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Carros | Comparativos
Sedãs médios
Abril 2009

Sedãs médios

Colocamos frente a frente as versões de entrada dos sedãs médios, que ficam bem na foto e também no extrato bancário

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Em tempos bicudos, a arte de fazer o mesmo com menos é uma virtude em alta. Comedimento, no entanto, não necessariamente significa abrir mão de posições conquistadas. É o caso deste comparativo que reúne quatro sedãs médios em suas versões de entrada. O forte deles é boa relação custo-benefício sem renunciar à pose ou cobrar sacrifícios do motorista.

Entre as ofertas há o Vectra Expression (do inglês, “ecspréchion”), o Mégane Expression (do francês, “esprreción”), o Novo Focus GLX e o – simples assim – Sentra 2.0. Todos são equipados com câmbio manual e abrem mão de luxos como bancos de couro, por exemplo. Mas não dispensam ar-condicionado, direção assistida e vidros elétricos. A maioria traz freios ABS e airbags, de série. E dois se destacam com itens como computador de bordo, CD player e piloto automático.

O Vectra está na terceira geração, que chegou em 2005, e foi reestilizado no mês passado. Os rivais vieram depois. O Mégane é de 2006, o Sentra de 2007 e o Focus de 2008. O Ford ainda mantém a opção do “old” Focus, que pode ser uma alternativa com preço atraente, vendido por 46 350 reais, na versão 1.6, e 53 267 reais, na 2.0. Mas, nesse caso, não dá para dizer que a pose não cedeu lá seu quinhão de sacrifício. E a diferença de preço desses para os demais não é tão grande.

Neste comparativo, todos estão na faixa dos 50 000 reais, considerando as tabelas das fábricas. Dependendo da cidade e de seu poder de persuasão, o negócio pode ficar ainda mais interessante.


4. MÉGANE 1.6 FLEX EXPRESSION


As rodas aro 15 têm calotas

Em 2008, o Mégane ficou em quinto lugar no ranking de vendas dos sedãs médios, com um volume bem menor que o dos líderes Civic e Corolla. Mas esse desempenho tímido não é por falta de qualidades. O que mais me agrada é a posição de dirigir, com um toque de esportividade. O banco do motorista apoia bem o corpo, o volante tem boa empunhadura e os instrumentos estão à mão. A direção elétrica, por sua vez, sabe ser leve nas manobras em baixa velocidade e firme, nas de alta. E a suspensão é macia, mas não isola as interações do carro com o piso. Neste comparativo, ele se destaca por ter o preço mais baixo entre os rivais, acompanhado de um pacote de série que inclui ABS, airbag, ar-condicionado e computador de bordo, itens presentes somente no Focus, o mais caro da turma.

Está bem, o Mégane tem pontos negativos importantes. Entre os modelos aqui alinhados, ele é o dono do motor mais fraco. O 1.6 16V tem 115 cv de potência com álcool, enquanto os outros têm 140 cv ou mais. Na pista de teste, viu as luzes de freio dos outros acenderem, quando ele ainda estava no meio da reta. A versão 2.0 é mais potente, tem 138 cv, mas não é flex e custa salgados 56 050 reais.

Pesa também o fato de ele ser o mesmo desde que chegou, em 2006. Já era hora de a Renault providenciar novidades, assim como a GM fez com o Vectra. Poderia, pelo menos, deixá-lo igual ao modelo francês, que passou por uma reestilização leve no mesmo ano em que ele estreou por aqui. Até porque, lá fora, esse Mégane ainda existe, mas já tem sucessor na versão hatch, apresentado no Salão de Paris do ano passado. O nosso Mégane é um exemplar da segunda geração, e na França o hatch que estreou é da terceira. As linhas do novo são completamente diferentes.

O Mégane usa a mesma base do Sentra (a plataforma C do grupo Renault-Nissan). Mas o Sentra é um projeto mais moderno e sofisticado.

Apesar de bem equipado e gostoso de dirigir, o Mégane perde pontos em razão de sua defasagem visual e técnica. E do mau desempenho no mercado.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é fácil de esterçar e a suspensão é macia, sem exagero. Foi o que se saiu melhor nos testes de frenagem.


MOTOR E CÂMBIO
Seu motor era o mais fraco do comparativo. O câmbio bem escalonado ajudou, mas faltou fôlego para encarar os rivais.


CARROCERIA
Sua vedação é eficiente. Apesar de já aposentada na França, a versão ainda é atual.


VIDA A BORDO
Tem cartão eletrônico, que substitui a chave, e freio de mão em forma de manete.


SEGURANÇA
Tem ABS com EBD e duplo airbag entre os itens de série.


SEU BOLSO
É o mais barato. E vem bem equipado.


3. VECTRA 2.0 FLEX EXPRESSION


Só o emblema é novo, na traseira

Ele é a mais recente novidade deste comparativo, se considerarmos que a versão mostrada aqui passou por uma série de mudanças, apresentadas em março de 2009. Seu design incorporou o novo visual Chevrolet, com a troca da grade dianteira. Por dentro, houve uma bem-vinda substituição de materiais, o que deixou o acabamento de painel e dos bancos mais sofisticado. Mas, na versão Expression, mostrada aqui, nem todas as peças são merecedoras de elogios.

O acabamento das portas deixa a desejar. A maçaneta, por exemplo, poderia ser de plástico, mas não precisava ter o acabamento bruto que tem. E o divisor do porta-trecos da porta, de carpete, é tosco. Seria melhor não tê-lo. Atendendo ao desejo dos clientes, detectado em pesquisas, a GM aumentou o número de porta-objetos e ampliou os que já existiam. Quem quiser agora pode instalar uma garrafa PET de 600 ml na lateral da porta.

No que diz respeito à mecânica, o motor 2.0 recebeu melhorias para atender a nova fase do programa de controle da poluição. Além de um segundo catalisador, a engenharia providenciou comando de válvulas roletado, novos coletores e um bico injetor adicional para cada cilindro, para o sistema de partida a frio. O motor ganhou 12 cv de potência, passando de 128 cv para 140 cv, com álcool. Na pista de testes, porém, o desempenho se manteve no mesmo patamar das versões anteriores. E, apesar de mais novo, o motor ainda não se impõe diante dos sofisticados motores do Sentra e do Focus.

Quem conhece o Vectra não vai notar alteração de comportamento nesta versão, que ao contrário da Elite não sofreu mudanças na suspensão. A GM diz que a Elite ganhou amortecedores mais macios para compensar a firmeza dos seus pneus 215/45 R17 de perfil baixo, enquanto a Expression calça sapatos mais confortáveis: 195/65 R15.

No fim das contas, as mudanças foram tímidas nesta versão, mas deram novo fôlego ao Vectra. A renovação garantiu seu terceiro lugar.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Nada mudou. O carro continua confortável, com direção hidráulica leve e freios competentes.


MOTOR E CÂMBIO
O motor ficou mais limpo e mais potente, mas, na pista, não fez diferença.


CARROCERIA
Mudar é sempre bom. Dá jovialidade ao visual e é um sinal de que a fábrica está cuidando do carro.


VIDA A BORDO
O acabamento melhorou. Mas desvie o olhar do revestimento das portas.


SEGURANÇA
ABS? De jeito nenhum. Airbag? Só para motorista e passageiro, como opcional.


SEU BOLSO
É menos equipado, mas a manutenção é frugal.


2. SENTRA 2.0


As lanternas são no estilo tunning

Assim como o Mégane, o Sentra também tem participação discreta no mercado, embora disponha de um sedutor pacote de atrativos. Foi lançado aqui em 2007, alguns meses depois de mostrado nos Estados Unidos. Os dois, Mégane e Sentra, usam a mesma plataforma C do grupo Renault-Nissan. Mas o Sentra é tecnicamente mais refinado. Seu motor 2.0 tem bloco e cabeçote de alumínio e comando de válvulas variável, que gera 142 cv de potência e o maior volume de torque deste comparativo. Ele entrega 20,3 mkgf a 4 800 rpm, sendo que 90% da força está disponível a partir de 2 400 rpm, segundo a fábrica.

Na pista de testes, o Sentra foi o tempo todo mais rápido que os rivais e ainda se revelou o mais econômico, entre os modelos movidos a gasolina. No custo por quilômetro ele perde para os flex, beneficiados pelo preço vantajoso do álcool. Assim como o Focus, o Sentra vai se tornar flex, no futuro.

No conjunto, o Sentra é conservador, principalmente em comparação com o concorrente Focus: os freios usam discos na frente e tambores atrás, e a suspensão combina o sistema McPherson, na dianteira, com eixo de torção, na traseira. Ao contrário da geração anterior, esta suspensão é firme, no entanto. Ela absorve bem os buracos, sem deixar a carroceria oscilando livre.

Ao volante, sente-se certo clima de minivan no ar. O motorista viaja em posição elevada, tendo a alavanca apoiada em um prolongamento do painel. Os porta-trecos estão por toda a parte e, escondida no console, existe uma tomada de 12 V. Em relação aos equipamentos, o Sentra faz frente ao Mégane e ao Focus (e põe o Vectra no bolso), com itens como ABS, duplo airbag e ar-condicionado de série, compensando a falta de computador de bordo e banco traseiro rebatível com CD player e cruise-control também de série. O acabamento de qualidade faz a gente esquecer que essa versão é a mais simples da família. Os bancos têm tecido com pontos em relevo e apliques de camurça artificial.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é leve acima de 100 km/h. Mas a suspensão compensa com equilíbrio. Tem freio a tambor na traseira.

MOTOR E CÂMBIO
Modernos, ambos proporcionam bom desempenho, aliado a baixo consumo de combustível.

CARROCERIA
O isolamento acústico e a rigidez torcional são de qualidade superior.

VIDA A BORDO
A cabine acomoda quatro adultos. O acabamento nem parece de carro básico.

SEGURANÇA
Tem ABS e duplo airbag. Mas faltou a trava automática das portas.

SEU BOLSO
Não é flex. A rede autorizada é pequena. Falta tradição local à marca.


1. FOCUS SEDAN 2.0 GLX


As rodas são de liga leve, aro 16

Ser ou não ser flex é uma questão vital para o Focus. Enquanto não se tornar flexível – o que deve ocorrer só no fim do ano –, ele vai continuar pagando um preço no ranking dos carros mais vendidos. Mesmo nos lugares em que o álcool é caro ou as temperaturas baixas dificultam as partidas, ficará a impressão de carência tecnológica. Mas essa limitação não tira dele o primeiro lugar neste comparativo. Seu motor é competente. Construído de alumínio, ele tem cabeçote multiválvulas e sistema de admissão variável e entrega 145 cv. É o mais potente dos modelos alinhados aqui.

Nos testes, o Focus andou atrás do Sentra, mas, além do motor, o Focus traz outros sistemas que o valorizam. A suspensão traseira multilink, por exemplo. Com esse tipo de suspensão, o Focus tem um equilíbrio que é referência no segmento. O problema desse sistema (para a indústria) é o custo. Por isso, ele é raro entre nós. A Honda usa no Civi Si, a VW no Golf europeu e a Toyota em uma versão do Corolla vendida nos países desenvolvidos. Nessa terceira geração do Focus, a Ford tomou o cuidado de reforçar a ancoragem do eixo, o que melhorou ainda mais a dirigibilidade. São esses cuidados que demonstram a modernidade e a qualidade de um carro. Outro exemplo? O Focus tem freios com discos ventilados nas quatro rodas e direção eletrohidráulica que conta com três programas de assistência: Normal, Conforto e Esporte. O tempo das respostas não varia, mas muda o peso do volante.

A cabine espaçosa é mais simples na versão GLX, mas nem por isso de qualidade inferior à da versão mais cara Ghia. E não se sente falta de nenhum dos principais itens de série, como o sistema de som da Sony e o computador de bordo. O ar-condicionado, que no Ghia é digital e automático, aqui é convencional. E os bancos são de tecido, em vez de couro. O banco traseiro bipartido facilita acesso ao porta-malas, que é igual ao do Vectra na capacidade: 526 litros. O Focus é o mais caro dos quatro, mas justifica com folga o preço de fábrica.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção precisa tem três modos de uso. A suspensão garante equilíbrio e conforto. E os freios transmitem segurança.

MOTOR E CÂMBIO
O motor proporciona bom desempenho com consumo moderado. A alavanca de câmbio tem engates longos e precisa ser conduzida.

CARROCERIA
O design é bonito, tem traços de Volvo. Mas faltou ousadia à traseira.

VIDA A BORDO
A versão GLX é simples, mas completa. O espaço é generoso, mesmo no banco de trás.

SEGURANÇA
Tem ABS e CBC (para assistência em curvas) e duplo airbag.

SEU BOLSO
Ele é o mais caro, mas justifica o preço. Flex? Só no fim do ano.

 


VEREDICTO

 

O Focus vence por ser o mais moderno, sofisticado tecnicamente e bem equipado. Na pista, conseguiu bom desempenho sem consumir muito. Seu único pênalti é não ser flex, mas, entre os carros alinhados aqui, o segundo lugar também ficou com outro carro que não é flex, o Sentra. Rodar com álcool e com gasolina é bom, mas não foi suficiente para que Vectra e Mégane, terceiro e quarto, fizessem frente aos rivais.





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