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Carros | Comparativos
Ford New Fiesta SE x Honda City LX
Setembro 2010

Ford New Fiesta SE x Honda City LX

A Ford traz o New Fiesta do México para fazer sombra ao Honda, na praia dos compactos premium

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Se a Ford te chamar para conhecer o novo Fiesta na concessionária mais próxima, preste bem atenção no convite. Se for para ver o “novo Fiesta”, só vá se estiver em casa sozinho, num domingo de manhã, sem nada para fazer. O “novo Fiesta”, no caso, é aquele seu velho conhecido, que ganhou alguns retoques. Mas, se o convite falar em “New Fiesta”, não perca tempo. O modelo, que chega às revendas na segunda quinzena deste mês, é um carro inteiramente novo, com coisas interessantes que você ainda não viu.

Mesmo que não esteja pensando em trocar de carro agora, vale a visita. Em maio, nós participamos do lançamento dele nos Estados Unidos e ficamos bem impressionados. Agora, que o New Fiesta já está por aqui, nós o levamos para conhecer seu grande rival, o Honda City. A partir de agora, para efeito de identificação de segmento, passaremos a chamar New Fiesta, Honda City – e outros concorrentes da mesma faixa – de sedãs compactos premium.

O New Fiesta mostrado em nossa edição de junho era uma versão topo de linha SEL americana. A nossa será a SE, teoricamente inferior. Mas apenas teoricamente. Sob alguns aspectos, a nossa é mais completa. No que diz respeito à qualidade de materiais, não há diferença. O New Fiesta é um carro mundial fabricado no México e exportado para as três Américas com as mesmas características básicas, diz a Ford. Em relação ao acabamento, a versão americana conta com detalhes como faróis auxiliares com moldura cromada, mas não tem frisos cromados na linha dos vidros laterais e na tampa traseira, acima da placa. Entre os itens de série, abrimos mão de itens como piloto automático e volante multifuncional, mas contamos com arcondicionado, trio elétrico, CD player que lê arquivos MP3, rodas de liga leve e computador de bordo, entre outros itens, já na configuração básica.

Essa versão vai custar 49 900 reais. Inicialmente, o New Fiesta terá três pacotes no Brasil. O segundo nível, que inclui freios ABS entre os equipamentos, sairá por 51 150 reais. E o terceiro, que acrescenta bancos de couro e um grupo de sete airbags (dois frontais, dois laterais, dois de cortina e um para os joelhos do motorista), terá o preço de 54 900 reais. É com a oferta generosa de equipamentos e preços atraentes que a Ford espera atingir a concorrência.

O Honda City também é oferecido em três versões: LX (57 420 reais), EX (62 975 reais) e EXL (66 780 reais), que podem ter câmbio automático como opcional, recurso que ainda não está disponível no New Fiesta. A versão LX, que é responsável por 50% das vendas do City, traz os mesmos itens de série do New Fiesta básico mais o duplo airbag. Mas ao preço de 57 420 reais é possível comprar a versão completa do New Fiesta (54 900 reais) e ainda sobra troco para fazer o seguro. No entanto, o preço real em julho da versão LX, pela tabela de QUATRO RODAS, era de 52 500 reais, ainda assim mais cara que a versão intermediária do New Fiesta.

Flecha controlada
Parados um ao lado do outro, o New Fiesta rouba a cena, com seu design mais chamativo. Os designers da Ford não economizaram no movimento dado às linhas da carroceria. Repare nos faróis. Eles foram esticados até o meio das caixas de roda. E os vincos do capô? A impressão é de que se emendam às colunas dianteiras e desaparecem no teto. O City, apesar de ter sido inspirado no dinamismo de uma flecha, fica parecendo sóbrio e controlado, perto do rival. Eles têm quase as mesmas dimensões – as diferenças são de 1 cm a favor do City, com exceção do entre-eixos: 2,49 metros do New Fiesta ante 2,55 do Honda. Na prática, essa diferença se reflete de forma considerável no espaço interno. As medidas mais significativas estão nos bancos da frente, onde o Honda conta com 134 cm para os ombros e o Ford, com 124 cm, e na distância para pernas, nos bancos de trás, com 91 cm para o Honda e 79 para o Ford. No portamalas, o City é novamente mais espaçoso. Ele tem capacidade para 504 litros, enquanto o New Fiesta oferece 440 litros para a bagagem. De certo modo, o New Fiesta compensa os centímetros que não tem com um acabamento mais bem cuidado – com painel revestido de material macio (na parte superior), saídas de ar-condicionado para os viajantes do banco traseiro e bancos de couro (na versão completa).

Ao volante, o New Fiesta causa boa impressão pelas respostas rápidas, graças ao motor elástico conjugado com o câmbio escalonado com a primeira e a segunda marcha curtas e a quinta overdrive, e pelo baixo nível de ruído a bordo – embora seu motor seja mais barulhento que o do City, a carroceria está mais bem isolada. O Ford também agrada pelo controle direcional. Em uma manobra de desvio repentino, o New Fiesta se revelou bastante equilibrado e obediente. Mas, apesar desse bom comportamento, sua direção se mostrou leve e solta demais e a suspensão apresentou uma aspereza bem maior que aquela característica macia típica do DNA Ford. O City parece mais bem ajustado. Sua suspensão é mais tolerante, nas curvas, mas está longe de ser insegura. E, sem custo adicional, é mais confortável. Do mesmo modo, a direção tem o peso certo, sendo leve, mas firme. E o câmbio oferece engates mais curtos e precisos.

Na pista, o ABS fez falta para o City, que freou em espaços maiores que os do rival, em todos os ensaios. Mas nas provas de desempenho ele foi superior. Nas acelerações de 0 a 100 km/h, o City fez o tempo de 10,2 segundos, enquanto o New Fiesta ficou com 11,5 segundos. Nas retomadas de velocidade de 60 a 100 km/h, em quarta marcha, o City conseguiu a marca de 10,4 segundos e o New Fiesta obteve 11,5 segundos (por coincidência, o mesmo tempo da aceleração). Nas medições de consumo, houve maior equilíbrio. O Honda levou a melhor no ciclo urbano, com a média de 8,4 km/l, contra 7,9 km/l do rival. E no ciclo rodoviário a situação se inverteu. O Ford se mostrou mais econômico, com a média de 12,2 km/l, enquanto o concorrente ficou com 10,7 km/l.

O City é mais caro, mas é mais espaçoso, confortável e gostoso de dirigir. O New Fiesta, por outro lado, tem preço atraente e oferece um pacote de equipamentos, principalmente na versão completa, difícil de desprezar. Na linha de chegada, o Fiesta chega antes, mas com apenas uma roda à frente do City.

 



NEW FIESTA

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

A direção é leve demais. Mas o carro é obediente, graças à suspensão equilibrada. Saiu-se bem nos testes de frenagem.
★★★

MOTOR E CÂMBIO
Econômico, ficou atrás do rival nas provas de desempenho. O câmbio tem relações de marcha que deixam o carro esperto na cidade.
★★★★

CARROCERIA
O design é o ponto mais forte do New Fiesta, por fora e por dentro.
★★★★

VIDA A BORDO
Ele compensa o interior compacto com bancos de couro e saídas de ar-condicionado para os ocupantes do banco traseiro (opcionais).
★★★★

SEGURANÇA
Além dos cintos de três pontos para todos, ele vem com ABS e sete airbags (na versão completa).
★★★★

SEU BOLSO
A garantia também é de três anos e eles se equivalem em custos com seguro e manutenção.
★★★★

 

 



CITY

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

A direção é leve, mas firme. Os freios poderiam ter mais eficiência. A suspensão oferece conforto e segurança.
★★★

MOTOR E CÂMBIO
O City é econômico e anda bem. O motor é silencioso e os engates das marchas são macios.
★★★★

CARROCERIA
O estilo, que em outros tempos classificamos como “arrojado e original”, ficou sóbrio diante do New Fiesta.
★★★

 


VIDA A BORDO
O espaço interno é maior que o do rival. Mas requer dedicação aprender a usar o sistema de som.
★★★★

SEGURANÇA
Cintos de três pontos para todos e airbags dianteiros são itens de série, mas ABS não está disponível nem como opcional na versão de entrada.
★★★

SEU BOLSO
A Honda oferece três anos de garantia. Mas o City é mais caro e menos equipado.
★★★

 

 



VEREDICTO

New Fiesta e City guardam muita semelhança entre si: têm o mesmo tamanho e estão um degrau abaixo dos sedãs médios de suas respectivas marcas. Porém o sedã da Ford leva uma pequena vantagem sobre o concorrente, com preço menor, mais equipamentos e acabamento melhor, apesar de perder no desempenho.

 

 


 

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