Seu comparativo
TOP 10 QR
Os carros mais procurados da semana no site Quatro Rodas
  • Up
  • Onix
  • Duster
  • HB 20
  • Novo Ka
  • Corolla
  • Civic
  • Golf
  • Focus
  • New Fiesta
  • | A-Z |
Newsletter
Assine a Newsletter QUATRO RODAS
PUBLICIDADE
Carros | Impressoes ao dirigir
Renault Mégane Sedan
Janeiro 2006

Renault Mégane Sedan

Sócio novo no clube - O novo Mégane Sedan, que será produzido em Curitiba, chega em março para encarar Vectra, Corolla e Civic

Por Paulo Campo Grande, de Buenos Aires (Argentina) / fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O presidente mundial da Renault/Nissan, Carlos Ghosn, declarou, no fim do ano passado, que a empresa lançará "muitos produtos no mercado brasileiro, nos próximos anos". A primeira novidade da lista já está pronta. É o sedã Mégane II, que estréia por aqui em março. Ele chega com duas opções de motor - 1.6 16V flex e 2.0 16V gasolina (os mesmos que equipam a minivan Scénic) - e duas novas transmissões, sendo uma manual de seis marchas, para as duas versões, e outra automática exclusiva para a 2.0.

O Mégane nacional entra no segmento mais cobiçado do nosso mercado atualmente, o dos sedãs médios. Ele vai enfrentar, principalmente, Toyota Corolla, que tem versões 1.6 e 1.8, Honda Civic, que ganhará nova geração, e o recém-chegado Chevrolet Vectra, com versões 2.0 e 2.4. Por isso, pode-se esperar que o Mégane Sedan, como está sendo chamado na fábrica (sem o número romano II), custe entre aproximadamente 50000 e 70000 reais, considerando toda a gama.

Cartão eletrônico

A unidade mostrada aqui foi produzida na Turquia e está à venda na Argentina por 78410 pesos, cerca de 60000 reais. Ela é equipada com o motor 2.0 16V e, com exceção de poucos detalhes, deverá ser igual à produzida no Brasil, na fábrica da Renault, em Curitiba. Além das diferenças de motor, em razão do uso do combustível (com até 25% de álcool) devem ocorrer alterações em relação ao conteúdo. A versão comercializada na Argentina traz cortinas nos vidros da parte traseira da cabine que não deverão equipar o Mégane brasileiro, por exemplo. A versão avaliada vinha com computador de bordo, airbags frontais e laterais, sistema de som com controle satélite junto ao volante, faróis de neblina, ar-condicionado e rodas de liga leve, itens que devem comparecer por aqui.

A Renault ainda está definindo os pacotes para o Brasil. Sabe-se, no entanto, que os níveis de acabamento não seguirão os atuais, Authentique, Expression e Privilège, das linhas Clio e Scénic. Haverá novas denominações. A versão 2.0 top poderá ter bancos de couro e teto solar, como opcionais. Mas os materiais da cabine deverão ser idênticos aos da versão avaliada. O painel é de material plástico, com seções de texturas diferentes. No console, há uma superfície que lembra alumínio. Os bancos são de tecido e as colunas são revestidas do mesmo material usado no forro do teto. Sob o ponto de vista dos materiais empregados, o Mégane é um carro comum. Aliás, isso não deve causar surpresa, pois seus rivais adotam o mesmo padrão, apesar de, no nosso mercado, sedãs médios serem considerados carros de luxo.

Um recurso já confirmado pela fábrica é o cartão eletrônico que substitui a chave, para abrir as portas e dar a partida. O dispositivo é interessante, à primeira vista. Mas depois de um tempo nota-se que ele desempenha exatamente as mesmas funções da boa e velha chave. Para abrir as portas é necessário apertar botões em sua superfície e, para dar a partida, colocar o cartão em um ponto de contato (antes de apertar o botão "start" no console). O sistema pode confundir o motorista. Durante nosso test-drive, o porta-malas, por exemplo, só abria quando se apertava o cartão e a maçaneta da tampa traseira simultaneamente. Na França, a Renault oferece um dispositivo mais sofisticado que realmente dispensa o uso da chave, como também do cartão, porque basta manter o cartão no bolso para que o carro obedeça os comandos do motorista. Mas esse sistema não virá para o Brasil, assim como não existe na Argentina.

Personalidade

Apesar de chegar já defasado em relação ao Mégane francês, o design do sedã é atraente. Na Europa, onde o Mégane existe há três anos, a carroceria passou no fim do ano passado por um face-lift, que arredondou sua dianteira (veja na seção Top Ten). Grade, capô, faróis, pára-choque e tomada de ar inferior são novas. Mas as linhas básicas, felizmente, foram mantidas. O Mégane II é fruto de um projeto de renovação da imagem, empreendido pela Renault, a partir do fim dos anos 80, no qual o design dos produtos teve papel fundamental. Você pode até não aprovar o visual do Mégane, mas é inegável sua personalidade. O responsável pelo design foi o francês Patrick Le Quément, um dos profissionais mais influentes da indústria atualmente. Ele nunca poderá ser acusado de comedimento - o polêmico Vel Satis ocupa lugar de destaque no seu portfólio. Mas ninguém põe em dúvida o fato de ele ter dado à Renault uma forte identidade.

Nós rodamos com o Mégane Sedan no trânsito congestionado de Buenos Aires e também nas avenidas que partem do centro para outras regiões até um local chamado Bosques de Ezeiza. A primeira sensação ao volante do sedã foi boa. Achar a melhor posição de dirigir não foi difícil, apesar de as alavancas que liberam a movimentação do banco estarem em posição incomum, todas na parte dianteira do assento. A direção, muito leve, deixa o motorista mal acostumado. O sistema oferece precisão nas manobras sem cobrar esforço. Na hora de trocar de marchas, porém, acaba a vida mansa. Os engates não são tão fáceis. O curso da alavanca é de médio para longo e oferece certa resistência na movimentação. A suspensão macia faz o Mégane rodar com suavidade e em silêncio, poupando a carroceria de maiores inclinações nas curvas. Mas a traseira leve tende a escapar sem aviso prévio. Nesse aspecto o Corolla é mais bem acertado.

Para quem viaja atrás, há espaço suficiente para as pernas. Quem viaja no centro não chega a ser incomodado pelo túnel da transmissão, que é baixo. Além disso, conta com cinto de segurança de três pontos. O porta-malas, com espaço para 520 litros de bagagem, supera o do Corolla, com 437 litros, e perde por pouco para o novo Vectra, com 526 litros. Mas, considerando os porta-trecos que o Mégane traz nas portas, no piso e atrás do banco traseiro, ele é capaz de ultrapassar o volume de carga do Vectra com folga.

O motor 2.0 16V teve boa presença no trânsito, em regimes de baixa rotação. Ele gera 19,5 mkgf de torque a 3750 rpm e 138 cavalos de potência a 5500 rpm. Segundo a fábrica, o Mégane Sedan acelera de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e atinge 200 km/h. É um desempenho bastante bom, se confirmado. Na estrada, deu para ter uma idéia de que o Mégane será econômico, graças ao câmbio de seis marchas, que aproveita melhor a força do motor. A 100 km/h, em sexta marcha, o giro do motor é de 2000 rpm.

A chegada do Mégane deve dar novo ânimo para a Renault no Brasil. Sua linha por aqui está defasada em relação ao que a marca vende na Europa.

Peruas
O segundo round entre Corolla, Vectra e Mégane deverá acontecer entre as versões perua. A Fielder da Toyota já está no ringue à espera das rivais, que até agora, pelo menos oficialmente, ainda não aceitaram o desafio. Sabe-se que pelo menos uma unidade da perua Mégane já roda no Brasil. Seu lançamento ocorreria no segundo semestre deste ano. A perua Vectra ainda é incerta.

Ficha técnica

Motor
dianteiro, longitudinal, 4 cilindros em linha, 16 válvulas
Cilindrada: 1998 cm3
Diâmetro x curso: 82,7 x 93 mm
Taxa de compressão: 9,8:1
Potência: 136 cv a 5500 rpm
Torque: 19,5 mkgf a 3750 rpm

Câmbio
manual de 6 marchas, tração dianteira

Carroceria
sedã, 4 portas, 5 lugares
Dimensões: comprimento, 449 cm; largura, 203 cm; altura, 145 cm; entreeixos, 268 cm
Peso: 1290 kg
Peso/potência: 9,5 kg/cv
Peso/torque: 66,2 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, 520 litros; combustível, 60 litros

Suspensão
molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora
Dianteira: independente, tipo McPherson
Traseira: eixo de torção

Freios
discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS

Direção
hidráulica do tipo pinhão e cremalheira

Rodas e pneus
liga leve, aro 16; 205/55 R16

Principais equipamentos de série
ar-condicionado, trio elétrico, airbags frontais e laterais, computador de bordo, teto solar elétrico, coluna de direção com ajuste em altura e profundidade, cortinas nos vidros traseiros, banco do motorista regulável em altura, porta-trecos no piso, nas portas e atrás do banco traseiro

Preço
78410 pesos na Argentina

Veredicto
Seu ponto forte é o estilo. No acabamento, ele segue o padrão do segmento. Com preço competitivo será uma opção interessante, no confronto com os rivais conhecidos





» FOTOS


Publicidade