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Carros | Comparativos
Land Rover Defender x Kia Sorento EX diesel
Outubro 2008

Land Rover Defender x Kia Sorento EX diesel

Os dois têm em comum a tração nas quatro rodas, preço e bom desempenho dentro de sua proposta

Por Por Cacá Clauset | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

De um lado do ringue, vestindo carroceria de alumínio, medindo 4,63 metros e pesando 3 050 kg, com câmbio manual e custando 144 000 reais, o novo Land Rover Defender 110. Do outro, vestindo carroceria de aço, com 4,59 metros, 2 640 kg e câmbio automático e custando 124 900 reais, temos o prazer de apresentar o Kia Sorento EX.

Opa, mas espere aí. Tem algo estranho nesse embate. Como podemos comparar veículos tão distintos? Pois é, leitor, a idéia foi justamente essa. Este teste não se baseia em semelhanças técnicas, mas sim na paridade do valor. Claro que estamos falando de modelos bem diferentes e que, na teoria, destinam-se a públicos igualmente diferentes. Porém, o que vemos muitas vezes na prática é o parrudo Defender 110 rodando tranqüilamente por nossas nem tão off-road ruas da cidade. Inclusive com uma grande parcela de mulheres ao volante. Até Mariana Ximenes, protagonista da novela A Favorita, usa um Defender para se locomover pelas ruas de São Paulo.

Se fôssemos seguir pelo caminho clássico de um comparativo, antes de chegar ao fim você já saberia o resultado: o Sorento venceria a luta no lado urbano e o Defender nocautearia o Kia em trilhas de puro off-road. Mas, como eu disse, isso todo mundo sabe. Então vamos descobrir quais são as qualidades técnicas que cada um tem para conquistar cada torcida.

A grande novidade dos dois fica por conta dos novos motores diesel. E nesse ponto podemos dizer que os dois surpreenderam. O Defender conta com um novo 2.4 de quatro cilindros fabricado pela Ford (ex-dona da marca), com 122 cv. A potência não é o que impressiona, mas sim a suavidade. Nunca houve um Defender tão silencioso e com rodar tão macio. Ele é só 2,4 decibéis mais ruidoso que o Sorento em marcha lenta – e, acredite, isso é uma façanha.

O câmbio manual de seis marchas completa o conjunto motriz do jipão. O escalonamento bem feito, em que a primeira marcha foi reduzida e a sexta marcha, alongada, otimiza a potência do motor, parecendo que há mais que os 122 cv anunciados. Apenas uma ressalva: a turbina poderia acordar mais cedo, pois antes das 2 200 rpm o motor fica bem fraco.

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E, falando em turbina, é justamente essa peça a grande novidade do Kia a diesel. Ela passou a ser do tipo TGV, de geometria variável. Assim, na prática, o Sorento não sofre mais com o problema de pouco torque em baixa rotação. O TGV consegue fornecer pressão ao motor tanto em baixos como em altos giros. E isso é muito bom no trânsito urbano e também na hora de ultrapassar em uma auto-estrada.

Além da turbina, o motor ganhou nova programação eletrônica e saltou para 170 cv, ante 140 cv do anterior. Uma boa melhora, que, aliada ao TGV, gerou excelentes números de retomadas: gasta apenas 9,7 segundos para ir de 80 a 120 km/h. Já o Defender precisa de 17,2 segundos. Vale dizer que ele não tem o câmbio seqüencial do Kia, que faz as trocas da marcha automaticamente durante a retomada. E, já que estamos em um comparativo sem semelhança, veja o número do Stilo Sporting 1.8 Dualogic: 11,1 segundos. Viu como o Sorento impressiona?

Seu torque de 40 mkgf a apenas 2 000 rpm ajuda muito nessa hora. Na aceleração de 0 a 100 km/h ele cravou 12,3 segundos, bem à frente dos 19,3 do Defender. Mas quem escolhe andar de Defender não é alguém interessado em performance, certo? Aliás, pela grande altura livre do solo, que joga o centro de gravidade para cima, andar em velocidades mais altas com o Defender não é muito aconselhável, mesmo tendo tração permanente nas quatro rodas. Já o Sorento é um SUV com um belo acerto de suspensão. É tão dócil de pilotar quanto um carro de passeio.

Contorcionista Por dentro, o novo Defender conta com o painel remodelado, bem mais caprichado que o da antiga versão nacional. Porém ainda ficam evidentes pontos rústicos, como os parafusos do quebra-sol e as dobradiças das portas. Mas isso faz parte do seu estilo. O que nem a BMW, quando era dona da marca, nem a Ford conseguiram arrumar é a péssima posição de dirigir. Quem sabe agora a indiana Tata Motors dê um jeito nisso. O alinhamento corpo-volante-pedaleiras é digno de um contorcionista. Não dá para entender por que o volante fica tão à esquerda, quase encostando na porta.

Se pessoas de estatura mediana já ficam apertadas, um peso pesado só consegue dirigi-lo com o vidro aberto e o braço para fora. Também estranho é o console no meio dos bancos ser tão grande e largo. No Sorento não há nada disso. Tudo é bem alinhado. O banco conta com várias regulagens e você tem sempre a sensação de que tudo está sob controle. Só o material do painel poderia ser um pouco mais refinado, mas nada que comprometa.

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Na terra, em estradas sem muitas complicações, o Sorento tem uma performance muito boa. Seu sistema de tração é simples, do tipo optativo por botão seletor, ou seja, o motorista pode engatar o 4x4 quando quiser, antes de atingir 80 km/h. Se a coisa complicar, há a reduzida, que duplica a força do motor. Mas o limite do carro em situação off-road não é nem o motor nem a tração, mas sim os ângulos de ataque e saída (28,4 e 25,8 graus, respectivamente, contra 49 e 35 do Defender), que estão dentro dos padrões do segmento, mas que não habilitam o modelo a incursões tão fora-de-estrada como o Land Rover.

O Defender, como diz o próprio nome, se defende como poucos na terra. Em pisos com pequenos buracos, a suspensão absorve bem mas deixa um pouco das vibrações chegarem ao motorista. Mas na hora da dificuldade ele vira bicho. A grande altura livre do solo (31,4 centímetros contra 20 do Kia) e os ótimos ângulos de ataque e de saída ajudam demais. A tração integral é boa, mas para sair da estrada, literalmente, é necessário usar o bloqueio do diferencial central, senão a força do motor vai apenas para as rodas do eixo que tiver menor aderência. E, usando a reduzida com essa primeira marcha curtíssima, você sobe parede. Nesse habitat ele é o topo da pirâmide.

Pensando nos passageiros, o Defender 110 vem com espaço para até sete pessoas. Isso graças aos dois assentos rebatíveis no porta-malas. Antigamente, esse banco era lateral e podia ser usado para levar duas pessoas de cada lado, de frente umas para as outras, totalizando nove passageiros. Mas quem precisa levar tanta gente? Logo, foi acertado colocar um banco de cada lado, no qual o passageiro viaja de frente para o carro, e não de lado, o que era muito desconfortável.

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O Kia, por sua vez, trata muito bem as pessoas que andam no banco traseiro, com bom espaço para pernas e cabeça. Para a segurança ativa, freios ABS com modulador eletrônico EBD. Para a passiva, airbags frontais. Isso tudo de série no Sorento, que ganhou cinco estrelas no crash-test do NHTSA dos EUA e quatro no EuroNcap. Já o Defender vem com ABS de série e, nessa nova versão, também com o controle de tração. Em trilhas mais pesadas, seu habitat natural, acaba que tanto o ABS quanto o controle de tração atrapalham um pouco a performance do carro em certos obstáculos – lama pesada e transposição em X.

Pensando nisso, poderia existir a opção de desligar ambos ou então criar um sistema em que, com a reduzida engatada, eles deixassem de atuar. Esse tipo de equipamento, mais o painel moderno e o motor silencioso, reforça minha teoria de que o caminho do Defender é seguir com sua estética charmosa e inconfundível, porém tornando-se mais agradável a quem quer esse estilo off-road, mas não o pacote completo, que inclui o desconforto típico dos jipes.

Para finalizar, o Sorento segue bem o estilo moderno coreano, de carros com alta eficiência em todos os itens. É o típico aluno nota 8. Passa de ano folgado em todas as matérias, mas também não é 10 em nenhuma delas. Mas é a opção ideal para quem quer conciliar conforto e desempenho off-road com um baixo orçamento dentro do universo diesel.


DEFENDER

[img01] DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A ergonomia ao volante é muito ruim. Suspensão e freios são eficientes.

[img02] MOTOR E CÂMBIO
Ponto de destaque: ficou mais silencioso e o câmbio está mais bem escalonado.

[img03] CARROCERIA
Mantém-se fiel às origens, e isso é bom. Carroceria de alumínio não enferruja.

[img04] VIDA A BORDO
Devido à ergonomia, perde pontos aqui. Mas seu painel ficou melhor e o carro está mais confortável.

[img05] SEGURANÇA
Ganhou ABS e controle de tração. Mas faz falta o airbag.

[img06] SEU BOLSO
Seus 144  000 reais são um preço salgado para o que ele oferece. Por outro lado, é o preço do carisma de uma marca de prestígio.



SORENTO

[img07] DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Bom em todos os aspectos. Destaque para os freios a disco ventilados
nas quatro rodas.

[img08] MOTOR E CÂMBIO
Um dos melhores motores a diesel do mercado. Câmbio automático de cinco marchas bem escalonado.

[img09] CARROCERIA
Bem acabada, com desenho bonito, mas nada que tire o fôlego de quem passa na rua.

[img10] VIDA A BORDO
Tudo no seu lugar. Bem confortável e ergonomia acertada. Um excelente carro para viajar com a família e para ir ao escritório também.

[img11] SEGURANÇA
Tem tudo que precisa e ponto final. ABS, EBD, airbag duplo e frenagem eficiente.

[img12] SEU BOLSO
Combinação muito atraente entre valor, qualidade do produto e prazo de garantia de cinco anos sem limite de quilometragem. Uma excelente escolha racional para um SUV diesel.


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