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Carros | Impressoes ao dirigir
Toyota Hilux SW4
Novembro 2005

Toyota Hilux SW4

Hilux família - Depois da boa recepção à irmã, chega o utilitário esportivo derivado da picape Toyota

Por Paulo Campo Grande / fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Quando a maioria dava o segmento das peruas por aqui como caso perdido, a Toyota veio e lançou a Fielder, em 2004. Agora, num mercado dominado pelos importados, em que a Blazer já teve melhores dias, a fábrica ataca de novo aproveitando o flanco e apresenta a Hilux SW4, um utilitário esportivo. Com uma estratégia de aumentar o cerco e assim alcançar 10% do mercado nacional até 2010, a marca já declarou que vai lançar um modelo compacto no Brasil. E, embora não tenha feito um anúncio oficial, planeja também um outro veículo derivado da plataforma do Hilux que deverá ser uma minivan, como se especula na Argentina, onde esse modelo pode ser fabricado.

A SW4 tem previsão de estar nas lojas quando você ler esta reportagem, em única versão de acabamento, com a opção de câmbio manual ou automático. O preço está salgado - e bota sal nisso. Quem supunha que um veículo assim custaria algo em torno de 120000 reais, como alternativa aos utilitários esportivos nacionais - Chevrolet Blazer e Nissan Xterra, nas versões top -, vai se surpreender (negativamente) com a cifra de 140800 reais para a versão manual e 146800 para a automática.

Por esses valores, o comprador tem várias opções no mercado. O Mitsubishi Pajero Sport 2.8 Diesel automático, por exemplo, custa 148990 reais, na tabela sugerida pela fábrica. Se não fizer questão de diesel, existe o Jeep Cherokee Sport 3.7 V6 gasolina por 137000 reais. É um caso a se pensar.

Assim como os rivais nacionais, a SW4 também foi desenvolvida a partir de uma picape. Blazer saiu da S10, Xterra da Frontier e SW4 da Hilux. No mercado brasileiro, a SW4 herdou até o mesmo nome. SW vem de Station Wagon e 4, da tração nas quatro rodas. Na Tailândia, onde também é fabricada, ela se chama Fortune.

Outra cara
As diferenças entre a SW4 e a picape são grandes, entretanto. E estão em evidência já na dianteira do veículo. Enquanto na picape a grade é toda da cor da carroceria e tem o emblema apoiado na parte inferior, na SW4 ela vem com duas aletas escuras e o emblema ancorado na parte superior. Segundo a fábrica, isso é para dar uma idéia de luxo e sofisticação. Os faróis, com refletores redondos e lentes lisas e brancas, também são novos. Ela também é menor que a irmã: são 4,69 metros, ante os 5,26 da picape.

A traseira é dona de um estilo bem-comportado e previsível, mas nem por isso feio. As lanternas com refletores redondos chamam atenção e dão ares de modernidade. As laterais é que poderiam ter sido mais bem trabalhadas. Incluindo as portas e a coluna traseira, existe uma área grande de chapa plana. A Toyota diz que o utilitário foi desenhado assim para ter melhor aerodinâmica. Mas, para dar um charme a mais ao modelo, os designers poderiam acrescentar um vinco longitudinal ligando as portas, como o que existe no pequeno RAV4. A interferência seria mínima (talvez até ajudasse) e a fonte de inspiracão estaria dentro de casa. Para fazer as novas peças da carroceria da SW4, a Toyota ampliou a seção de estamparia da fábrica de Zárate, na Argentina, e isso consumiu um investimento adicional de 60 milhões de dólares, segundo a empresa.

Internamente, os japoneses aperfeiçoaram o acabamento em relação à picape. O velocímetro recebeu um aro cromado e, na unidade avaliada, o painel tinha as cores marrom e bege, uma combinação de bom gosto, embora a qualidade do material não tenha mudado.

O plástico usado no painel da Hilux tem um acabamento bem-cuidado e agradável ao tato. Melhor figura faz o revestimento dos bancos, de veludo, que também é aplicado nas laterais das portas (como opcional, o cliente pode encomendar bancos de couro). Entre os equipamentos a bordo, as novidades são o computador com oito funções (relógio, temperatura externa, cálculo de consumo médio e instantâneo, velocidade média, tempo de viagem, autonomia e hodômetro parcial) e o sistema de ar-condicionado automático digital, no lugar do tradicional que vem na picape. Poderiam ter incluído vidros escurecidos na parte traseira da cabine, o que isolaria melhor o interior (uma vez que não existem saídas do ar-condicionado na parte de trás) e deixaria o visual do carro mais bonito.

De acordo com o engenheiro Toshinori Goto, gerente geral de produto da Toyota, a SW4 foi desenvolvida para atender às necessidades de uma família de espírito aventureiro, diferentemente da picape, que até pode fazer as vezes de um carro de esportivo, mas que tem, por princípio, vocação para o trabalho. De acordo com esse conceito, a primeira providência para tornar a SW4 mais amigável foi a substituição da suspensão traseira. No lugar dos feixes de molas, entrou o sistema de eixo rígido, com braços longitudinais, molas helicoidais e barra estabilizadora. A capacidade de carga baixou de 1000 para 610 quilos, mas a suavidade ao rodar melhorou muito. Na dianteira, segundo a fábrica, não houve mudança na suspensão. Foram mantidas a configuração e a calibragem adotadas na picape. No entanto, os pneus Goodyear Wrangler 255/70 R15 de uso misto foram trocados pelos Bridgestone Dueler 265/70 R16 para asfalto, e isso também contribuiu para aumentar o conforto.

Ao volante, o motorista percebe a SW4 como um automóvel. A direção é leve e rápida. A SW4 é fácil de ser manobrada. Além disso, a área envidraçada permite boa visibilidade. O motor é o mesmo 3.0 D4D que equipa a picape. Com injeção de diesel do tipo common-rail e turbo de geometria variável, ele gera 163 cavalos de potência a 3400 rpm e 35 mkgf de torque, entre 1400 e 3200 rpm. A bordo da picape, ele demonstrou valentia, acelerando de 0 a 100 km/h em 12,9 segundos e atingindo a velocidade máxima de 182 km/h, na edição de outubro.

O motor também é um dos melhores níveis de ruído do mercado. Ainda assim, pensando no conforto, a Toyota melhorou o tratamento acústico, dando a impressão de que o motor é ainda mais silencioso. Em pavimento de asfalto bem-conservado, nem parece que se está ao volante de um veículo a diesel.

A transmissão também é nova. Enquanto a picape usa um sistema com os modos de operação 4x2, 4x4 e 4x4 reduzido, o utilitário esportivo tem tração 4x4 permanente, com as opções de bloqueio do diferencial central e de marcha reduzida. O sistema, com diferencial Torsen de deslizamento limitado, é o mesmo do Land Cruiser Prado, dispositivo que aumenta a segurança e a dirigibilidade em dias de chuva. A unidade avaliada era equipada com câmbio manual de cinco marchas, enquanto a versão automática tem quatro marchas.

A lista de itens de série é extensa. Inclui freios ABS, duplo airbag, vidros elétricos, rodas de alumínio e sistema de som com rádio, CD player, disqueteira, toca-fitas e leitor de MP3, além dos itens mencionados anteriormente. Quando equipada com câmbio automático, a SW4 traz ainda o piloto automático. O banco traseiro é bipartido, na proporção de 60/40, com encosto reclinável e apoio de braço central. No futuro, a Toyota estuda oferecer uma terceira fileira de assentos como opcional. Pelo que custa, a SW4 deveria trazer ainda mais recursos, que se encontram em modelos da mesma faixa de preço. Faltam, por exemplo, controle eletrônico de tração e estabilidade, teto solar, apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos para todos (incluindo para quem viaja na posição central no banco traseiro), volante com ajuste de profundidade (ele só tem regulagem de altura) e vigia traseira basculante.

Abstraindo-se a questão do preço (será que é possível?), trata-se de um lançamento que chega em boa hora ao mercado. E lembrar que a Toyota passou 43 anos no Brasil (de 1958 a 2001) produzindo um único veículo, o jipe Bandeirante, quase sem alterações...

Ficha técnica

Motor
dianteiro, longitudinal, 4 cilindros, 16 válvulas, diesel, common-rail, turboalimentado
Cilindrada: 2982 cm3
Diâmetro x curso: 96 x 103 mm
Taxa de compressão: 17,9:1
Potência: 163 cv a 3400 rpm
Torque: 35 mkgf a 1400 rpm

Câmbio
manual de 5 marchas, tração integral e permanente, com marcha reduzida e bloqueio de diferencial

Carroceria
Dimensões: comprimento, 469 cm; largura, 184 cm; altura, 185 cm; entreeixos, 275 cm
Peso: 1900 kg
Peso/potência: 11,6 kg/cv
Peso/torque: 54,3 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, n/d; combustível, 65 litros, capacidade de carga, 610 kg

Suspensão
molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora
Dianteira: independente, braços duplos triangulares
Traseira: eixo de torção

Freios
discos ventilados na dianteira e tambor na traseira, com ABS

Direção
hidráulica do tipo pinhão e cremalheira

Rodas e pneus
alumínio, aro 16; Bridgestone Dueller 265/70 R16

Principais equipamentos de série
ar-condicionado automático, computador de bordo, trio-elétrico, sistema de som com CD player, coluna de direção e pedais desarmáveis, sistema Isofix no banco traseiro, banco traseiro bipartido, brake-light, capas de retrovisores cromadas, aerofólio traseiro, estribos laterais, extensões laterais dos pára-lamas

Principais opcionais
bancos de couro

Garantia
3 anos sem limite de km

Preço
140800 reais

O VEREDICTO
Não se trata apenas de uma picape Hilux com teto na traseira. Mudou bem para agradar quem procura conforto ao rodar na cidade. O que assusta é o preço, acima do que se imaginava





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