
Até 2003, data em que a Nissan Frontier se tornou nacional, a disputa pelo mercado era praticamente polarizada entre Ford Ranger e Chevrolet S10. A partir de 2005, com a chegada da nova Hilux, o segmento conquistou espaço e status também nas capitais - além do tradicional apelo despertado pelo interior do país afora. A chegada das novas Frontier e Mitsubishi L200 Triton expressa bem essa nova fase, numa surpreendente evolução em relação às suas gerações anteriores. Apresentamos as versões topo-de-linha de cada uma delas para facilitar sua escolha.
[img01] Chevrolet S10 Executive
Não é à toa que a S10 é a primeira picape apresentada neste dossiê. Há 13 anos - mais especificamente desde o dia em que começou a ser comercializada por aqui - ela é a líder isolada do mercado nacional.
Seu projeto há muito deixou de ser novidade. Sob a carroceria, encontramos basicamente o mesmo chassi da época do lançamento, com alguns retoques no acerto de molas e amortecedores. Seu visual também não está entre os mais magnéticos no seg mento, assim como o interior, com linhas ultrapassadas. Mas é inegável que a extensa rede de concessionários da Chevrolet, a boa gama de versões, a tradicional robustez da picape e a lealdade de seu fã-clube tragam certa tranqüilidade aos candidatos a uma S10 e também ao fabricante que não quer saber de atualizações diante das boas vendas.
No ano passado, a GM conseguiu reforçar ainda mais a liderança da S10. Ela fechou 2007 com 22 636 unidades vendidas, com 32,5% de participação no mercado. O bom desempenho veio por conta da versão 2.4 bicombustível, cabine dupla, que completa um ano de vida. Ela uniu a versatilidade da cabine dupla - que responde por mais de 90% do mercado - à vantagem financeira trazida pelo uso do álcool. Com esses predicados, a 2.4 Advantage - que custa 55 864 reais - respondeu por mais de 59% dos emplacamentos da S10, em 2007.
Nem o peso da cabine dupla arrefeceu o ânimo da picape, que apresentou arrancadas e retomadas firmes - ainda que distantes do vigor do turbodiesel, que tem torque de 34,7 mkgf (ante os 21 mkgf da versão flex). Motor e câmbio conversam bem entre si. A S10 Advantage também ganhou no eixo traseiro o sistema Trac-Lock, que transfere o torque de uma roda a outra e ajuda a evitar derrapagens em terrenos irregulares. Para quem está no campo e não abre mão da tração 4x4 e do motor turbodiesel, a S10 oferece a versão Colina, também cabine dupla, que custa 89 506 reais.
PRÓS
O preço das peças e da mão-de-obra é menor que o das rivais. É a única com opção flexfuel.
CONTRAS
O projeto é antigo. Ela tem os piores ângulos de ataque e de saída, para o off-road.
MEDIDAS PARA OFF-ROAD

SHOW ROOM
VERSÕES
Adv. CD 2.4 Flex. 4X2: 55 864
Colina CS 2.8 Turbo 4X2: 68 640
Colina CS 2.8 Turbo 4X4: 75 684
Colina CD 2.8 Turbo 4X2: 82 651
Colina CD 2.8 Turbo 4X4: 89 506
Tornado CD 2.8 Turbo 4X2: 92 727
Tornado CD 2.8 Turbo 4X4: 99 583
Exec. CD 2.8 Turbo 4X2: 100 636
Exec. CD 2.8 Turbo 4X4: 107 493
PEÇAS
Amortecedor diant. (par): 358
Pastilhas de freio (par): 275
Kit de embreagem: 1600
Farol esquerdo: 600
Pára-choque dianteiro: 500
Retrovisor esquerdo: 566
Hora da mão-de-obra: 110
REPARABILIDADE: 20
SEGURO
Com rastreador: 6 117
MERCADO
Concessionárias: 562
Desvalorização: 14,04%
Unidades vendidas 2007: 22 636
FICHA TÉCNICA
Motor: diesel, dianteiro, com turbo, intercooler e injeção common-rail
Cilindrada: 2 798 cm3
Diâmetro x curso: 93 x 103 mm
Taxa de compressão: 17,8:1
Potência: 140 cv a 3 500 rpm
Torque: 34,7 mkgf entre 1 800 e 2 400 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas, tração traseira ou nas 4 rodas, com reduzida
Dimensões: comprimento, 526 cm; largura, 173 cm; altura, 166 cm; entreeixos, 312 cm
Peso: 1890 kg
Peso/potência: 13,5 kg/cv
Peso/torque: 54,5 kg/mkgf
Capacidade de carga: 1065 kg
Volume: combustível, 67 litros
Suspensão: Dianteira: independente, braços duplos. Traseira: eixo rígido e feixes de molas
Freios: dianteiros a disco ventilado e traseiros a tambor, com ABS
Direção: hidráulica, do tipo esferas recirculantes
Pneus: 235/70 R16
Principais equipamentos de série: airbag duplo, rádio AM/FM com CD, banco do motorista regulável eletricamente, ar-condicionado, acionamento elétrico do 4X4, trio elétrico, diferencial traseiro autoblocante
Preço: 107 493 reais (Está velhinha, mas é a líder do mercado e a única linha com opção de motor bicombustível.)
VEREDICTO
Para quem não está preocupado com imagem, ela apresenta boa relação custo/benefício.
[img02] Ford Ranger Limited
Das seis picapes aqui apresentadas, a Ranger foi a primeira da turma a estrear o motor eletrônico, em março de 2005. Naquela época, ela já desfilava a plástica que tem agora. Inspirada na Ranger americana, de quem emprestou o capô com vincos mais cheios e a grade dianteira com duas aletas verticais, a picape ganhou aspecto mais moderno e agressivo.
Na época, elogiamos seu interior, com destaque para o painel moderno, que usa aros cinza ao redor dos marcadores. Ajuda a compor o quadro a tela digital no centro, que, além de servir como computador de bordo, indica, nas versões turbodiesel, a pressão da turbina. Melhor que isso, só o espaço interno. Os 3,19 metros de entreeixos fazem dela a mais espaçosa deste dossiê. A média das outras fica em torno dos 3,05 metros.
Depois disso, a Ford não mexeu mais na picape. E no ano passado - mesmo com o lançamento tardio da versão Sport, criada para bater nas picapes pequenas, com preço em torno de 50 000 reais -, a Ranger terminou na terceira colocação, com 12 675 unidades vendidas e uma pequena vantagem para a L200, que foi a quarta, abocanhando uma fatia de 18,1% do mercado.
A Sport trouxe novidades mecânicas que deixaram a Ranger melhor de dirigir. A caixa de direção tem relação mais direta e a suspensão traseira foi aprimorada. Os amortecedores, que antes ficavam entre as longarinas, agora estão para o lado de fora. Quanto mais perto das rodas, mais precisa é a atuação e melhor a picape concilia as condições de uso. Na prática, ela está mais estável.
E, para grandes aventuras, a Ranger conta, assim como a rival S10, com uma tração reduzida ainda "mais reduzida" que a da Hilux. Enquanto a Frontier, por exemplo, usa relação 2:1, a Ford adotou a proporção 2,5:1. Isso significa que a picape pode transmitir força duas vezes e meia maior que o normal para as rodas motrizes.
PRÓS
Apesar da idade, a desvalorização segue o mercado. Sua manutenção não é cara.
CONTRAS
Sente o peso dos anos. Mas a substituta só deve chegar em 2010
MEDIDAS PARA OFF-ROAD

SHOW ROOM
VERSÕES
Sport CS 2.3 gas. 4X2: 50 125
XLS CS 2.3 gas. 4X2: 50 125
XLS CD 2.3 gas. 4X2: 60 020
XLS CS 3.0 diesel 4X2: 70 840
XLS CD 3.0 diesel 4X2: 83 225
XLS CD 3.0 diesel 4X4: 91 295
XLT CD 2.3 gasolina 4X2: 65 230
XLT CD 3.0 diesel 4X2: 88 865
XLT CD 3.0 diesel 4X4: 99 770
Limited CD 3.0 diesel 4X4: 100 755
PEÇAS
Amortecedor diant. (par): 368
Pastilhas de freio (par.): 239
Kit de embreagem: 1 714
Farol esquerdo: 380
Pára-choque dianteiro: 838
Retrovisor esquerdo: 477
Hora da mão-de-obra: 120
REPARABILIDADE: 27
SEGURO
Com rastreador: 11 825
MERCADO
Concessionárias: 463
Desvalorização: 14,0%
Unidades vendidas 2007: 12 675
FICHA TÉCNICA
Motor: dianteiro, diesel, com turbo, intercooler, injeção common-rail
Cilindrada: 2 968 cm3
Diâmetro x curso: 96 x 102,5 mm
Taxa de compressão: 17:1
Potência: 163 cv a 3 800 rpm
Torque: 38,7 mkgf de 1 600 a 2200 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas, tração traseira ou 4x4, com reduzida
Dimensões: comprimento, 514 cm; largura, 176 cm; altura, 176 cm; entreeixos, 319 cm
Peso: 2 000 kg
Peso/potência: 12,26 kg/cv
Peso/torque: 51,67 kg/mkgf
Capacidade de carga: 1 020 kg
Volume: combustível, 75 litros
Suspensão: Dianteira: independente, braços duplos e barra de torção. Traseira: eixo rígido e feixes de molas
Freios: dianteiros a disco ventilado e traseiros a tambor, ABS
Direção: elétrica, do tipo pinhão e cremalheira
Pneus: 245/70 R 16
Principais equipamentos de série: airbag duplo, banco do motorista com ajustes lombar e de altura manuais, aparelho de som com CD player e MP3, computador de bordo e trio elétrico
Preço: 100 755 reais (Já teve seus tempos áureos. Fechou 2007 em terceiro lugar no ranking de vendas do segmento.)
VEREDICTO
Ela já merecia uma atualização, para se equiparar às rivais. Mas ainda tem carisma para atrair compradores.
[img03] Mahindra Scorpio CD
Chassi, câmbio e motor vêm da Índia. A carroceria é montada e pintada em Minas Gerais. E tudo é montado em Manaus, no Amazonas. Com essa receita, fica até difícil dizer a nacionalidade da picape.
O Grupo Mahindra surgiu na Índia em 1945 e monta utilitários desde 1949. A marca mostrou sua picape e o utilitário Scorpio no último Salão do Automóvel e, desde então, vem trabalhando na montagem das primeiras unidades. Até meados de janeiro, eram apenas duas concessionárias no país, em São Paulo e em Brasília. Mas, até o fim deste mês, a promessa é de que os distribuidores sejam em número de 11.
O maior atrativo dessa picape é seu preço. Ela chega custando 79 864 reais, valor pago pela versão cabine dupla, com tração 4x4 e motor turbodiesel de 2,6 litros e 110 cv. Nessas configurações, a rival mais em conta é a S10, 10 000 reais mais cara.
Já o visual não tem o mesmo poder de atração do preço. Para o nosso gosto, o estilo indiano parece um pouco exagerado, com a grade dianteira em forma de leque, com linhas verticais. Completam o conjunto o capô reto e o vidro dianteiro bem inclinado. Vista de lado, suas formas lembram picapes mais antigas.
O interior agrada. Há linhas ovaladas nos marcadores e nas saídas de ar. O console central tem painel de plástico liso, sem rebarbas, mas o porta-trecos na porta do passageiro mostrava encaixes pouco precisos. Para quem vai atrás, o espaço pode ser comparado ao de uma Hilux. Por fora, as rodas são de aço estampado, pretas, com uma calota emulando o uso de liga leve.
Ao volante a Mahindra não decepciona. Mas vale lembrar que, no rápido contato que tivemos com ela, a caçamba estava livre e leve. Carregada, os 110 cv do motor - que já é common-rail e agrada pelo funcionamento silencioso, para os padrões de uma picape turbodiesel - devem se ressentir de levar os 1 000 kg de capacidade de carga.
PRÓS
O preço garante boa relação custo/ benefício. O motor é silencioso. Bom espaço interno.
CONTRAS
Visual indiano é estranho à primeira vista. A rede de assistência ainda está em formação.
MEDIDAS PARA OFF-ROAD

SHOW ROOM
VERSÕES
Cabine simples: 71 864
Cabine dupla: 79 864
PEÇAS
Amortecedor diant. (par): 241
Pastilhas de freio (par): 220
Kit de embreagem: 401
Farol esquerdo: 208
Pára-choque dianteiro: 453
Retrovisor esquerdo: 104
Hora da mão-de-obra: -
REPARABILIDADE: -
SEGURO
Com rastreador: 5 493
MERCADO
Concessionárias: 11
Desvalorização: -
Unidades vendidas 2007: -
FICHA TÉCNICA
Motor: diesel, turbo e injeção common-rail
Cilindrada: 2 609 cm3
Diâmetro x curso: 94 x 94 mm
Taxa de compressão: 18,5:1
Potência: 110 cv a 3800 rpm
Torque: 27,5 mkgf a 1 800 rpm
Câmbio: manual, de 5 marchas, tração traseira ou nas 4 rodas, com reduzida
Dimensões: comprimento, 510 cm; largura, 177 cm; altura, 194 cm; entreeixos, 304 cm
Peso: 2 150 kg
Peso/potência: 19,5 kg/cv
Peso/torque: 78,2 kg/mkgf
Capacidade de carga: 1 000 kg;
Volume: combustível, 80 litros
Suspensão: Dianteira: barra de torção. Traseira: eixo rígido com feixes de molas
Freios: dianteiros a disco, traseiros a tambor
Direção: hidráulica, do tipo pinhão e cremalheira
Pneus: 245/75 R16
Principais equipamentos de série: ar-condicionado, acionamento elétrico do 4x4, vidros e travas elétricas, CD player com MP3, volante regulável em altura, calotas
Preço: 79 864 reais (Não é uma picape para desfi lar no estacionamento do shopping. Mas tem boa relação custo/benefício.)
VEREDICTO
É para quem quer uma picape diesel gastando pouco. A assistência técnica ainda é problema.
[img04] Mitsubishi L200 Triton
Justiça seja feita. A L200 (antiga) evoluiu consideravelmente nos últimos anos. E as mudanças foram além das aparências, com alterações no chassi e no motor. Dos esquálidos 85 cv, ela extraiu 141 de sua mais recente versão do motor 2.5.
Apesar de a Mitsubishi manter a nomenclatura L200 para a Triton, ela não aposenta a antiga. Sua construção incorpora conceitos modernos de engenharia, o que inclui um novo sistema de absorção de impactos na carroceria com deformação controlada. O motor 2.5 de 141 cv da L200 HPE cedeu lugar ao novo 3.2 de 165 cv, que tem injeção direta.
Assim como a Frontier, a Triton tem a Hilux na mira. Mas, no caso da Mitsubishi, o tiro deve acertar também a irmã mais velha. Culpa do departamento de marketing, que, com o passar dos anos e os ralis de regularidade, angariou uma verdadeira comunidade que só troca sua Mitsubishi por outra.
Para manter uma distância segura entre elas, a fábrica reposicionou os preços das versões da L200, preparando o terreno para a Triton. A L200 continuará com as opções L200 GL, Outdoor GLS e Outdoor HPE. A Triton existe com três possibilidades mecânicas: motor 3.5 V6 a gasolina de 200 cv, com câmbio automático, e 3.2 diesel de quatro cilindros, com câmbio manual ou automático.
O diferencial da Mitsubishi em relação à Hilux e à Frontier é o de manter um compromisso com o forade- estrada. E, na terra, a Triton demonstra valentia e resistência. Quando avaliamos a picape, em novem bro passado, o editor Paulo Campo Grande elogiou sua desenvoltura: "Depois de alguns saltos, ela voltou para o asfalto como se nada tivesse acontecido".
No interior, o painel é completo e bem-acabado. O couro é de série nos bancos, no volante e nas alavancas da transmissão. A cabine é maior que a da L200. Para quem viaja no banco traseiro, não tem comparação. Há espaço para três pessoas e as pernas não precisam ficar contraídas. Ela tem 3 metros de entreeixos, contra 2,96 metros da L200.
PRÓS
Fácil de dirigir, tem acabamento de boa qualidade e um pacote completo de equipamentos.
CONTRAS
Seu seguro é caro. O estilo exótico divide opiniões. Falta grade no vidro traseiro.
MEDIDAS PARA OFF-ROAD

SHOW ROOM
VERSÕES
Triton aut. 3.5 gasolina: 109 440
Triton aut. 3.2 diesel: 119 990
PEÇAS
Amortecedor diant. (par): 381
Pastilhas de freio (par): 397
Kit de embreagem: 3 461
Farol esquerdo: 3 296
Pára-choque dianteiro: 3 150
Retrovisor esquerdo: 2 129
Hora da mão-de-obra: 130
REPARABILIDADE: -
SEGURO
Com rastreador: 13 800
MERCADO
Concessionárias: 111
Desvalorização: -
Unidades vendidas 2007: -
FICHA TÉCNICA
Motor: dianteiroa, diesel, com turbo e intercooler, injeção common-rail
Cilindrada: 3 200 cm3
Diâmetro x curso: 98,5 x 105 mm
Taxa de compressão: 17:1
Potência: 165 cv a 3 800 rpm
Torque: 38,1 mkgf a 2 000 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas (automático de 4), tração traseira ou nas 4 rodas, com reduzida
Dimensões: comprimento, 507 cm; largura, 180 cm; altura, 178 cm; entreeixos, 300 cm
Peso: 1935 kg (man.), 1945 kg (aut.)
Peso/potência: 11,7 kg/cv (man.), 11,8 kg/cv (aut.)
Peso/torque: 50,8 kg/mkgf (man.), 51 kg/mkgf (aut.)
Capacidade de carga: 1015 kg (man.), 1005 kg (aut.)
Volumes: combustível, 75 litros
Suspensão: Dianteira: independente com braços duplos triangulares. Traseira: eixo rígido e feixes de molas
Freios: dianteiros a disco ventilado e traseiros a tambor, com ABS e EBD
Direção: hidráulica, do tipo pinhão e cremalheira
Pneus: 265/70 R16
Principais equipamentos de série: ar-condicionado, airbags, bancos de couro, CD player MP3, trio elétrico, rodas de liga-leve, ABS/EBD, estribo e reboque traseiro
Preço: 114 990 reais (manual), 119 990 reais (automática) (Lançada em novembro, é rara de se ver nas ruas. Sua produção ainda não deslanchou.)
VEREDICTO
Oferece qualidade, tecnologia e conforto. E o apelo da novidade, reforçado pelo visual diferenciado.
[img05] Nissan Frontier SEL
Anova Frontier chegou com a artilharia apontada para a Hilux, que foi lançada aqui em 2005 e ocupa a segunda posição no ranking de vendas. Vinda da longínqua Tailândia, ela atende o comprador que não abre mão do conforto nem da posição elevada para dirigir. Quase um sedã com superpoderes para enfrentar os maus caminhos.
Para se dar esse luxo, o cliente deve dispor de um orçamento mais folgado e pagar até 120 000 reais pela nova Frontier. O preço, aliás, é o que separa a picape de sua antiga versão, que continua sendo vendida nas configurações mais simples. A nova Frontier existe só na versão topo-de-linha SEL de cabine dupla, tração 4x4, motor 2.5 de 172 cv e com a opção da transmissão automática. As antigas têm preços entre 80 000 e 90 000 reais.
A Nissan demonstra sua vocação para a cidade ao entregar tudo o que um motorista com perfil urbano sonha ter: direção leve, bancos de couro, vidros elétricos, CD player e ar-condicionado. O espaço é bom e o interior, arejado. Segundo a fábrica, os bancos foram desenvolvidos com a mesma estrutura e formato encontrados nos automóveis de passeio da marca.
Está na cara - ou melhor, na grade - que a Frontier é derivada do Pathfinder. O design, um dos pontos altos, segue as linhas da terceira geração do SUV, que não vingou por aqui. Mas, diferentemente do irmão, que conta com suspensão independente nas quatro rodas, na hora de pegar pesado, ela justifica o chassi reforçado assentado sobre eixo rígido e feixe de molas na suspensão traseira, assim como as rivais.
Ainda que seja amável para com motorista e passageiros, com 5,23 metros de comprimento, não é fácil manobrá-la. O desempenho é razoável, mesmo pesando quase 2 toneladas. Nesse aspecto, o câmbio manual de seis marchas ajuda. Com relações próximas, o motorista tem torque sempre. Em comparação ao modelo anterior, a SEL é uma bela evolução. Que deve ajudar a picape a melhorar o desempenho do ano passado nas vendas.
PRÓS
Motor valente, acabamento de qualidade e cruisecontrol entre os itens de série.
CONTRAS
Com 5,23 metros, exige certo treino para manobrar. O banco traseiro é incômodo.
MEDIDAS PARA OFF-ROAD

SHOW ROOM
VERSÕES
SEL manual: 112 865
SEL automática: 118 865
PEÇAS
Amortecedor diant. (par): 326
Pastilhas de freio (par): 237
Kit de embreagem: 1537,58
Farol esquerdo: 520
Pára-choque dianteiro: 677
Retrovisor esquerdo: 539
Hora da mão-de-obra: 145
REPARABILIDADE: -
SEGURO
Com rastreador: 12 189
MERCADO
Concessionárias: 65
Desvalorização: -
Unidades vendidas 2007: 711
FICHA TÉCNICA
Motor: diesel, dianteiro, com turbo e injeção common-rail
Cilindrada: 2 488 cm3
Diâmetro x curso: 89 x 100 mm
Taxa de compressão: 16,5:1
Potência: 172 cv a 4 000 rpm
Torque: 41,1 mkgf a 2000 rpm
Câmbio: manual de 6 marchas (automático de 5), tração traseira ou nas 4 rodas, com reduzida e engates eletrônicos
Dimensões: comprimento, 523 cm; largura, 185 cm; altura, 178 cm; entreeixos, 320 cm
Peso: 1 985 kg (man.), 2 005 kg (aut.)
Peso/potência: 11,5 (man.), 11,6 kg/cv (aut.)
Peso/torque: 48,3 kg/mkgf (man.), 48,8 kg/mkgf (aut.)
Capacidade de carga: 1020 kg (man.), 1015 kg (aut.)
Volume: combustível, 80 litros
Suspensão: Dianteira: independente, braços duplos triangulares. Traseira: eixo rígido e feixes de molas
Freios: dianteiros a disco ventilado e traseiros a tambor, ABS
Direção: hidráulica, tipo pinhão e cremalheira
Pneus: 255/70 R16
Principais equipamentos de série: ar-condicionado, airbags, desembaçador traseiro, piloto automático e trio elétrico
Preço: 112 825 reais (man.), 118 865 reais (aut.) (Tem a Hilux na mira. Por isso, vem com visual moderno e cheia de equipamentos e é bem-acabada.)
VEREDICTO
Ela é confortável e tem um pacote de equipamentos completo. Dois aspectos que justificam o preço.
[img06] Toyota Hilux SRV
A Toyota Hilux sempre carregou a fama de ser eficiente no fora-de-estrada, sinônimo de robustez entre picapes médias. Mas isso foi até 2005. Depois de uma grande virada, a nova geração da picape apostou a maior parte das fichas no ambiente urbano, mostrando mais desenvoltura no asfalto que na terra e agradando mais aos pais de família que aos aventureiros de fim de semana. E não se trata apenas de visual. A picape inaugurou a utilização da suspensão com rodas independentes com molas helicoidais e amortecedores no eixo dianteiro - até então as barras de torção prevaleciam nas picapes.
A fórmula parece ter dado certo. Com linhas traçadas no Centro de Design da Toyota no Japão, o visual tem forte efeito sobre os fãs. Também o eficiente motor 3.0 turbodiesel de 163 cv agrada tanto pela boa desenvoltura quanto pelo baixo nível de ruído. O sucesso foi tamanho - ela fechou 2007 em segundo no ranking de vendas, atrás apenas da S10 - que a concorrência teve de se mexer. Mitsubishi e Nissan acabaram de lançar suas versões, criadas para disputar o mesmo público.
A Hilux trouxe novas dimensões, proporcionando mais conforto para os ocupantes. Os passageiros ganham espaço para as pernas - e uma vista privilegiada -, uma vez que o banco de trás é ligeiramente mais alto que o dianteiro.
As linhas do painel seguem o estilo externo da carroceria e o padrão de acabamento é o mesmo encontrado no sedã Corolla. Ou seja: os materiais e a confecção das peças são de boa qualidade, sem pretender se comparar aos modelos de luxo importados. A Toyota existe em nove diferentes versões em nosso mercado, combinando tração, cabine, motor e equipamentos. Os preços começam em 72 600 reais, para a versão com cabine simples e motor 2.5 diesel de 102 cv - que também já atende às normas Euro III -, e podem chegar até os 119 600 reais, na SRV 3.0 automática 4x4.
PRÓS
Embora sofra o ataque das novas rivais, ela ainda é sonho de consumo entre as picapes.
CONTRAS
Perde, em robustez, para a Triton. Seus ângulos off-road são modestos.
MEDIDAS PARA OFF-ROAD

SHOW ROOM
VERSÕES
Cabine Simples 2.5 4X2: 72 600
Cabine Simples 2.5 4X4: 79 300
Cabine Dupla 2.5 4X2: 86 000
Cabine Dupla 2.5 4X4: 90 000
Cabine Dupla SR 3.0 4X2: 95 700
Cabine Dupla SR 3.0 4X4: 101 300
Cabine Dupla SRV 3.0 4X2: 102 000
Cab. Dup SRV 3.0 4X4 man.: 112 900
Cab. Dup. SRV 3.0 4X4 aut.: 119 600
PEÇAS
Amortecedor diant. (par): 330
Pastilhas de freio (par): 261
Kit de embreagem: 1 715
Farol esquerdo: 613
Pára-choque dianteiro: 568
Retrovisor esquerdo: 1 218
Hora da mão-de-obra: 140
REPARABILIDADE: 23
SEGURO
Com rastreador: 7493
MERCADO
Concessionárias: 120
Desvalorização: 14,95%
Unidades vendidas 2007: 19 345
FICHA TÉCNICA
Motor: diesel, 16V, com turbo e injeção common-rail
Cilindrada: 2 982 cm3
Diâmetro x curso: 96 x 103 mm
Taxa de compressão: 17,9:1
Potência: 163 cv a 3 800 rpm
Torque: 35 mkgf entre 1 400 e 3 200 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas (automático de 4), tração traseira ou nas 4 rodas, com reduzida Carroceria: Dimensões: comprimento, 525 cm; largura, 183 cm; altura, 181 cm; entreeixos, 3,08 cm
Peso: 1 985 kg (man.), 2 005 kg (aut)
Peso/potência: 12,2 kg/cv (man.), 12,3 kg/cv (aut.)
Peso/torque: 56,7 kg/mkgf (man.), 57,3 kg/mkgf
Capacidade de carga: 1 025 kg (man.), 1 000 kg (aut.)
Volumes: combustível, 80 litros
Suspensão: Dianteira: independente, braços duplos triangulares. Traseira: eixo rígido e feixes de molas
Freios: dianteiros a disco ventilado e traseiros a tambor, com ABS
Direção: hidráulica, do tipo pinhão e cremalheira
Pneus: 255/70 R 15
Principais equipamentos de série: ar-condicionado, airbags, computador de bordo, CD player, rodas de liga leve e protetor de caçamba
Preço: 112 900 reais (man.), 119 600 (aut.) (Não é tão "jovem" quanto Triton e Frontier, mas ainda é sonho de consumo entre as picapes nacionais.)
VEREDICTO
Quando assumiu seu lado urbano, virou sonho de consumo e criou uma tendência no mercado.





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