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Carros | Comparativos
SUVs e crossovers
Maio 2012

SUVs e crossovers

A chegada do novo CR-V e da versão flex do ix35 foi a senha para a convocação da turma de 2012

Por Péricles Malheiros | foto: Marco de Bari
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Nada de trilhas ou lama: SUVs e crossovers têm mesmo é vocação urbana e familiar. A suspensão parruda suporta a buraqueira da cidade, a posição de dirigir alta dá a sensação de segurança aos ocupantes e o porte avantajado ajuda a chegar bonito nos compromissos sociais. Nos três primeiros meses do ano, os oito modelos convocados para este confronto se multiplicaram em 16 668 exemplares emplacados. Um sucesso inquestionável. As fábricas conhecem a preferência do consumidor: são as versões 4x2 com câmbio automático. Na faixa de preço entre 80 000 e 100 000 reais, foram elas as convocadas para este comparativo. Pela relação de preço e equipamentos, o Freemont foi o único analisado em sua versão mais completa, Precision. Sportage e ix35, os únicos representantes flex no comparativo, estreiam uma novidade no teste. Para facilitar a comparação, na ficha técnica, o consumo com etanol é acompanhado de uma simulação com gasolina, que, em geral, é cerca de 30% melhor que com álcool. Dos convidados, apenas um não confirmou presença, o Suzuki Grand Vitara. "A marca não tem carro para ceder para teste", disse a assessoria de imprensa. Uma pena ele não participar deste confronto com Peugeot 3008Allure, MitsubishiASX, Chevrolet Captiva Sport, Jeep Compass Sport, Honda CR-V LX, Fiat Freemont Precision, Hyundai ix35 Flex e Kia Sportage Flex.



8 ° Compass Sport 2.0 16V



A Intenção da Jeep com o Compass era criar um modelo capaz de conter o avanço dos SUVs compactos asiáticos. Para tanto, abandonou a tração integral e tentou compensar essa perda com o mesmo design robusto do tradicional e afamado Cherokee, além de um pacote de equi- pamentos atraente.A intenção era boa.

Na prática, o estilo do Compass ficou mais para o do Tucson que para o do ix35: é parrudo, mas óbvio, reto e antiquado - o "charme" fica por conta da maçaneta das portas traseiras, vertical, mas muito saliente. Sobram amenidades no interior, como um sistema de som potente e repleto de recursos: o rádio funciona como disqueteira para seis discos e tem capacidade de reproduzir o áudio de um DVD. O piloto tem ainda teto solar, controles de tração e estabilidade e monitoração da calibragem dos pneus. O problema é que esses agrados elevaram o preço: por 99 900 reais, o Compass é o modelo mais caro do comparativo.

Não bastasse o preço alto, o Jeep peca pela falta de espaço. A vida de quem viaja atrás é dificultada pela pouca distância em relação ao encosto do banco dianteiro e, principalmente, pelo enorme túnel central, que obriga o passageiro do meio a ficar com as pernas abertas, atrapalhando seus vizinhos. O porta-malas do Compass é o menor entre os de todos os modelos aqui alinhados: são apenas 328 litros - um quase empate com o Agile, com seus 327 litros de capacidade.

O acabamento da cabine é bom, sem rebarbas ou partes desalinhadas. O problema está na seleção dos materiais. O painel, por exemplo, é feito de plástico duro, assim como no ix35 e no CR-V, mas a textura e o excesso de brilho conferem uma impressão de baixa qualidade, o que não acontece nos rivais asiáticos.

O motor 2.0 16V de 156 cv só perde em potência para o do CR-V, com 155 cv. Enquanto o Honda se mostrou como um dos mais eficientes da turma, o Compass fez feio. Foi mal nas provas de desempenho e de consumo. Também não enobrece seu currículo o péssimo resultado nos testes de colisão do Euro NCAP, apenas duas estrelas.

POSITIVO
Rádio para seis CDs no painel e leitor de aúdio de DVD.

NEGATIVO

Túnel no assoalho à frente do banco traseiro rouba espaço na cabine.

EXCLUSIVO

Só o Compass tem teto solar entre
os equipamentos de série.



7 ° sportage 2.0 16v Flex


O Sportage vive uma situação diferente da de seu vizinho de página, o Compass. O estilo é um dos mais atraentes, o acabamento e a qualidade dos materiais são bons e os números registrados na pista, satisfatórios. O problema do Kia está na falta de equipamentos de série.

Boa parte do poder de atração do Sportage está nos faróis com leds, mas eles são opcionais, assim como piloto automático, câmera de ré com tela no retrovisor interno eletrocrômico, ar digital dual-zone, banco do motorista elétrico, chave presencial, computador de bordo, bancos de couro, retrovisores externos com aquecimento e cinto traseiro central de três pontas e dianteiros com ajuste de altura. Tudo por 13900 reais. Teto solar panorâmico e airbags laterais e de teto somam outros 5 300 reais. Se optar por um Sportage, invista ao menos no primeiro pacote, pois a revenda de um modelo dessa categoria sem o mínimo de equipamentos pode levar a uma pesada desvalorização.

Ainda que se considere que um carro a etanol beba um volume cerca de 30% maior que quando abastecido com gasolina, o Sportage apresentou apetite na média do segmento. Contudo, se ele se mostrou um pouco mais econômico que seu gêmeo ix35, houve clara desvantagem nas provas dinâmicas, sobretudo na de aceleração de 0 a 100 km/h. Enquanto o Hyundai registrou 10,8 segundos - perdendo apenas para o Peugeot 3008, com 9,9 -, o Kia fez 12,2 e empatou com o Compass, perdendo do Captiva (11,2) e do CR-V (11,9) e ganhando doASX (12,6) e do Freemont (13,6).

As rodas aro 18 do Sportage incrementam o visual, mas sacrificam o conforto. Seus pneus 235/55 têm o ombro muito baixo: em São Paulo, onde o asfalto é muito malcuidado, o risco de danificar o conjunto em um buraco é alto.

Bom nas retomadas de velocidade - só perdeu para o 3008 e para o ix35 - e no consumo urbano - só foi pior que o 3008 e o CR-V -, o Sportage é um bom companheiro para as tarefas diárias. Ao lado do ix35, o Sportage tem o maior prazo de garantia, cinco anos. Mas perde para o irmão no tamanho da rede: 203, ante 166.

POSITIVO
Tecnologia flex é sempre bem recebida pelo consumidor.

NEGATIVO
O preço. Não consegue bater nem o gêmeo ix35, que já é caro.

EXCLUSIVO
Faróis com
leds, ainda que oferecidos apenas como opcionais.



6 ° ix35 2.0 16V Flex


Apesar de ser um gêmeo do Sportage, com quem compartilha plataforma, base mecânica e arquitetura elétrica, além de um sem-número de peças, o ix35 sai do comparativo mais próximo do ASX, o quinto colocado.

A folga em relação ao Sportage começa no preço. Por 93000 reais, você leva o ix35 automático de entrada - o Kia, vale lembrar, custa 95 400 reais. A configuração dos pacotes é basicamente a mes- ma nas duas marcas. Ou seja, airbags frontais são de série, mas para ter a proteção máxima, com bolsas laterais e no teto, só partindo para o ix35 top de linha, que, aliás, só deve chegar em junho.

Diferente do Sportage, o ix35 não tem olhos hipnotizantes, pelo contrário. O conjunto óptico frontal é desprovido de xenônio, leds ou projetores. São bastante simples. É preciso entrar na cabine para notar onde estão as maiores diferenças em relação ao conterrâneo. A que mais salta aos olhos é o sistema multimídia com tela sensível ao toque - de acordo com a Caoa, importadora oficial no Brasil, o equipamento vem de série desde a versão básica. Bonito, intuitivo e acessível, o equipamento exibe, além das informações de áudio, as imagens captadas pela câmera traseira e os mapas do navegador GPS.Além de prática, a tela multicolorida deu uma quebrada na overdose de azul que acompanhava o modelo.

O ix35 também adotou a tecnologia flex recentemente. No fechamento desta edição, a Caoa confirmou o começo das vendas na segunda quinzena de abril. Em par com a caixa automática de seis marchas com opção de trocas na alavanca, o motor quatro-cilindros 2.0 16V flex com comando variável das válvulas de admissão e escape e coletor de admissão de ar também variável assegurou ao ix35 um bom desempenho - só perdeu para o 3008 nas provas de aceleração e retomadas de velocidade. Nas provas de ruído e frenagem, o ix35 ficou entre os melhores do comparativo.

A projeção de gastos com o Hyundai está dentro da média do segmento. O preço do seguro, por exemplo, é de 3,9% do valor do carro, o mesmo que um Compass e um Freemont.

POSITIVO
Linha 2012 ganhou volante com ajuste de profundidade
e motor flex.

NEGATIVO
Computador de bordo não traz informações de consumo.

EXCLUSIVO
O ix35 tem GPS integrado ao painel desde a versão mais simples.



5 ° ASX 2.0 16V

Quinto colocado, o ASX tem importância estratégica para o futuro da Mitsubishi no Brasil. Caberá a ele a honra de ser o primeiro automóvel de passeio da marca produzido localmente. Não será exatamente o modelo que você vê na foto, mas uma versão redesenhada. É o que garante uma fonte ligada à fábrica - saiba quais serão as outras mudanças doASX remodelado na seção Segredo.

O fato é que, enquanto a produção local não se inicia, o ASX vai, discretamente, ganhando mercado. De acordo com os números da Fenabrave, no acumulado de emplacamentos do primeiro trimestre de 2012, o crossover da Mitsubishi registrou 2168 unidades. Se restringirmos o ranking aos modelos reunidos neste comparativo, o ASX ficaria num honroso quarto posto, atrás de CR-V, Freemont e Captiva - vale lembrar que os dados do CR-V se referem à geração anterior.

Proteção total, só investindo pesado. Como no Sportage e no ix35, airbags laterais e de teto são de série apenas nas versões mais caras. No que se refere ao câmbio, há um ponto comum com o Compass. O ASX é tocado por um câmbio CVT, de relações continuamente variáveis com opção de trocas sequenciais com seis marchas. Ao assumir as mudanças de marcha, o piloto do ASX toca duas enormes paletas metálicas atrás do volante, herdadas do Lancer Evolution. O desempenho é ligeiramente inferior ao do Compass, que por sua vez é mais silencioso, mas muito mais beberrão na estrada: 10,3 km/l de gasolina, ante 12,5 km/l do ASX.

A rede de assistência não é ampla, mas as 175 concessionárias tornam a rede Mitsubishi maior que a da Peugeot (165 pontos), da Kia (166) e da Chrysler/Dodge/Jeep (apenas 33). Outra boa surpresa foi revelada na cotação do seguro: o ASX tem o custo da apólice mais em conta dos convocados, 3,4% do preço do carro.

O ASX guarda algumas semelhanças estéticas com o Lancer - que também será produzido no Brasil -, com quem compartilha a plataforma. A dianteira, por exemplo, segue o estilo tubarão, com a parte superior mais avançada que a inferior.

POSITIVO

A vida após a compra é facilitada com o menor custo de seguro: 3,4%.

NEGATIVO

Será remodelado e nacionalizado em breve. Também ganhará motor flex.

EXCLUSIVO

Câmbio com opção de troca de marchas junto ao volante.



4 ° Freemont Precision 2.4 16V

Para o comparativo, levamos em conta apenas as versões de entrada dos modelos 4x2 automáticos. A exceção foi o Freemont. Acontece que mesmo a top de linha Precision tem preço muito aquém da fronteira dos 100 000 reais - sai por 87290 reais. E vale muito mais a pena que a Emotion, de 82 470 reais.

O pacote de acessórios da Precision adiciona ar-condicionado independente na traseira, bagageiro no teto, banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível a 180 graus e porta-objetos sob o assento, banco do motorista com ajuste elétrico de distância, altura e lombar (manual no encosto), segunda fileira de bancos com dois assentos de elevação para crianças, dois bancos na região do porta-malas, retrovisores externos com rebatimento elétrico, sensor de estacionamento, air-bags de teto e laterais dianteiros e vidros dianteiros elétricos com função um-toque.

Com 4,89 metros de comprimento, o Freemont é o gigante da turma, que vai dos 4,3 metros do ASX aos 4,58 do Captiva. O espaço interno é bom, sensação ampliada pela posição alta dos bancos e pelas colunas da carroceria pouco inclinadas.

Pesado (1809 kg), o Freemont mostra as piores relações de peso/potência (10,2 kg/cv) e peso/torque (80,76 kg/mkgf) do comparativo. A análise prévia da ficha técnica antecipou o resultado dos testes na pista. Lento nas provas de aceleração e retomadas de velocidade, o Freemont também revelou um apetite voraz por gasolina: 7,3 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada. Na edição de janeiro de 2012, num confronto com o Journey - modelo da Dodge no qual o Freemont se baseia -, ficou evidente que o motor V6 do modelo americano é muito mais adequado ao peso e à proposta do veículo. Aqui, contra concorrentes menores, o consumo elevado é parcialmente amenizado pelo porte e pela boa relação entre custo e benefício - especialmente da versão Precision. Se optar pela versão Emotion, fica a dica: adquira o sensor de estacionamento opcional. Caso contrário, o risco de ralar o grandalhão Freemont nas manobras é elevado.

POSITIVO

Bancos com mesas, porta-objetos e assentos elevados para crianças.

NEGATIVO
Pesado, o Freemont é lento em arrancadas
e retomadas.

EXCLUSIVO
Bancos para até sete pessoas e ar independente na traseira.



3 ° Captiva Sport 2.4 16V


Velho conhecido do consumidor brasileiro, o Captiva apresenta as virtudes e limitações características da idade. Com o perdão do trocadilho, o modelo cativa a clientela com itens de série que vão além dos tradicionais ABS, air-bags frontais, trio elétrico, ar-condicionado e direção hidráulica. A extensa lista inclui airbags laterais e de cabeça, controles de tração e estabilidade, monitoramento da pressão dos pneus no computador de bordo, rack de teto, som completo, banco do passageiro dianteiro com encosto reclinável a 180 graus e bancos de couro. A linha 2012 ficou ainda melhor: o ar-condicionado recebeu sistema de controle automático de temperatura, os bancos dianteiros ganharam aquecimento e o do motorista, ajustes elétricos. E os retrovisores externos agora têm aquecimento. A nova linha traz também o sistema de partida remota, que permite ligar o motor e o ar-condicionado a distância. Some ao turbinado pacote de acessórios uma rede de assistência com 600 concessionárias no país e um preço atraente: 87900 reais.

As rugas do Captiva são evidentes. O volante é grande, as telas do computador de bordo e do rádio são monocromáticas e o controle remoto das portas é independente da chave. Segundo uma fonte ligada à GM da Argentina, em 2014 uma nova geração substituirá de uma só vez o modelo comercializado por lá (importado da Coreia) e o daqui (trazido do México). A nova geração do Captiva aposentará a atual plataforma Theta, sobre a qual a Suzuki monta hoje o Grand Vitara - convocado para este comparativo, mas ausente porque o importador disse não ter um exemplar para teste.

Na pista, o motor 2.4 e o câmbio automático de seis marchas despontaram. Os números obtidos nas provas dinâmicas (aceleração e retomada) foram inferiores aos dos coreanos flexíveis ix35 e Sportage, ambos 2.0. Pior, os testes de consumo foram quase tão negativos quanto os do Freemont: 7,8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada, ante, respectivamente, 7,3 e 9,8 km/l do Fiat.

Seguindo o exemplo deAstra eVectra, o Captiva é uma das opções mais racionais do segmento.

POSITIVO
Preço baixo e vasta lista de itens de segurança
e conforto.

NEGATIVO

Desenho ultrapassado e consumo elevado de combustível.

EXCLUSIVO

Controle remoto permite ligar o carro e acionar o ar a distância.



2 ° CR-V LX 2.0 16V

Apesar de ter mantido as linhas básicas do antigo CR-V, as mudanças da quarta geração do SUV, apresentada em março, foram gerais, o que inclui o uso de uma plataforma inédita. A virada, porém, não resolveu uma das principais desvantagens do Honda frente à concorrência: a ausência de um sistema sequencial de troca de marchas - ele é o único do comparativo assim. Em contrapartida, o modelo está mais atraente aos olhos de quem aprecia tecnologia. A cabine de decoração sisuda era outra falta da geração anterior. De série, o modelo ganhou o recurso ECON, ativado por meio de um botão no painel, à esquerda do volante. Para diminuir o consumo de combustível (e as emissões de poluentes), o sistema ativa cartografias eletrônicas mais mansas de gerenciamento de câmbio, motor, ar-condicionado e até do piloto automático. No painel, os dois arcos verticais luminosos que cercam o velocímetro mudam do cor conforme o consumo: branca, elevado, e verde, moderado. Câmera de ré e computador de bordo fecham o pacote hi-tech.

A maior limitação do CR-V diante dos rivais está na configuração de equipamentos determinada pela fábrica. Sem opcionais, é preciso migrar da versão LX para a EXL, que adiciona, além da tração 4x4, controles de estabilidade e tração, bancos de couro, airbags laterais e de janela e teto solar.

Portas e painel do novo CR-V são de plástico duro, mas ainda assim o material tem visual e textura agradáveis. Os bancos dianteiros são pobres em recursos - o do motorista não tem ajuste elétrico e o do passageiro não se transforma em mesa nem oculta um porta-objetos sob o assento -, mas são, de longe, os melhores do comparativo. Amplos, são confortáveis e sustentam bem o corpo nas curvas. Os traseiros também estão a anos-luz da concorrência. Para rebatê-los, basta um único movimento: ao puxar uma pequena alça, o assento e o apoio de cabeça se deslocam, enquanto o encosto deita ao nível do piso do porta-malas.

Mediano nas provas de desempenho e acima da média nas de consumo, o CR-V empata com o Captiva em preço, 87 900 reais.

POSITIVO
Rebater os bancos traseiros é tarefa simples, rápida
e segura.

NEGATIVO
Falta equipamento: câmbio sequencial, airbags laterais e de cabeça, ESP...

EXCLUSIVO

O recurso ECON se mostrou eficiente para quem quer poupar gasolina.



1 ° 3008 Allure 1.6 16V Turbo

Foi uma surpresa ver o 3008 sair vitorioso desta luta contra rivais muito mais famosos. E convincentes. O ranking de emplacamentos nos três primeiros meses de 2012 denuncia o baixo volume de vendas do 3008, importado da França: apenas 331 unidades. No mesmo período, foram registrados 4815 Honda CR-V (em transição da antiga para a nova geração), 3 145 Freemont e 2 426 Captiva - os três trazidos do México.

Carlos Szeles, gerente de produto da Peugeot, tenta explicar os motivos da falta de fôlego do 3008 em nosso mercado: "No início da importação, em 2010, não tínhamos volume, pois a demanda ao redor do planeta estava muito acima da capacidade de produção. Quanto ao desempenho no primeiro trimestre, houve uma infeliz coincidência. O anúncio das novas regras do IPI coincidiu com a fase em que estávamos limpando o estoque do modelo 2012 para a chegada do 2013". Enquanto isso, as marcas concorrentes abasteceram seus estoques. "Daqui para a frente, será diferente. As regras para os carros trazidos do México vão mudar e os importados estocados vão acabar", afirma Szeles.


Com um 3008 na frota de Longa Duração, temos conhecimento de causa para afirmar: o problema do carro é o serviço deficiente prestado pela rede. Na pista, o 3008, com os 9 cv extras ganhos na linha 2012 pelo motor 1.6 turbo alimentado (passou de 156 para 165 cv), decepcionou ao registrar números de desempenho idênticos e de consumo muito superiores aos da versão testada em dezembro de 2010. Como os resultados obtidos pela unidade entregue pela Peugeot à época foram confirmados com a passagem do 3008 de Longa Duração pela pista de teste, pode ser que o modelo 2012 testado agora estivesse com algum problema. Ainda assim, o Peugeot se mostra o mais eficiente dos convocados. É o único a fazer de 0 a 100 km/h abaixo dos 10 segundos (9,9) e a percorrer mais de 13 km com 1 litro de gasolina na estrada (13,3 km/l).


Com controles de estabilidade e tração, airbags laterais e de cabeça e ar dual-zone, o 3008 faz por merecer a consideração por parte de qualquer candidato a proprietário de SUV.

POSITIVO
Eficiente, o 3008 foi bem nas provas de desempenho
e consumo.

NEGATIVO

Ruim de revenda e rede leniente. A Peugeot sofre com a má fama.

EXCLUSIVO
Porta-objetos entre os bancos pode ser aquecido ou refrigerado.



VEREDICTO

O vencedor
 3008 e o lanterna Compass se desgarraram do grupo. Do segundo ao quinto posto, porém, a briga é intensa. Portanto, fique à vontade para alterar o ranking conforme seu gosto e necessidades. Os coreanos flexíveis entrariam neste grupo, não fosse
o pacote básico demais diante
do preço cobrado.

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