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Carros | Impressoes ao dirigir
Citroën C3 Picasso Exclusive 1.6 16V
Junho 2011

Citroën C3 Picasso Exclusive 1.6 16V

Com vocação urbana, nova minivan é mais discreta e se comporta melhor que o irmão AirCross aventureiro

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Os franceses conhecem o Citroën C3 Picasso desde 2008. Mas os brasileiros não perderam por esperar. Por aqui, o modelo ganhou uma versão inédita - a aventureira AirCross (lançada no fim de 2010) - e a opção em traje passeio, que chega agora, vem com uma mudança que deixou os franceses com água na boca. A novidade foi criada pelo departamento de design brasileiro e pode vir a equipar a versão europeia: trata-se da tampa traseira assimétrica - com o berço da placa deslocado para a direita. Esse toque, além de ser coerente com o carro que tem em sua grade dianteira a assinatura de Picasso (artista espanhol que em determinada fase da vida brincou com a assimetria em suas obras), recebeu elogios do diretor mundial de estilo do Grupo PSA (Peugeot-Citroën), Jean-Pierre Poulé.



"A ideia surgiu em uma clínica de estilo, quando alguém associou a tampa original à traseira da Kombi", diz o chefe de produto do C3 Picasso brasileiro, Samuel Dumas. Engana-se, portanto, quem pensa que a placa foi deslocada por obra do estepe traseiro da versão aventureira e que agora seria "reaproveitada" no C3 Picasso para gerar economia de escala. "O AirCross chegou antes por questões estratégicas de marketing e de adequação da produção, mas os dois foram desenvolvidos juntos", afirma Dumas.

Pode-se dizer que AirCross e C3 Picasso são gêmeos bivitelinos (gerados a partir de dois óvulos), porque, apesar das feições familiares, eles são bastante diferentes entre si. Visualmente, nem precisa dizer: o C3 Picasso é muito mais discreto, principalmente por fora, uma vez que, internamente, os dois compartilham painel, instrumentos e volante. Sem rack, estepe externo e inscrições laterais, o C3 Picasso chama bem menos atenção. Mas as diferenças vão muito além do visual, e quem confundir discrição com timidez se surpreenderá ao volante do C3 Picasso.

Apesar de parecer bem comportado, o C3 Picasso tem um temperamento mais esportivo que o do irmão, no asfalto. O C3 Picasso apresenta reações mais rápidas, graças a um sistema de direção mais direto, e suas arrancadas são ligeiramente mais prontas, em razão da transmissão encurtada em 5% (a partir da troca dos pneus de 205/60 R16 para 195/55 R16). Isso ocorre porque, durante o desenvolvimento dos carros, os engenheiros da Citroën tiveram mais liberdade para trabalhar no C3 Picasso, um carro feito para rodar apenas no asfalto, enquanto no AirCross eles precisaram atender a uma proposta multiuso. Por causa do centro de gravidade mais alto, por exemplo, a direção do AirCross foi calibrada para não comprometer a segurança.

No que diz respeito à suspensão (McPherson na frente e barra de torção atrás), outra vez o C3 Picasso levou vantagem por receber um conjunto de molas e amortecedores mais confortável, enquanto no AirCross a estrutura foi reforçada para enfrentar pisos irregulares e segurar a carroceria nas curvas. Dinamicamente, o C3 Picasso parece mais gostoso de dirigir. Mas, para a Citroën, isso não é uma questão de qualidade e sim de adequação do produto ao seu público. Segundo a diretora de marketing da empresa, Nivea Ferrarosa, enquanto o AirCross é para os consumidores de espírito aventureiro, que valorizam a liberdade de ir e vir e o estilo off-road, o C3 Picasso é para um público mais racional e urbano, que preza conforto e dirigibilidade.

Em comum, as duas versões oferecem o mesmo motor 1.6 16V flex de 113 cv, com álcool, embora a Citroën informe ter realizado algumas mudanças na calibragem da central eletrônica "para atender aos novos parâmetros do veículo". Nós não fizemos medições, mas experimentamos o C3 em diferentes situações de uso, com três adultos a bordo, e podemos dizer que seu desempenho é apenas modesto. O tirateima ficou para uma próxima oportunidade, quando pudermos levar o carro para a pista. O C3 Picasso terá três versões de acabamento: GL, GLX e Exclusive (mostrada aqui). E duas opções de transmissão: manual de cinco marchas e automática, de quatro, com a opção das trocas no modo manual, disponível apenas com as versões GLX e Exclusive. Os preços oficiais não foram divulgados até o fechamento desta edição. Mas a própria fábrica informou que eles devem variar entre 49 000 reais, na versão GL, e 62 000 reais, na Exclusive - sempre sem opcionais.

Ainda em relação às semelhanças, C3 Picasso e AirCross contam com os mesmos espaço interno, padrão de acabamento e nível de equipamentos, dentro de cada proposta. O C3 transporta cinco pessoas com conforto e seu porta-malas tem capacidade de 403 litros, na média da concorrência. É maior que o da Chevrolet Meriva, com 390 litros, mas menor que o da Nissan Livina, com 449 litros. O maior destaque na arquitetura da cabine é o amplo para-brisa, que praticamente se estica até as laterais da carroceria, graças às colunas dianteiras estreitas. O painel tem o mesmo design bonito e funcional e igual qualidade de materiais. O plástico duro do painel é mais agradável aos olhos que ao toque. Não há rebarbas e os encaixes são perfeitos. No console, o acabamento que imita madeira laqueada dá ar de requinte, enquanto os detalhes que lembram aço escovado, no volante e nas saídas de ar, somam modernidade. Poderiam usar o mesmo acabamento (ou cromado) ao redor dos mostradores, mas a fábrica diz que isso ofuscaria a leitura.

Assim como o irmão, o C3 Picasso é bem equipado. Desde a versão básica GL, traz direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos, computador de bordo e banco traseiro bipartido entre os itens de série. A GLX manual inclui rodas de liga leve, faróis de neblina e CD player, entre outros recursos. A GLX automática acrescenta ABS. E a topo de linha inclui bancos de couro, sistema de som Pioneer com Bluetooth, airbag duplo e piloto automático. O GPS é oferecido como item opcional. A garantia é de três anos e a fábrica criou um plano de manutenção com custos previamente estabelecidos.

 



XSARA

 



Com o novo C3, a Xsara Picasso será oferecida em uma única versão até o fim do ano. Segundo a Citroën, ela será mantida porque é um modelo que tem seu público fiel, com cerca de 500 unidades por mês.

 



ASSIMETRIA

 



Portas assimétricas são comuns em utilitários, como Land Rover Discovery e Mitsubishi Pajero TR4. No novo Fiat Uno, o recurso está na grade frontal. E há ainda o Nissan Cube (foto), que tem a coluna traseira esquerda camuflada pelo acabamento.

 



VEREDICTO

O C3 Picasso é uma opção a ser considerada por quem pensa em comprar uma minivan compacta como a Chevrolet Meriva ou a Fiat Idea.

 





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