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Carros | Comparativos
Ford Fusion SEL 2.3 x VW Jetta 2.5
Março 2007

Ford Fusion SEL 2.3 x VW Jetta 2.5

Um preço e duas medidas: Eles têm muito em comum, mas apresentam diferenças que vão bem além dos cromados e do tamanho

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Ford Fusion e Volkswagen Jetta são sedãs bem equipados, chegam ao Brasil importados do México e estão na mesma faixa de preço. O Fusion custa 82 790 reais e o Jetta, 83 160 reais, ambos oferecidos em únicas versões (valores de março/2007). Por essas coincidências, são cobiçados pelo mesmo tipo de público, formado em geral por homens com mais de 35 anos e bem postos na carreira. Eles disputam o topo do segmento dos sedãs médios, ligeiramente acima de Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Vectra. Mas, apesar dos pontos em comum, Fusion e Jetta são carros bem diferentes.

O Fusion se impõe logo de cara. Sua frente longa, a traseira curta e a linha de cintura alta, com a grade cromada e os grandes faróis, chamam atenção e avisam que, apesar de ser um sedã - que pode servir como carro de representação e levar o dono ao teatro, à noite -, ele conta com um lado esportivo desenvolvido. O Jetta é bem mais discreto, como reza o tradicional manual alemão de como fazer carros. Mas nem por isso ele é um carro acanhado. Pelo contrário, ele surpreende quem baseia seu julgamento apenas nas aparências.

Postos lado a lado, a maior diferença entre eles está nas dimensões. O Fusion é maior, e talvez por isso consiga atrair mais olhares que o Jetta. Um benefício mais palpável ligado às dimensões é o espaço interno, mais generoso no Fusion. Ainda que ambos acomodem cinco pessoas, o Ford oferece mais espaço para ombros, quadris e pernas para o povo. No porta-malas, eles se equivalem. O Ford tem capacidade para 530 litros, enquanto no Volks cabem 527 litros, de acordo com as medições das fábricas.

O Fusion foi desenvolvido com a participação das engenharias do Brasil e do México, segundo a Ford, mas não perdeu o que mais os americanos apreciam em um veículo, que é o conforto. Além do espaço interno, ele é silencioso e roda com suavidade. Sua suspensão absorve as irregularidades das ruas e a direção não exige esforço do motorista nas manobras. Ele é o oposto do Jetta, que segue os conceitos europeus. O VW sacrifica o conforto em favor da dirigibilidade. Ele não chega a ser um carro duro - podemos dizer até que os engenheiros alemães foram condescendentes na hora de atender esse requisito -, mas sua suspensão é mais fechada e transmite seu diálogo com o piso. O carro passa sobre uma emenda no asfalto e você sente a batida nos pneus, enquanto o Fusion poupa o motorista desses detalhes. A direção do VW está sempre pronta a conversar com o motorista, repassando os estímulos que chegam da pista. Mas, nesse aspecto, não se pode afirmar que um é melhor que o outro. São personalidades diferentes, cada qual coerente com seu projeto. Quem gosta de vida boa e água fresca vai adorar o Fusion. Quem é chegado a pegar uma estrada para estimular os reflexos não vai querer largar o volante do Jetta.

Jogo virado
Até aqui, o Fusion só bateu no rival e justificou sua superioridade nas lojas. Lançado em junho, terminou 2006 como líder no segmento, ultrapassando o Accord. Ao todo, a Ford vendeu 7 041 unidades do Fusion,com uma média de 1 000 unidades/mês. O Jetta estreou em setembro e fechou o ano em quinto lugar no segmento, com 748 unidades - 187 carros/mês, em média. Em janeiro, foram vendidos 1 015 Fusion e 257 Jetta.

No entanto, basta chegar à pista para o Jetta dar o troco. Seu motor 2.5 FSI é um pouco menos potente, mas entrega mais torque. Como se não bastasse, o motor tem na caixa de seis marchas um aliado poderoso: a opção de trocas seqüenciais. É pisar no acelerador para sentir o impacto do motor empurrando o carro. O câmbio automático do Fusion é de cinco marchas com a opção da função Low, uma redução que ajuda nas ultrapassagens ou quando se precisa de freio-motor. Segundo a Ford, o sistema procura a redução mais apropriada para a rotação do motor. Na pista, o Jetta viu o Fusion pelo retrovisor. Foi mais rápido em aceleração e retomadas e ainda gastou menos combustível. Isso mesmo sendo mais pesado que o Fusion. São 1 469 quilos contra 1 432 do Ford.

Os dois têm ar-condicionado, seis airbags, CD player com disqueteira e MP3, volante multifuncional e freios ABS com EBD. Mas o VW é mais completo. Seu ar-condicionado tem ajuste independente para os dois lados da cabine e, além de freios ABS, traz controle eletrônico de tração e de estabilidade. Sua direção tem assistência elétrica, enquanto a do Fusion é hidráulica. Além de mais precisa, porque só é acionada na medida da necessidade, a elétrica economiza combustível, pois não rouba potência do motor.

No acabamento, apesar de ter bancos de couro de série (opcionais, no Jetta), o Fusion perde pontos nos outros materiais de revestimento, de qualidade inferior aos do rival. O painel é acolchoado, mas é visualmente mais pobre que o do Jetta. No VW essa peça é mais macia e agradável ao toque e ao olhar. O Jetta tem apliques de alumínio, no painel e no console. O Fusion usa placas de plástico, embora a peça que imita a laca das teclas pretas do piano seja de bom gosto. Nas portas, mais uma vez o VW faz melhor figura. A Ford foi econômica no relevo da parte que reveste a porta, enquanto a Volks caprichou na mistura de materiais, com a inclusão de um friso de alumínio. Pela expectativa que cria com seu visual externo, o Fusion merecia acabamento interno mais sofisticado.

A escolha do Fusion traz algumas vantagens econômicas ao proprietário. A Ford oferece três anos de garantia, sem limite de quilometragem, enquanto a Volks fecha em dois anos ou 50 000 quilômetros. E, no que diz respeito ao seguro, segundo a corretora Nova Feabri, o seguro do Fusion custa em média 3 800 reais, enquanto o do Jetta fica em 5 500 reais.

Mas, apesar dessa economia, do porte atlético e das boas vendas, o Fusion não consegue superar o Jetta. Apesar de seu visual mais discreto, o Jetta tem mais ingredientes para agradar o comprador de seu segmento. O acabamento superior, a sofisticação técnica do câmbio seqüencial e da direção elétrica e os equipamentos de segurança fazem a diferença. Sem falar no desempenho e na economia na pista - que podem não ser prioridades para o candidato a um deles, mas são sempre bem-vindas.


FUSION - R$ 82 790
Oferecido na versão SEL, seu único item opcional é o teto solar elétrico.

Suspensão
A prioridade é o conforto, mas nem por isso a suspensão ficou boba, garantindo a firmeza necessária nas curvas.
Avaliação: excelente

Ao volante
Leve, a direção hidráulica não cansa o motorista. Mas suas reações são mais lentas que as do Jetta.
Avaliação: muito bom

Carroceria
As dimensões impressionam quem o vê por fora e agradam quem está a bordo. O acabamento poderia ser mais bem cuidado.
Avaliação: muito bom

Motor e câmbio
O motor tem bom fôlego, mas o câmbio não vai além do convencional.
Avaliação: muito bom

Mercado
Líder de vendas no segmento, tem garantia de três anos e paga menos seguro que o rival VW.
Avaliação:bom


JETTA - R$ 83 160
Mais completo, ainda conta com opcionais como faróis de xenônio e sensor de estacionamento.

Suspensão
Os alemães bem que tentaram deixar o Jetta confortável, mas o sucesso foi relativo. Ficou bom para quem dirige esportivamente.
Avaliação: excelente

Ao volante
A direção elétrica, que ajuda a economizar gasolina, tem reações rápidas que combinam com o temperamento da suspensão.
Avaliação: muito bom

Carroceria
O espaço interno é menor, mas o acabamento é bem superior ao do Fusion. A estrutura tem boa rigidez e o estilo é discreto.
Avaliação: muito bom

Motor e câmbio
Além de avançados tecnologicamente, motor e câmbio estão bem sintonizados e deixam o Jetta esperto em qualquer situação.
Avaliação: excelente

Mercado
Segundo cotação do mercado, seu seguro é mais caro que o do Ford. Sua garantia é de dois anos ou 50 000 km e seu desempenho no mercado, mais tímido.
Avaliação:bom


>> Tabela comparativa e veredicto





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