
Dirigimos a versão híbrida do novo Malibu - única disponibilizada pela GM - na pista de testes de Milford, no estado de Michi- gan, Estados Unidos, bem antes da apre- sentação à imprensa internacional.Apesar do tem- po e da distância limitados da avaliação, foi possível ter uma boa ideia do que ele pode oferecer.
Numa comparação com o antigo Malibu, o novo tem design bem mais inspirado e proporções mais "adultas": ele é 7 cm mais largo, 1 cm mais curto e tem entre-eixos 11 cm menor. O incremento da lar- gura tem a ver com o fato de ser construído sobre uma nova plataforma, batizada Epsilon II.
Há um pouco de Camaro no novo Malibu. Por fora, as lanternas estão dispostas em dois pares e a carroce- ria acima das rodas traseiras tem volumes musculo- sos. Mostradores quadrados compõem o quadro de instrumentos, numa nova menção ao Camaro.
No interior, os benefícios do uso da nova platafor- ma são notados na oferta de espaço claramente mais generosa em largura (sobretudo atrás), um pouco mais de altura e um pouco menos de folga em com- primento, o que não trouxe restrições às pernas do autor destas linhas, com seu 1,80 metro de altura, mesmo quando no banco traseiro. O porta-malas tem capacidade de 405 litros - nas versões não-híbridas (LS, LT e LTZ), o volume é de 462 litros.
A unidade do Malibu a que tivemos acesso era ainda um protótipo, o que limita o poder de avalia- ção sobre qualidade de materiais, acabamento e montagem. Existe um novo monitor central tátil colorido (opcional) que integra controles da climati- zação, Bluetooth e áudio. Essa tela pode ser levanta- da para dar acesso a um espaço para guardar pequenos objetos. Além das bolsas nas portas, há um gene- roso porta-trecos entre os bancos dianteiros, que parece ter a capacidade para receber um laptop.
Para a Europa, além da versão híbrida, são aguar- dados dois motores, um quatro-cilindros com inje- çãodiretae190cveum2.0turbode260cv.Omais forte chega para colocar em prática o downsizing na GM. Em vez do apetite de um V6, disputará seu lugar ao sol com um eficiente quatro-cilindros. Segundo uma fonte ligada à GM do Brasil, o Malibu estreará por aqui no segundo semestre de 2012, apenas na versão com motor turbo, e deverá ser apresentado no Salão do Automóvel.
Nas voltas dadas em Milford, deu para perceber que o sistema principal de propulsão (um quatrocilindros 2.4) é realmente suave e que a "mãozi- nha elétrica" entra e sai de cena com enorme tran- quilidade. O motor elétrico dá uma bela ajuda, mas em nehum momento chega a mover o Malibu exclusivamente por sua conta.
Boca fechada
A preocupação com a redução do consumo de combustível é notada por todos os cantos. O Malibu híbrido tem pneus de baixa resis- tência à rolagem, painéis aerodinâmicos no fundo plano e grade de radiador que fecha as aletas para reduzir o atrito da passagem do ar, como os novos Mercedes-Benz. Esse "Malibu eco" dispõe de freios regenerativos, sistema stop-start e corte de injeção de combustível quando o motorista tira o pé do acelerador.
A suspensão oferece boa absorção de irregulari- dades do piso. A construção multilink na traseira amplia o conforto, sobretudo em piso plano. A dire- ção, agora com assistência elétrica, é precisa e comu- nicativa e o pedal de freio tem comportamento um pouco esponjoso, mas é bom que se diga que todas as frenagens foram seguras, sem desvios ou sustos.
A mudança do câmbio automático de quatro marchas para um de seis é uma ótima notícia, mas incomoda o sistema de troca das velocidades quan- do o modo sequencial é ativado. A seleção das marchas é feita por botões na própria alavanca do câmbio. O elevado nível de invasão de ruído na cabine também incomoda.
VEREDICTO
O encurtamento do entre-eixos em relação ao Malibu antigo aproximou o novo do Cruze. Ele abre distância dos grandões que os americanos sempre admiraram.




