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Carros | Comparativos
Modelos de sete lugares
Outubro 2008

Modelos de sete lugares

Aqui, as grandes famílias, amigos dos filhos, avós e sobrinhos... São todos bem vindos

Por Adriano Griecco | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Dizem que sete é conta de mentiroso. E é difícil acreditar que uma família de sete pessoas – mais bagagem – possa se acomodar com conforto dentro de algo próximo de um coletivo. Sorte que a arquitetura de interiores sobre rodas tem evoluído, deixando para trás o tempo em que Kombi e Besta disputavam a preferência de grandes famílias. Hoje há boas opções de modelos para levar sete passageiros, cada qual oferecendo mimos e confortos. Se você tem três ou mais filhos, este dossiê de minivans é seu número. Chame as crianças e boa leitura!


KIA CARENS

R$ 79 900

[01]

A Kia é a mais ousada das apostas neste dossiê. Ela custa 79 990 reais. Por essa grana você pode comprar uma Zafira Elite, sem os airbags laterais ou o câmbio seqüencial. Apesar do bom custo-benefício, a Carens é importada, tem preço das peças negociado em dólar, não é flex e não tem a imagem firmada em nosso mercado, como é o caso da rival da Chevrolet.

Mas nem por isso ela deixa de ser interessante. Além da boa lista de itens de série, que inclui seis airbags, ABS, direção hidráulica e ar-condicionado, ela também traz o câmbio seqüencial e o sensor de distância no pára-choque, o que facilita na hora de estacionar, mesmo quando carregada.

O interior é grande. São 2,7 metros de entreeixos. Se você é dono de uma Zafira e está contente com o espaço, anime-se, pois as duas têm medidas bem próximas. Os bancos são escamoteáveis, tanto os traseiros como a fileira central. A Carens é capaz de levar dois ocupantes e 2 106 litros de bagagem, cinco pessoas e 400 litros de malas ou sete pessoas e 220 litros de mochilas. Mais as pequenas tralhas. São tantas gavetas embutidas no painel que é capaz de a gente apertar alguma tampa de acabamento por engano.

Seu motor tem 149 cv. O câmbio seqüencial de quatro marchas permite que se use o freio-motor na aproximação de uma curva. Ajuda, principalmente quando se está carregado. Os largos pneus 205/60 ajudam na estabilidade. Construção sólida com rodar silencioso, seis airbags, câmbio seqüencial e preço de nacional fazem da minivan da Kia um caso a pensar quando sete é seu número.


FIAT DOBLÒ

R$ 58 180

[02]

Quando o Doblò chegou, em 2001, seus congêneres Kangoo e Berlingo já estavam desbravando entre nós o então desconhecido segmento das multivans. Com um visual diferente do que estávamos acostumados a ver, ele foi o grande responsável por fazer os brasileiros olharem para esse tipo de carro com interesse que ia além da mera curiosidade – mais pela versatilidade que por suas linhas.

De lá para cá, pouco mudou visualmente no Fiat – tudo bem, os logotipos agora são vermelhos, seguindo o padrão do restante da linha. Mecanicamente, no entanto, o carro aposentou o motor Fire 1.3 e o 1.6 16V e, desde 2005, utiliza o 1,8 litro com 112/114 cv. Graças a essa alteração, hoje, ninguém pode reclamar de falta de potência. Ao volante, o motorista se sente numa posição mais alta que no Kangoo. Os bancos são firmes e apóiam bem o corpo na frente. E ponto positivo para a alavanca de câmbio, no painel, em altura elevada e fácil de manusear, e também para o porta-objetos no teto.

O Doblò só sai de fábrica com cinco lugares. Nas versões ELX (51 350 reais) e HLX (58 180 reais), porém, é possível encomendar um banco extra, por 846 reais, ou dois, por 1 324 reais. Na Adventure, a Fiat disponibiliza apenas o sexto banco como opcional. Como estamos falando de sete, ficamos com os dois bancos que, além de cinto de três pontos, oferecem dois porta-copos, um em cada lateral. Ainda têm funcionamento simples: quando o proprietário precisar de mais porta-malas, pode dobrá-los e encaixálos na lateral. E, rebatendo os bancos do meio, a capacidade do porta-malas salta dos 750 litros para 3 000 litros, segundo a fábrica. Haja tralha!


RENAULT KANGOO

R$ 54 060

[03]

Em julho passado, a Renault passou a importar a versão reestilizada do Kangoo, feito na Argentina. O novo visual, com faróis em forma de gota, é semelhante ao exibido no último Salão de Frankfurt, em setembro do ano passado. Mas esse carro não é nem de perto a segunda geração do modelo europeu, que ficou maior. O que temos por aqui, na verdade, é o mesmo modelo, com reestilizações na dianteira e na traseira, depois de nove anos com a mesma cara.

A maior novidade da linha 2009 do Kangoo é a possibilidade de transportar sete passageiros, equiparando-se ao Fiat Doblò, até então o único do segmento a oferecer tal comodidade (o Berlingo já não é mais vendido por aqui). Para facilitar o acesso aos assentos extras, a tampa traseira passa a ser dividida de forma assimétrica, na razão de 1/3 e 2/3 com abertura de 90 e 180 graus respectivamente, com trava de abertura. Já as portas laterais corrediças garantem o embarque e desembarque de adultos e crianças com mais segurança. Ainda assim, não espere conforto, como em uma Zafira ou em uma Town & Country. Os encostos dos bancos são duros e retos. Os da fileira do meio levam três adultos com certo aperto. E os dois traseiros, duas crianças, também sem conforto.

O Kangoo com sete lugares é oferecido em duas versões. Uma é a básica Authentique, que custa 46 760 reais e só existe com três portas. A outra é a aventureira Sportway, que custa 54 060 reais. Sob o capô, as duas têm o mesmo 1.6 16V Hi-Flex adotado na geração anterior, que rende 98 cv com álcool e 95 cv com gasolina.


CITROËN GRAND PICASSO

R$ 89 800

[04]

Para quem gosta de agrado, a Citroën é a campeã. Supera até a Town & Country na quantidade de mimos. Ao preço de 89 800 reais, ela vem com tudo: ar-condicionado, direção assistida, ABS, trio elétrico e abertura por controle remoto. A presença eletrônica é visível e sensível. A começar pelo painel, com mostrador digital centralizado – coisa que a Grand Scénic também tem. Mas, enquanto você ajusta o brilho na da Renault, o dono da Grand Picasso escolhe entre cinco tonalidades de azul.

Os mimos incluem um aromatizador, como no Pallas, que regula a intensidade do perfume. Quatro passageiros selecionam a temperatura com até 2 graus de diferença em relação à do motorista. Com relação ao espaço interno, ninguém vai reclamar de aperto e a criançada que andar atrás tem mesinha retrátil. São 550 litros de bagageiro, com a opção de rebatimento, formando um assoalho que eleva a capacidade de carga a quase 2 000 litros.

Ao volante, gostamos da posição de dirigir, mais próxima da de um sedã. A visibilidade é boa e ela tem pára-brisa panorâmico que invade o teto e aumenta a quantidade de luz. Na baliza, sensores de estacionamento zelam pelos pára-choques. Durante a manobra, ao acionar a alavanca de seta, apertar um botão no painel e “passar” pela vaga, os mesmos sensores dizem se a minivan cabe ou não naquele espaço.

Sob o capô, a Grand Picasso leva o 2.0 de 143 cv, que só bebe gasolina. O câmbio é o automático seqüencial de quatro marchas e a alavanca é na coluna de direção. As trocas manuais são comandadas pelas duas borboletas atrás do volante. Mas a esportividade acaba por aí. O resto é conforto.


RENAULT GRAND SCÉNIC

R$ 89 990

[05]

Importada da França, a Grand Scénic só existe por aqui na versão Dynamique, ao preço de 89 990 reais. A idéia da Renault é que esse modelo roube clientes da Zafira Elite. E como atrativos, a Scénic oferece seis airbags, direção e trio elétricos, ar-condicionado digital e garantia de três anos de fábrica.

Suas linhas são as mesmas da Scénic II européia, a irmã menor que está uma geração à frente da nossa. No total, a minivan tem 4,5 metros de comprimento e é 24 centímetros mais longa que a Scénic européia – e apenas 16,4 além da nossa Zafira.

O interior é o grande beneficiado nessa história. A posição de dirigir – que conta com regulagem de altura e profundidade do banco e do volante – também se aproxima mais da de um sedã. O porta-trecos entre os bancos dianteiros é um aliado na hora de sumir com a bagunça. É chegar, jogar a tralha lá e esquecer. Quem conhece um Mégane nacional vai se familiarizar com os comandos da minivan. Os botões do ar digital são os mesmos que equipam o sedã e a perua. Assim como na Scénic que você conhece, os bancos são escamoteáveis e têm regulagens independentes.

O aproveitamento do espaço interno está entre os trunfos do carro. Os assentos da segunda fileira possuem encosto reclinável e regulagem longitudinal. Ainda há a opção de transformar o banco do meio dessa fileira em uma mesa, além das mesas retráteis instaladas no encosto dos bancos situados à frente. E, claro, há uma terceira fileira de bancos, que se encaixam no assoalho caso a família precise dos 550 litros do porta-malas. Rebatendo a última e retirando a segunda fileira de bancos, a capacidade do porta-malas salta para 1 960 litros.


CHRYSLER TOWN & COUNTRY

R$ 169 900

[06]

Tudo nela é grande. É a maior das minivans deste dossiê, com 5,14 metros de comprimento. É também a mais potente, com motor V6, 3,8 litros e 193 cv. Mas é o interior que mais impressiona. A começar pelas portas traseiras deslizantes que facilitam a entrada de quem vai na segunda e na terceira fileira de bancos. Falou em porta-trecos, são mais de 50 espalhados pelo carro. A chance de perder algum objeto para sempre não é tão remota assim.

Os sete lugares da Town & Country, no entanto, são diferentes. Estão dispostos na posição 2-2-3. Longe de ser um esquema tático de futebol, isso quer dizer que vão dois ocupantes na dianteira, dois na fileira do meio e três na última. E os bancos agradam pela facilidade no manuseio: são três tiras de tecido numeradas. Puxe 1, 2 e 3, nessa ordem. Mas a Chrysler cobra um preço pela conveniência de desaparecer com os bancos. Os da segunda fileira são baixos e têm assento e encosto curtos. Para completar, a minivan conta com o sistema Stow & Go, que permite guardar no chão os bancos da segunda e da terceira fileiras sem ter que tirar-lhe o encosto, montando um porta-malas que, segundo a fábrica, leva até uma moto.

Apesar do espaço, a esportividade não entra aqui. A suspensão é firme apenas para ninguém enjoar na viagem. Além de espaçosa (a cabine tem mais de 4 metros quadrados), é tudo elétrico, desde a abertura das portas até as regulagens dos pedais. O ar-condicionado digital tem três zonas de temperatura: motorista, carona e bancos de trás. Há quatro tomadas de 12 volts e, na parede do porta-malas, uma lanterna recarregável. Haja bateria. E mais 169 900 reais para estacionar uma dessas na garagem.


CHEVROLET ZAFIRA

R$ 69 985

[07]

A Zafira é a mais antiga das minivans presentes neste dossiê. Chegou aqui em 2001 e permanece sem grandes alterações (apenas três face-lifts) até agora. Entre suas rivais diretas (leia-se Picasso e Scénic), é a única a oferecer sete lugares. A versão que nós fotografamos é a Elite. Mas a que caiu no gosto dos consumidores é a Expression, que só existe com o câmbio automático e custa 69 985 reais. O ponto forte desta versão é o custo-benefício. Além do câmbio automático, ela oferece duplo airbag, piloto automático, ar-condicionado e direção hidráulica.

Normalmente, a Zafira oferece espaço para cinco pessoas, mais bagagem. Com a terceira fila de bancos, é possível transportar mais dois passageiros. O espaço é limitado, mas, como a fileira central pode avançar, há certo conforto para os pequenos, mesmo os mais crescidos. E a Zafira ainda oferece comodidades como porta-objetos nas laterais e uma tomada de 12 volts. Se a prioridade for para a bagagem, os bancos da terceira fila se encaixam no piso do carro, trazendo o porta-malas a sua capacidade nominal de 600 litros.

A posição de dirigir é boa. Mantém o jeitão familiar, mas não é tão vertical como nas outras minivans médias. E o motor 2.0 Flexpower atende aos anseios do motorista. Apesar de o câmbio da versão automática não ser a última palavra em tecnologia (ele não se adapta ao estilo de condução do motorista), ele tem o dispositivo que passa automaticamente para Neutro quando o carro está parado no semáforo, reduzindo consumo e vibrações. E é garantia de conforto no trânsito.





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