamente pronta. O primeiro passo para a realização do projeto foi uma pesquisa de mercado que a Fiat fez para saber como deveria ser a minivan do ponto de vista do potencial comprador (veja texto na página 90). Com esse estudo nas mãos, a engenharia iniciou o desenvolvimento da Idea.

O resultado causou boa impressão nesse nosso primeiro contato. Na apresentação que a Fiat nos fez, pudemos dirigir as duas versões de motor e acabamento disponíveis, 1.4 ELX e 1.8 HLX, ambas equipadas com todos os itens a que tinham direito. Visualmente, a Idea agrada pelas linhas que suavizam as extremidades da carroceria. Em relação à Meriva, a Idea é 9 centímetros menor no comprimento e 6 centímetros mais alta. Na largura, as duas se igualam, com 169 centímetros. Na distância entre eixos, que determina o espaço da cabine, a Meriva é 12 centímetros maior. Ponto de honra entre os de sua espécie, não faltam porta-objetos na Idea. A Fiat fala em 20, porque inclui duas redes que existem no porta-malas. Mas, mesmo descontando as redes, sobram ainda 18 lugares para o motorista guardar chaves, carteira, óculos, CDs, revistas... Há porta-objetos no console central, nas portas, nos bancos, no painel e no teto. Duas soluções são particularmente interessantes. A primeira é o cinzeiro em forma de copo que se encaixa em diferentes nichos do carro e a outra é um console de teto que possui quatro compartimentos, dois para a dianteira da cabine e dois para a traseira.

Novos motores
A posição de dirigir é boa, com visibilidade favorecida e que, por ser mais elevada, dá ao motorista a sensação de domínio da cena externa. Dinamicamente, a Idea transmite confiança. Apesar do centro de gravidade alto, a carroceria inclina pouco nas curvas e na hora de frear a Idea pára sem sustos. O motor 1.4 Flex é indicado para motoristas pacientes, com seu desempenho comedido. Ele gera 81 cavalos de potência e 12,4 mkgf de torque, com álcool. Com o 1.8 Flex, a situação melhora. São 114 cavalos e 18,5 mkgf, uma opção mais indicada para uso familiar. Os dois são novos. O 1.4 Flex foi lançado em junho, na linha Palio; o 1.8 Flex, que estréia agora na Idea, é uma evolução do que ainda equipa os outros modelos da marca. Entre os aperfeiçoamentos, ele ganhou novos coletor de admissão, cabeçote, comando de válvulas e virabrequim.

Segundo a Fiat, as mudanças tiveram o objetivo de melhorar o rendimento e diminuir o nível de ruído e vibrações. Aparentemente (não foi possível medir o ruído na avaliação) houve progressos nessa área, embora o motor ainda seja áspero. De acordo com a fábrica, essa versão de motor, que é produzida pela Powertrain (fruto do casamento já desfeito da Fiat com a GM), ainda não tem data para chegar aos demais carros da marca.

A diferença entre as versões ELX e HLX está na qualidade dos materiais, nos padrões de acabamento e nos equipamentos. Na ELX, o painel tem uma só cor e o tecido dos bancos é simples, enquanto na HLX o painel é bicolor e os bancos são de veludo navalhado. Na cabine da HLX, é mais fácil para o motorista se sentir recompensado pelo investimento no carro novo. As duas são bem acabadas. Em uma época em que o revestimento interno das portas é cada vez mais descuidado - a exemplo de EcoSport, Celta, Fox e novo Gol -, a Idea se destaca com o design bonito e o acabamento bem trabalhado de suas portas.

No que diz respeito aos equipamentos, as duas versões são completas. Entre os itens de série, elas trazem computador de bordo, banco do motorista e volante com regulagem de altura, vidros e travas elétricos, banco traseiro bipartido e comando de abertura interna do porta-malas e do tanque de combustível. Além desses, não faltam recursos característicos da marca, como os sistemas Follow-me Home, Fiat Code e My Car Fiat.

A HLX se diferencia pelos retrovisores da cor da carroceria, apoio de braço entre os bancos dianteiros, barras longitudinais no teto e vidros laminados. A Idea é o primeiro modelo nacional a ter vidros laterais laminados, inovação que faz diferença na qualidade do isolamento térmico e acústico da cabine. Por ser mais resistente, o vidro laminado oferece também mais segurança em acidentes e maior resistência em caso de tentativa roubo.

Side-bags opcionais
O ar-condicionado ficou de fora. Ele é opcional nas duas versões - uma falta imperdoável, porque seu uso é amplamente difundido no país. Com exceção de alguns consumidores que vivem na região Sul, onde as temperaturas são mais amenas, quem vai querer comprar uma minivan sem ar-condicionado? Não é possível que a Fiat não tenha detectado essa necessidade em suas pesquisas. No Fit esse item é de série. Entre os demais opcionais incluem-se side-bags dianteiros (apenas para a versão top HLX), sensores de estacionamento, de chuva e de acendimento automático de faróis, CD player e teto solar Skydome (que ocupa 70% da área da cobertura da Idea).

Todo o desenvolvimento da Idea nacional consumiu 36 meses. O projeto custou 400 milhões de reais e mobilizou 220 funcionários. Foram realizados 40 crash-tests reais, 100 simulações e 200 testes de componentes. Em avaliações de campo, as primeiras unidades rodaram 1300000 quilômetros. Nesses ensaios foram usados 235 veículos, sempre distantes dos olhos do público. Bem, mas nada tanto assim. Em maio de 2004 nós já havíamos mostrado a Idea rodando por aqui.


A base de tudo
A Fiat optou por uma nova plataforma por vários motivos, que vão do processo operacional, que em Betim é diferente do que existe em Mirafiori (Turim), até as condições de rodagem, que aqui (precisa dizer?) são muito piores e exigem muito mais do carro que na Europa. "Para trazer a plataforma européia precisaríamos fazer tantas adaptações que inviabilizariam o projeto", diz o diretor de engenharia Appio Aguiari. As mudanças necessárias ocorreriam em duas áreas: na região de fixação das suspensões e em vários pontos da base para aumentar a rigidez torcional do monobloco. Em relação à suspensão, a nossa Idea tem a mesma configuração da européia, com sistema McPherson, na dianteira, e eixo de torção, na traseira, mas seus componentes são reforçados e a calibragem, diferente. "Para o consumidor o importante é o resultado", afirma Aguiari. "Ele precisa que o carro atenda suas expectativas de segurança, conforto e desempenho, entre outras, e nada mais", diz.

Olho clínico

A Fiat ouviu a opinião dos potenciais compradores da Idea em dois momentos. No primeiro, convidou 40 consumidores para opinar sobre cinco modelos (Palio Weekend, Doblò, Meriva, Scénic e Classe A). Na ocasião, a Idea italiana foi apresentada em fotos. Foram analisados 224 itens em 12 áreas - "estilo, habitabilidade, conforto climático, desempenho, prazer em dirigir, conforto dinâmico, segurança ativa, segurança contra furto, confiabilidade, qualidade, ecologia e manutenção". Na segunda clínica havia apenas três carros: Idea, Meriva e Fit. Foram 103 pessoas, em três etapas de pesquisa. Na primeira, elas se apresentaram e falaram de sua relação com seus automóveis. Depois, foram convidadas a conhecer os modelos analisados e, por fim, discutiram suas impressões. Todas as fases foram filmadas para posterior análise por psicólogos. Bancos traseiros bipartidos, comandos de vidros elétricos instalados nas portas e porta-trecos no teto foram algumas das sugestões feitas pelos clientes nas clínicas e adotadas pela fábrica.

Plano de ação
Corria o ano de 1999 e um grupo de pessoas em Betim já pensava nas novidades para 2006. É dessa época a decisão de se fabricar a Idea no Brasil. Em seu planejamento estratégico, a Fiat antecipa em até dez anos os lançamentos. Hoje se estuda o que virá em 2016. A concepção de um novo carro começa com cinco anos de antecedência. "A Idea foge à regra porque é um carro que já existia na Itália", diz o diretor de produto Carlos Eugênio Dutra.

Ficha técnica

Motor 1.4
flex, dianteiro, transversal, 4 cilindros
Cilindrada: 1368 cm3
Diâmetro x curso: 72 x 84 mm
Taxa de compressão: 10,3:1
Potência: 80/81 cv a 5500 rpm
Torque: 12,2/12,4 mkgf a 2250 rpm

Motor 1.8
flex, dianteiro, transversal, 4 cilindros
Cilindrada: 1796 cm3
Diâmetro x curso: 80,5 x 88,3 mm
Taxa de compressão: 10,5:1
Potência: 112/114 cv a 5500 rpm
Torque: 17,8/18,5 mkgf a 2800 rpm

Câmbio
manual de 5 marchas

Carroceria
Dimensões: comprimento, 393 cm; largura, 169 cm; altura, 168 cm; entreeixos, 251 cm
Peso: 1180/1230 kg
Peso/potência (1.4): 14,5/14,7 kg/cv
Peso/potência (1.8): 11/10,8 kg/cv
Peso/torque (1.4): 96,7/95,1 kg/mkgf
Peso/torque (1.8): 69,1/66,5 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, 380 l; tanque de combustível, 48 l

Suspensão
amortecedores hidráulicos e molas helicoidais
Dianteira: McPherson
Traseira: eixo de torção

Freios
discos na dianteira e tambores na traseira

Direção
hidráulica, tipo pinhão e cremalheira; diâmetro de giro, 10,5 metros

Rodas e pneus
aço, aro 14, 175/70 R14 (1.4); aro 15, 195/60 R15 (1.8)

Principais equipamentos de série (ELX)
banco do motorista com ajuste de altura, My Car Fiat, Follow me home

Principais equipamentos de série (HLX)
retrovisores elétricos, barras longitudinais no teto, pára-choques da cor da carroceria, preparação para som e vidros laminados

Preço (1.4 ELX)
38620 reais

Preço (1.8 HLX)
44980 reais




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