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Carros | Comparativos
Kia Magentis EX
Junho 2007

Kia Magentis EX

A Kia tem presença discretíssima por aqui. O Magentis faz de tudo para mudar isso.

Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A Kia não tem fábrica no Brasil e sua operação é tocada por um representante local. É uma presença menos formal que a de Honda e Nissan, embora seja o mesmo representante há 15 anos e o casamento tenha sobrevivido ao dólar cotado a 3 reais e ao imposto de importação de 70%. Sobrevive agora à mudança de perfil. A van Besta saiu de linha na Coréia em 2005 e isso empurrou a "nossa" Kia para um mercado no qual não tem tradição, o dos carros de passeio. Modelos como este Magentis, que está vendendo ao ritmo de 15 unidades ao mês. Comparado a Sentra e Civic, o modelo da Kia é uma aposta de risco.

Agora vamos ver o prêmio que a banca oferece ao apostador. O Magentis é 25 centímetros mais longo e 6 mais largo que o Civic. Dimensões externas que se refletem sobretudo no banco de trás: mais 7,4 centímetros de espaço para a cabeça, 19 centímetros a mais para as pernas, 14 a mais para os quadris e 8 a mais para os ombros. O Kia é 10 centímetros menor que o Fusion, mas já dá para contratar um motorista. Sentado lá atrás, você avista os largos bancos dianteiros. Fosse um carro mais apertado, como Sentra e Civic, você veria como é grande a diferença entre o couro natural e o sintético, usado nas laterais. O painel foge ao padrão insosso geralmente associado aos carros coreanos. Em vez de ingênuas imitações de madeira, alumínio ou fibra de carbono, o console é esmaltado com tinta grafite texturizada. É inusitada e de bom gosto, assim como o painel de iluminação azul-clara. O Magentis é o único a não tocar MP3, mas tem controles de áudio no volante e computador de bordo. Abertura interna de tanque e porta-malas, que todos têm, no Magentis é elétrica. Só ele tem arcondicionado digital, com direito a sensor que impede a entrada de ar externo se estiver poluído.

Ficar olhando o painel deu vontade de dispensar o motorista, né? Sem problemas. A suspensão traseira multilink e o freio a disco nas quatro rodas, vantagens do Civic, também estão aqui. O carro faz opção pelo conforto, mas pode afundar o pé que ele não sai do controle. O motor 2.0 segue o bom nível do Sentra e também é usado no jipe Tucson (na Coréia, Hyundai e Kia trabalham juntas). O câmbio tem quatro marchas (no Civic vão cinco), mas há opção de troca seqüencial. A postura não é esportiva como a do Civic nem panorâmica como a do Sentra. É mais tradicional, como a do Corolla.

Mas eu já falei do porta-malas? Nem me refiro ao tamanho (que é obviamente maior que o dos demais), mas ao requinte. Há uma tomada de 12 volts, o estepe é de liga leve, o botão para destravar a porta de dentro para fora (em caso de seqüestro) é feito de plástico que brilha no escuro e o puxador que destrava o tanque de combustível tem uma tira de velcro, para grudar à forração de carpete e não ficar balançando. Lembra aquela pessoa que não tem muita chance com você, mas até por isso vive lhe dando presentinhos? O Magentis é assim.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é lenta: para desviar de um buraco, você volta o volante e o carro ainda está indo. Mas é um acerto todo coerente, dócil e voltado para o conforto.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
É um 2.0 com câmbio seqüencial adaptativo de quatro velocidades. Mas se disserem que é um 2,3 litros com cinco marchas, como o do Fusion, você acredita.
★★★★

CARROCERIA
Montagem quase tão caprichosa quanto a de Civic e Sentra. O estilo foge à pecha de carro coreano exótico.
★★★★★

VIDA A BORDO
Ainda não chegou ao padrão japonês de qualidade, mas está quase. Não comove pelos porta-objetos, mas é generoso ao acolher quatro passageiros e bagagem.
★★★★

SEGURANÇA
As boas notas em testes de colisão não contam, pois esse modelo só manteve o airbag duplo. E o cinto abdominal para o quinto passageiro é vexame.
★★★★

SEU BOLSO
A vida é mais cara: discos e pastilhas de freio dianteiros custam 1 600 reais. No Civic, 550 reais. E é muito mais difícil revender.
★★


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