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Carros | Comparativos
Nissan Sentra S
Junho 2007

Nissan Sentra S

Confortável desde o projeto e bem equipado. A Nissan começa a apostar no Brasil.

Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Sabia que a rede da Nissan é maior que a da Honda? Mas não se deixe levar por isso. Atender Pathfinder não significa ir bem com o Sentra. O bom é que os diretores da Nissan viram isso de perto quando a marca-irmã Renault, acostumada a Scénic e Clio, penou ao lançar o Mégane. A campanha engraçada e direta ("não tem cara de tiozão") nasce do fracasso da apresentação séria e pretensiosa do outro sedã ("o carro que vai mudar a sua vida").

O jingle traz uma ironia em cima da ironia: nada mais tiozão que dizer que não tem cara de tiozão. Com suspensão por eixo de torção e freios a tambor no eixo traseiro, o Sentra não tem o refinamento técnico do Civic. Em vez disso, você encontra - e percebe - faróis de neblina, computador de bordo e piloto automático. Aqui, a palavra de ordem é conforto.

Os dois desenhos são arrojados mas jamais estariam em posições trocadas, pois atendem a filosofias opostas. Repare que o arco do pára-brisa do Sentra serve para facilitar o acesso à cabine. Sente-se no banco do motorista e veja como a camada de cima da espuma é fofinha (não se preocupe, há outra mais firme, por baixo, para apoiar a coluna). Ajuste o banco e perceba que, naturalmente, você estará em estilo minivan, olhando diretamente para fora do carro e com os instrumentos do painel inclinados para cima, buscando seus olhos. Assim como a esportividade do Civic só fica explícita no volante achatado, o Sentra concentra na alavanca de câmbio elevada suas manifestações de simpatia pelos monovolumes.

É curioso ver que o carro da Nissan não é exemplo de cabine bem pensada. De bom, há um porta-copos com ajuste de tamanho e um porta-CDs preso com ímã em cima do pára-sol do motorista. Os outros porta- objetos são sempre menores que os do Civic e a Nissan deixou o porta-revistas nas costas do banco apenas para a versão SL, a mais completa. E duas falhas fáceis de perceber e resolver dão a impressão de que o carro saiu direto do computador para a linha de montagem: 1) a alça no teto é fixa e está ameaçadoramente perto da testa dos passageiros de trás; 2) o espelho nos dois pára-sóis não mostra o rosto de quem está diante dele, mas sim o banco traseiro.

O porta-malas inova com o Divide'N'Hide, divisória que cria um fundo falso. O público tem medo de ter o laptop roubado, mas o recurso do Sentra só irá funcionar enquanto for desconhecido. A tal divisória precisa ser retirada, para alcançarmos o estepe (pesa 5 quilos), e de vez em quando bate. É um pecado abalar o silêncio de um carro tão quieto.

O motor da Nissan anda tanto quanto o da Honda e bebe até menos. O câmbio CVT é sem sal, mas muito suave - embora as caixas dos dois rivais também o sejam. Suspensão e freios não são tão refinados quanto no Civic, mas o acerto de freios e suspensão é excelente. Molas e amortecedores funcionam como um bom assessor pessoal: contam ao motorista tudo o que ele precisa saber, mas poupam-no dos detalhes. Um compromisso entre conforto e controle como o encontrado apenas no Ford Fusion.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
É admirável o acerto de conforto alcançado com suspensão e freio tradicionais. Melhor que no sofisticado Magentis.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O motor consegue encarar, com vantagem, o excelente 1.8 do Civic. O câmbio é suave, mas falta diversão.
★★★★★

CARROCERIA
Apesar de vulnerável às pequenas batidinhas, a lataria se vale apenas da forma para ter requinte. E consegue.
★★★★

VIDA A BORDO
Não tem o tamanho do Magentis nem o aproveitamento de espaço do Civic. E tropeça em fundamentos, como a posição da alça do teto.
★★★★

SEGURANÇA
Tem ABS e airbag duplo. Os faróis de parábola simples e grande são bons, mas perdem para a dupla parábola do Civic e para o bloco elíptico do Magentis. E cuidado, pedestre, pois o retrovisor é fixo: se você topar, ele não vai dobrar.
★★★★

SEU BOLSO
É mais equipado que o Civic, mas tem seguro e peças de desgaste comum, como amortecedores e pastilhas de freio, 30% mais caros.
★★★


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