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Carros | Comparativos
Citroën C4 VTR 2.0 16V x Peugeot 307 Griffe 2.0 16V
Janeiro 2007

Citroën C4 VTR 2.0 16V x Peugeot 307 Griffe 2.0 16V

Números primos: Produzidos pela PSA, C4 e 307 têm a mesma origem e componentes em comum, mas temperamentos distintos

Por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Ninguém duvida que o ano de 2006 representou um marco para os sedãs no mercado brasileiro. A lista de lançamentos é extensa: Civic, Fusion, Jetta, Mégane... Foram tantas as novidades que até ofuscaram outros modelos. Os hatches, por exemplo. Houve duas estréias importantes nesse segmento que já se ressentia da falta de novidades. A Citroën apresentou o C4 e a Peugeot, o 307 reestilizado. Os dois, que têm a mesma origem de projeto, tomaram caminhos bastante distintos e agora se enfrentam neste comparativo, num interessante confronto de culturas: os dois têm diferenças de estilo e temperamento, reflexo dos valores de cada marca.

Citroën C4 e Peugeot 307 são carros de marcas diferentes que pertencem ao mesmo grupo, PSA. Por isso, eles dividem componentes que o motorista não vê, como plataforma, motor, chicote elétrico e forrações, e outros bem evidentes, como as hastes de acionamento de faróis e limpadores de pára-brisa, botões dos vidros elétricos, chave do contato e sistemas de som e de ar-condicionado. C4 e 307 são como dois primos que tiveram a mesma educação, passaram a infância juntos, mas tomaram rumos diferentes quando adultos, cada um seguindo sua personalidade. O C4 exibe design ousado e comportamento esportivo. O 307 é elegante no visual e preocupado com o uso do espaço interno. O primeiro sinal de distinção entre eles surge na análise dos equipamentos oferecidos.

O C4 - que, por enquanto, chega em apenas uma versão, C4 VTR 2.0 16V - vem com um pacote de itens de série completo e apenas três opcionais: rodas de liga leve, bancos de couro e faróis de xenônio direcionais. O 307, por sua vez, conta com uma gama extensa com diferentes motores e níveis de acabamento. Pela quantidade de equipamentos e padrões de acabamento, a versão que a Peugeot elege como rival do C4 VTR é a Griffe 2.0 16V.

Solteiros x casados

Nas configurações básicas, os preços dos dois têm uma diferença considerável. O C4 sai por 68 900 reais e o 307, por 74 450 reais. Mas, completos, os dois hatches ficam praticamente iguais. O Citroën vai para 76 195 reais e o Peugeot chega a 76 019 reais.

Com tudo a que têm direito, C4 VTR e 307 Griffe contam com ar-condicionado com ajuste independente para os dois lados da cabine, computador de bordo, trio elétrico, ABS e airbags, entre outros itens. Além desses, porém, individualmente, o Citroën se diferencia por oferecer de série mais equipamentos de segurança, como controle de tração ASR e de estabilidade ESP e sensor de chuva, recursos que não estão disponíveis no Peugeot. No caso dos airbags, o C4 tem seis contra apenas dois do 307. O Peugeot, em compensação, vem com maior quantidade de dispositivos de conforto. Ele traz disqueteira para cinco CDs, acendimento automático de faróis, teto solar elétrico e ligação Bluetooth para celular, itens indisponíveis para o C4. As diferentes vocações de cada projeto surgem ainda na opção de transmissão: automática, no 307 Griffe, e somente manual, no C4 VTR. E no número de portas na carroceria: quatro, no 307, ante apenas duas, no C4.

No dia-a-dia, o Citroën faz mais o gênero dos solteiros, que gostam de dirigir esportivamente. Os bancos apóiam bem o corpo e os comandos ficam todos à mão do motorista, seja no cubo do volante, seja no console. O 307, por sua vez, cria um ambiente mais familiar na cabine, com a facilidade de acesso das quatro portas.

Os sistemas de direção dos dois têm comportamentos semelhantes, ainda que o C4 tenha optado por uma assistência eletroidráulica e o Peugeot, hidráulica. Nos dois carros, o volante exige certo esforço para ser movimentado e as respostas são um tanto lentas. Já em relação às suspensões, ainda que os sistemas dos dois carros sejam iguais na construção, o C4 tem calibragem mais suave, o que aumenta o conforto ao rodar, mas torna o carro mais vulnerável às irregularidades de nosso piso. A do 307 filtra um pouco melhor as oscilações impostas à carroceria. Os conjuntos de direção e suspensão, postos à prova na pista, resultaram em comportamentos distintos. Nas curvas os dois carros apresentam tendência a sair de frente, mas o C4 parece mais equilibrado e mostra maior facilidade para ter a trajetória corrigida.

Mão no bolso

Instados pelo acelerador a mostrar seus respectivos cacifes, os dois apresentam com semelhante competência seus 143 cv, embora um tenha câmbio manual e o outro, automático. A diferença de tempo entre os dois, nas provas de aceleração, foi de 1,2 segundo em favor do C4 manual. Nas medições de consumo urbano, houve um empate técnico. E nas de consumo rodoviário, o C4 se mostrou ligeiramente mais econômico. Quando a questão é economia, o 307 se revela mais vantajoso nos custos de manutenção e de seguro. As peças do Peugeot, de modo geral, são mais baratas que as da Citroën. Um jogo de velas, por exemplo, custa em média 68 reais na rede de concessionárias Peugeot e 116 reais na da Citroën. Um par de pastilhas de freio sai por 205 reais, para o 307, e por 285 reais, para o C4. O mesmo ocorre com o custo da mão-de-obra: enquanto a rede Peugeot cobra 150 reais a hora, a Citroën pede 159 reais. Na hora de assegurar o patrimônio, o dono de um C4 também terá que desembolsar mais. De acordo com a corretora Nova Feabri (novafeabri.com.br), o custo médio do seguro de um 307 Griffe automático é de 4 078 reais, enquanto o de um C4 VTR é de 4 292 reais.

Tanto o C4 quanto o 307 exibem virtudes. Mas, no fim das contas, o Peugeot é o que atende melhor a um maior número de compromissos que um hatch deve cumprir, independentemente do perfil do usuário. Ele tem menos equipamentos de segurança, mas se garante bem com o que tem. E seu estilo não é tão ousado, mas está longe de desatualizado. No olho mecânico, o 307 vence por oferecer quatro portas e menor custo de manutenção, coisas que o C4 não consegue compensar. Questões bem relativas se o(a) pretendente for solteiro(a) ou se tratar de um casal sem filhos, condições em que se pode abrir mão da objetividade pura em nome de um gosto pessoal.


C4 - R$ 68 900

Com os opcionais - rodas de liga leve, bancos de couro e faróis de xenônio -, o C4 vai a 76 195 reais

SUSPENSÃO
O conjunto segura o carro nas curvas. No plano vertical, não filtra as oscilações do asfalto.
Avaliação: bom

AO VOLANTE
A posição de dirigir é esportiva, mas as respostas da direção são um pouco lentas.
Avaliação: bom

CARROCERIA
O espaço interno é de sedã médio. Mas quem viaja atrás se sente enclausurado em razão do espaço reduzido e da pequena área envidraçada.
Avaliação: muito bom

MOTOR E CÂMBIO
O câmbio poderia ser mais curto, para divertir quem gosta de reações mais rápidas. Não se pode reclamar do motor, no entanto.
Avaliação: muito bom

MERCADO
O preço é convidativo. Mas, em relação ao 307, é um carro mais caro de manter.
Avaliação: bom


307 - R$ 74 450

Com sensor de estacionamento e sistema de som com leitor de MP3, seu preço chega a 76 019 reais

SUSPENSÃO
Não é referência, porque deveria ter curso mais longo, mas é mais competente ao passar por irregularidades.
Avaliação: bom

AO VOLANTE
Posição de dirigir alta aproxima o 307 das minivans. A direção demora a responder.
Avaliação: bom

CARROCERIA
O espaço interno é democrático. Atrás, o teto é alto e as janelas, amplas.
Avaliação: muito bom

MOTOR E CÂMBIO
O motor, igual ao do C4, empurra o carro com disposição. O câmbio, automático, apresentou trocas de marcha rápidas.
Avaliação: muito bom

MERCADO
Trata-se de uma linha com mais opções de motor e equipamentos. Seus custos de manutenção e seguro são mais baixos.
Avaliação: muito bom


>> Tabela comparativa e veredicto





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